Kawasaki Z900 RS é homenagem justa ao passado

Clássica da Kawasaki, Z900 RS presta homenagem a quatro cilindros Z1 de 1972, mas com receita moderna e confortável

z900 rs
Z900 RS É RELEITURA MODERNA DA Z1 DE 1972. Crédito: FELIPE RAU/KAWASAKI

O ano é 1972, a Kawasaki lançava a Z1 Super Four, modelo quatro cilindros que ficaria eternizado como uma das mais icônicas motos quatro cilindros da época. A década de 1970 foi a época da invasão das motos japonesas aos Estados Unidos. E ali ela se tornaria um mito, especialmente com a pintura marrom e o detalhe laranja no tanque e na rabeta.

O ano é 2019, surge na garagem da redação uma moto com a mesma pintura, o mesmo farol redondo e a rabeta levemente inclinada, como se fosse um spoiler acima da lanterna. Por mais que meus sonhos quisessem, não era uma lendária Z1, mas sim a Z900 RS, a recriação moderna com estilo retrô da Kawasaki, que logo fez a minha breve decepção se dissipar.

Montada em Manaus, a clássica custa R$ 48.990. Da Z1 apenas o estilo, com toda a base inspirada na naked Z900. Isso significa suspensões invertidas na dianteira e monochoque atrás – ambas com ajustes de pré-carga e retorno – controle de tração com dois níveis, embreagem assistida e deslizante, freios ABS e farol de LEDs. A feição é de moto antiga, mas é tudo bem atual.

Como a Z1, a Z900 RS também usa um motor quatro cilindros, esse de 948 cm³. A diferença desse motor para o da Z900 naked foram os ajustes que reduziram a potência e o torque, mas também permitiram que eles cheguem ao pico em uma rotação menor.

Na Z900 RS são 109 cv a 8.500 rpm e 9,7 mkgf a 6.500 rpm contra 125 cv a 9.500 rpm e 10,1 mkgf a 7.700 rpm na Z900. Basicamente o motor foi amansado com uso da eletrônica. Com isso, ele ficou mais dócil de guiar, com muito torque em baixas rotações, o que reduz as trocas de marcha.

Ainda assim, ela oferece muita esportividade quando se quer acelerar forte com o característico ronco dos quatro cilindros e que continua crescendo nos 10 mil giros quando já está entrando na linha vermelha. O câmbio de seis marchas tem engates fáceis e curtos.

Ergonomia da Z900 RS

A posição de guiar da Z900 RS é bem confortável. Com um chassi diferente da Z900 naked, ela tem um guidom mais largo, as manoplas estão 35 mm mais afastadas, alto (65 mm a mais) e próximo ao piloto – recuo de 35 mm. As pedaleiras estão mais baixas, o que permite que as pernas fiquem menos flexionadas. Esse conjunto deixou o piloto em uma posição mais ereta que na naked, onde a posição é mais avançada, de ataque. O banco em peça única é largo e bem confortável para piloto e garupa.

De perto ela parece bem robusta, mas em movimento a Z900 RS é bem leve e ágil, apesar dos 215 kg em ordem de marcha. As trocas de direção são rápidas e a moto responde fácil aos comandos. Nas curvas ela deita fácil e o piloto não briga para manter a moto na trajetória, um sinal de ciclística bem equilibrada.

Os freios são disco, duplo na frente com 300 mm de diâmetro, e simples atrás com 250 mm. A pinça dianteira tem quatro pistões e a traseira dois. Isso garante uma boa frenagem, mesmo em situação de emergência.

O painel de instrumentos tem uma tela digital para o computador de bordo, mas velocímetro e conta-giros analógicos. Isso para manter o padrão semelhante ao da Z1 com formato redondo e boa visualização dos dados.

O ponto negativo é o preço. Os 48.990 são levemente salgados se você pensar que a própria Kawasaki oferece por R$ 49.990 a esportiva ZX-6R com 136 cv e eletrônica ainda mais robusta. O que torna o primeiro modelo caro na comparação. Sua rival direta no mercado é a Triumph Bonneville T120, que custa R$ 48.200 com uma especificação mais modesta. São 80 cv e 10,7 mkgf e suspensões convencionais sem ajuste.


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