Como eram os carros de antigamente

Conceitos de luxo, conforto e segurança eram bem diferentes antigamente. Carros prezavam mais pelo luxo, mas tecnologia ainda deixava a desejar

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Galaxie tinha frente elevada e carroceria cheia de cromados Crédito: Foto: Sergio Castro/Estadão

Talvez nem todos tenhamos vivido os tempos onde os carros tinham bancos de sofá e ter a alavanca de câmbio no assoalho era coisa de carro esportivo. Antigamente, os conceitos de conforto, conveniência e até segurança eram diferentes dos praticados hoje, o que permitia certas extravagâncias em vários sentidos.

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Nos anos 1950, era comum que o banco da frente também fosse inteiriço, capaz de levar três passageiros com conforto. Itens como alavanca de câmbio e freio de estacionamento ficavam no painel e permitiam o conforto extra.

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Sergio Castro/Estadão

No entanto, embora o câmbio fosse na direção, posição que até tem sido retomada em modelos modernos, era comum que na época a transmissão ainda fosse manual. Isso pedia constantes movimentações do motorista em direção ao painel para operar o câmbio.

O “trabalho” só era amenizado por causa das poucas marchas do câmbio. Era comum que as transmissões tivessem apenas três longas marchas, que tentavam aproveitar o torque dos motores de capacidade volumétrica razoavelmente grande usados na época.

Os propulsores, aliás, eram bem menos eficientes do que motores atuais. Os primeiros Chevrolet Opala, por exemplo tinham motores de 2,5 litros com apenas 80 cv. O torque até era bom, com 18mkgf, mas dizer que era um carro rápido seria um exagero. Os seis cilindros até eram mais fortes, com 125 cv extraídos de 3,8 litros nas primeiras safras, mas também longe de serem números exorbitantes.

Por fora, o visual clássico dos anos 1960 incluía itens como para-choques cromados de metal, faróis com lentes de vidro e muitos frisos, também cromados. As proporções também eram ligeiramente diferentes. Eram comuns capôs longos e frentes altas, imponentes.

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Epitácio Pessoa/Estadão

Essa configuração prezava pela beleza, mas a segurança de pedestres era bem comprometida. Partes metálicas poderiam ferir gravemente em caso de atropelamentos e as chapas rígidas e grossas não ajudavam a amortecer nenhum impacto.

Batidas, aliás, eram um perigo nos carros de antigamente. Era comum antigamente o conceito de que “carro bom não amassa”, embora isso significasse transferir as forças do impacto para os ocupantes. Numa era antes das zonas de deformação programada, o carro poderia até parecer pouco afetado por uma colisão. No entanto, os ocupantes geralmente sofriam muito mais.

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Epitácio Pessoa/Estadão

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Luxo atual

No entanto, apesar da idade, muitos carros, principalmente nos Estados Unidos, já tinham amenidades comuns a modelos atuais. Já nos anos 50 e 60, os americanos já tinham ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos, bancos elétricos e até aquecidos. Um item antigo curioso eram alguns sistemas de travas automáticas a vácuo. Em vez de um motor elétrico, um pequeno gerador de vácuo literalmente “puxava” a trava e a fechava seguindo o comando do motorista.

Por aqui, vivemos a era dos quebra-ventos, bem antes do ar-condicionado começar a se popularizar. Era possível abrir apenas uma pequena seção dos vidros dianteiros para que ar entrasse na cabine. Há quem defenda a volta deles até hoje.

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Ford/Divulgação


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