José Antonio Leme

12.09.2020 | 9:00 Atualizado: 11.09.2020 | 21:26

Pistas de testes: veja algumas das mais incríveis do mundo

A Pirelli inaugurou no Brasil sua pista de testes mais avançada para desenvolvimento de pneus, mas que também pode ser alugada para eventos

pista de teste
CIRCUITO PANAMERICANO, DA PIRELLI EM ELIAS FAUSTO (SP) Crédito: PIRELLI/DIVULGAÇÃO
Carro

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A Pirelli, um dos maiores fabricantes de pneus no mundo, inaugurou recentemente sua mais tecnológica pista de testes de pneus no mundo. Batizado de Circuito Panamericano, a pista fica em Elias Fausto (SP), distante cerca de 120 km da capital paulista.

O complexo tem sete pistas para diferentes tipos de teste, sendo o maior deles, para os testes de pista seca. Nesse trecho, a pista simula o traçado do autódromo de Estoril, em Portugal, e lugar da primeira vitória de Ayrton Senna na Fórmula 1.

Além de usar para desenvolvimento dos próprios produtos – pneus de carros e de motos -, a pista poderá ser alugada para eventos como track days, eventos de lançamentos, entre outros. O complexo tem uma área totla de 1.650.000 m² e de área construída e pavimentada são cerca de 205.000 m².

Mas a Pirelli não é a única empresa que tem a própria pista, para desenvolver seus produtos e também alugar para quem tiver dinheiro o suficiente para fazê-lo. Há muitas outras pistas ao redor do mundo que tem seus próprios donos e que podem ser alugadas – ou não.



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TWIN RING MOTEGI. CRÉDITO: GOOGLE MAPS/REPRODUÇÃO

Honda / Suzuka e Twin Ring Motegi

A Honda é a mais “fominha” de todas. A marca japonesa tem, além de pistas de testes menores, dois autódromos no Japão que ela também usa para desenvolver seus produtos, carros e motos. Tamanho era o trabalho que ela criou uma empresa só para cuidar disso: a Mobilityland. Essa subsidiária é responsável por gerenciar o Circuito de Suzuka e o Autódromo Twin Ring Motegi.

O primeiro surgiu em 1962 e tem pouco mais de 5,8 km de extensão na maior configuração. O segundo ficou pronto em 1997 e tem 4,5 km. Mas na configuração original chegou a ter 6km. Nas duas pistas, entre outras categorias, já correram ou correm ainda, Fórmula 1, Fórmula Indy e MotoGP. Motegi é a casa da MotoGP no Japão e também onde está o maior museu da Honda no mundo. Suzuka, todo ano é palco de uma prova de longa duração de motos, a 8h de Suzuka.

CIRCUITO DE SUZUKA. CRÉDITO: GOOGLE MAPS/REPRODUÇÃO

Toyota / Circuito de Fuji

A grande rival da Honda, a Toyota não queria ficar para trás nessa briga. E foi assim que, em 2000, ela comprou a pista de Fuji do grupo Mitsubishi. Mas o nascimento da pista foi na década de 1960. Ela também já foi palco da Fórmula 1 e hoje, entre outras categorias, recebe a prova de longa duração de carros, a 8h de Fuji. Um dos carros desenvolvidos com o uso da pista é o Lexus LFA, superesportivo da marca de luxo da Toyota.

CIRCUITO DE FUJI. CRÉDITO: GOOGLE MAPS/REPRODUÇÃO

Ferrari / Fiorano e Mugello

Tal qual a Honda, a Ferrari é a outra “fominha” da lista. A marca italiana de superesportivos é dona de dois autódromos que não só servem como pista de testes para os carros de rua e de Fórmula 1 da companhia, mas também são abertas a competições: Fiorano e Mugello.

