Uno 1.5 R completa coleção de nacionais

Dono de um VW Gol GTS, um Ford Escort XR3 e um Chevrolet Kadett GSi, consultor foi a Brasília buscar Fiat


Carro estava em Brasília e passou por restauração completa

Só quem coleciona figurinhas pode entender o sentimento de realização quando se completa uma página do álbum. O consultor de informática Edgar Medeiros viveu prazer parecido no fim de 2013, quando comprou um Fiat Uno 1.5R de 1989.

“Eu já tinha um Gol GTS, um Escort XR3 e um Kadett GSi, então faltava o hatch esportivo da Fiat”, conta. “Além disso, sou fanático por carros amarelos. Tenho um Dodge Dart dessa cor e minha mãe, um Palio 1.8R do mesmo tom. O Uno veio para ser o irmão mais velho dele.”

O carrinho estava em Brasília. Medeiros e um amigo voaram até a capital federal e, após fechar negócio, fizeram o caminho de volta ao volante do Fiat. “Foi uma aventura. Depois, descobrimos que o motor estava preso por apenas um dos três parafusos de fixação.”

Ele afirma que, na primeira vez em que viu o Uno, a impressão não foi das melhores. “O vendedor chegou ao aeroporto de Brasília acelerando ‘a milhão’, e o ronco do motor era ensurdecedor”, lembra o consultor, que só concretizou a compra porque estava “fissurado” pelo Fiat. “Paguei R$ 11.127, mas a tabela era de R$ 5.400.”

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De volta a São Paulo, o hatch renasceu após passar por uma revisão detalhada. Foram trocados correia dentada, bomba de água, escapamento, pneus, faróis, grade dianteira e volante. “Mesmo sem ar-condicionado e direção hidráulica, ele é bem gostoso de dirigir. Não faz um barulhinho sequer”, diz o dono.

Medeiros coloca o Uno R para rodar pelo menos duas vezes por semana. Mas o dia de glória do carro é no quarto domingo de cada mês, quando ele lidera o Curtindo a Estrada, comboio que costuma reunir cerca de 120 antigos em passeios pela Rodovia dos Bandeirantes.

“Ele é rápido e entrega esportividade. Mas a suspensão é frágil e a lataria amassa fácil”, pondera o consultor. “A proposta dessa versão era atender aos jovens que não podiam comprar um Gol GTS. Com esse perfil de uso, são raros os exemplares intactos. Aliás, é um milagre que um esportivo tão pouco robusto tenha sobrevivido até hoje.”

Trajetória. A versão R foi lançada em 1987, três anos após a estreia do Uno no País. Faixas laterais, cintos de segurança vermelhos e a tampa traseira pintada de preto compõem o visual invocado. Seu motor de 1,5 litro gera 86 cv – os da S e CS tinham 52 e 58 cv, respectivamente.

Em 1990 o hatch ganhou propulsor 1.6 de 88 cv e – em 1993 a potência passou a 92 cv. No ano seguinte a opção R deu lugar à Turbo, cujo 1.4 gerava 118 cv, que saiu de cena em 1996. O Uno foi totalmente renovado em 2010, mas o modelo com carroceria “antiga” continuou sendo feito até o fim do ano passado, na versão Mille 1.0.


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