VW Fusca de 1962 esbanja charme com acessórios de época

Volkswagen Fusca equipado com o antigo motor 1200 de 36 cv pertence ao empresário Marcos Rabinovich

Volkswagen Fusca
O Volkswagen 1200 do empresário Marcos Rabinovich Crédito: Crédito: Hélvio Romero/Estadão

O Volkswagen Fusca é um carro fácil. Fácil de gostar, fácil de manter e ainda relativamente fácil de encontrar. Em cada cinco antigos com placa preta no Estado de São Paulo, um deles é Fusca, o que faz dele o modelo mais colecionado pelos paulistas.

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Mas há Fuscas e Fuscas. O exemplar do empresário Marcos Rabinovich é parte de uma safra rara. Feito em 1962, ele ainda roda com o motor 1200 de 36 cv com que saiu da fábrica. E sua originalidade foi preservada nos mínimos detalhes.

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“Quando comprei o carro, há doze anos, ele já estava bonito. Eu não quis fazer nenhuma intervenção, nem mesmo um furo para antena”, conta o dono. “Ele parece recém-saído da concessionária. Tudo funciona direitinho.”

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No painel, o espaço que seria destinado a um rádio conserva a tampa original, percorrida por um friso que atravessa também o porta-luvas. As calotas que guarnecem as rodas reluzem como espelhos. Logo acima da maçaneta que abre o capô, há um brasão. “Muitos incautos pensam que o escudo é da Alemanha, mas é de São Bernardo do Campo mesmo (onde a VW fabricava o modelo)”, explica o empresário.

Acessórios de época dão toque especial ao Fusca

Além de íntegro, o “besouro” ostenta alguns acessórios de época, que lhe dão um charme a mais. Um deles é o retrovisor externo, idêntico ao do modelo alemão, com nervuras na parte traseira – enquanto a peça do Fusca brasileiro tem o corpo liso.

Outro é o estojo de ferramentas, revestido de veludo e guardado junto ao pneu reserva. “Com esses artefatos, é possível desmontar o carro inteiro”, garante Rabinovich, que guarda várias peças sobressalentes do VW em casa. “Alguns componentes, como os do sistema elétrico de 6 volts, são difíceis de achar”.

O histórico Fusca foi encontrado por Rabinovich em um evento, com a ajuda de um amigo. Antes disso, ele já havia tido um exemplar de 1962, o primeiro antigo de sua vida. Com frequência, o empresário é sondado por interessados querendo comprar o VW.

“Não há nada que seja invendável, a palavra ‘nunca’ não existe no meu dicionário. É tudo questão de se conversar. Mas sei que, se vender este carro, jamais encontrarei outro igual”, ele pondera.


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