Outra similaridade da Ferrari e a Honda é que as duas tem uma pista em “formato de 8” No caso da italiana, Fiorano, e na Honda, Suzuka. A pista ficou pronta em 1972 e tem a casa que Enzo mandou construir em um terreno no qual ele tinha plena visão da pista de quase 3 km. O recorde da pista é da LaFerrari, com 1min20seg. Quando os testes privados de Fórmula 1 eram possíveis, Schumacher cravou 55,999 segundos, em 2004.

SCHUMACHER E SEUS CARROS DIANTE DA CASA DE ENZO FERRARI . CRÉDITO: FERRARI/DIVULGAÇÃO

Mugello, pista na qual a Fórmula 1 correrá este final de semana, surgiu como um circuito de rua em 1914 que chegou a ter 66 km. A pista atual, que conhecemos surgiu em 1974 e aproveitava da topografia da região para ter subidas e descidas, além de curvas que hoje imprimem quase 6G aos pilotos de Fórmula 1 nos carros atuais. Na década de 1980, foi remodelada pela Ferrari nos seus 5,2 km de extensão. A pista faz parte do calendário fixo da MotoGP desde 1994, esse ano, por causa do coronavírus a prova por lá foi cancelada.

MUGELLO CIRCUIT/DIVULGAÇÃO

BMW / Circuito de Miramas

Criado em 1924, o circuito de Miramas é pouco conhecido do público em geral. A pista francesa foi criada pelo piloto Paul Bablot em associação com o Automóvel Clube de Marseille, à época. A corrida mais famosa que passou pelo circuito foi um GP da França, em 1926, o precursor da Fórmula 1. Em 1986 ele foi comprado pela BMW que usa a pista para desenvolvimento de seus carros, motos e tecnologias de direção autônoma agora também.

PISTA DE MIRAMAS, NA FRANÇA. CRÉDITO: BMW/DIVULGAÇÃO

Porsche / Nardò

Desde 2012, a marca alemã é dona de uma das pistas de testes mais famosas do mundo: Nardò, no sul da Itália. Mas a história da gigantesca pista redonda começa muito antes disso. Ela foi criada em 1975 pela Fiat com quem ficou por muitos anos, antes de passar pela mão de empresas privadas, até a chegada da Porsche. Além da pista redonda, ela tem outros circuitos na parte interna para testes que não exijam velocidade.

A Porsche usa para seu desenvolvimento, mas também aluga para outras empresas que queiram realizar testes. Hoje, em condições normais, a velocidade máxima permitida é de 240 km/h na pista circular, mas em testes privados não há limites. A pista de 12,6 km e 4 km de diâmetro guarda o recorde de 388 km/h do Koenigsegg CCR e do conceito VW Nardò que percorreu 7,740.576 km em 24 horas a uma velocidade média de 322 km/h.

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PORSCHE/DIVULGAÇÃO

Volkswagen / Ehra-Lessien

Com um nome que parece estranho, Ehra-Lessien, a pista de testes privada da Volkswagen, trancada em meio a floresta, ficou famosa graças ao Bugatti Veyron. Nos arredores de Wolfsburg, a pista foi criada em 1965 em uma zona de limite entre as Alemanhas do pós-guerra. O local era perfeito, pois tinha restrição de voo.

São 96 km de pistas para diversas propostas, mas de longe, a mais interessante é a reta de 9 km. Ela é tão comprida que não é possível enxergar a outra extremidade graças a inclinação natural da terra (sim, a terra é redonda). E foi lá que o Veyron Super Sport atingiu a velocidade de 431 km/h de média entre duas passagens, uma em cada sentido, para referendar seu recorde. Além das pistas, Ehra-Lessien é a joia da coroa do grupo Volkswagen, onde todas as inovadoras tecnologias que vão surgir e dar lucros para as empresas são testadas em laboratórios ultra-secretos.

EHRA-LESSIEN COM RETA DE 9 KM. CRÉDITO: GOOGLE MAPS/REPRODUÇÃO

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