Gol Copa 82 faz alegria de três gerações

Ricardo adquiriu VW Gol Copa em 1986 e mais tarde deu o carro ao filho; próximo dono será seu neto


A partir da esquerda, Ricardo, Eduardo e Vinicius

Não há conquista maior para uma seleção que ganhar um Mundial de futebol. Para a família Russo, o Gol Copa das fotos desta reportagem – um entre os 3 mil da série especial criada pela Volkswagen para o campeonato de 1982 – é um troféu que tem o mesmo sabor de vitória.

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“Era o Gol que todos queriam, uma versão diferenciada”, diz o empresário Eduardo. “Já vinha com conta-giros, faróis de milha e rodas de liga leve. A gente via o carro na rua e sonhava com ele. Meu pai dizia ‘um dia ainda vou comprar um desses’”, afirma.

Quatro anos depois, o patriarca da família, Ricardo, finalmente adquiriu um exemplar do sonhado hatch. “O carro foi comprado com muito sacrifício”, lembra Eduardo, que tinha 11 anos na época. “Tínhamos apenas um Fusca, que era usado pela minha mãe.”

Entre 1986 e 1990, o Golzinho acompanhou os Russo em suas idas ao shopping e em viagens. Depois, ficou três anos guardado, até Eduardo tirar a habilitação. “Quando fiz 18 anos, recebi o carro de presente, com um laço de fita e tudo”, orgulha-se.

O Gol levou o empresário e sua namorada para passear, fez com eles a viagem de lua de mel e buscou os filhos do casal na maternidade. “Usei com critério e o mantive com todo o cuidado, pois sei o quanto meu pai lutou para comprá-lo”, diz.

O VW rodou 117 mil km e está todo original. Da pintura ao acabamento, passando pelo estepe, o que facilitou a obtenção da placa preta. “Só troquei a forração dos bancos, que estava muito gasta após anos de uso. Mas acabei me arrependendo dessa alteração”, conta Eduardo.

O motor boxer 1.6, refrigerado a ar, tem dupla carburação e é fácil de manter e reparar. “Uma vez, o cabo do acelerador quebrou, puxei o afogador e consegui levar o carro para casa”, conta Eduardo. “Por outro lado, detalhes de acabamento, como frisos, adesivos e a bola de futebol da alavanca de câmbio, não se encontram mais.”

Por ora, o Gol Copa vive um novo período de hibernação, até que o filho de Eduardo, Vinícius, de 10 anos, possa guiá-lo.

“Ligo o motor uma vez por semana, para não estragar a bateria. Só o levo a eventos de antigos se for para ele ficar exposto”, diz Eduardo, que garante que o excesso de zelo vem de família. “Meu pai é pior que eu. Os carros dele são impecáveis.”


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