José Antonio Leme

31.07.2020 | 11:30 Atualizado: 30.07.2020 | 21:01

Com estilo e pegada mais esportiva, CBR 650R resolve os problemas da antecessora

Honda CBR 650R chega com suspensão invertida, controle de tração, mais leve e melhor de pilotar que a antecessora CBR 650 F a R$ 41.080

cbr 650r
HONDA CBR 650R Crédito: HONDA
Carro

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A mística dos quatro cilindros nas motos é insuperável. Pelo som, pelo desempenho, quem pensa em esportiva, pensa em motores de quatro cilindros. E na gama da Honda, indissociáveis são as letras CBR e o “4 canecos”. E nisso, a nova geração da CBR 650, que agora adota a letra R no final, enquanto antes usava o F, fez questão de mostrar que faz jus a associação.

Montada em Manaus, a CBR 650R está à venda por R$ 41.080 e nas cores vermelha ou cinza metálico. O modelo que é uma nova geração completa está cheia de novidades. Ela ganhou controle de tração, que pode ser desligado, novos chassi, visual, posição de guiar, suspensão e freios. Tudo para garantir que deixaria para trás os problemas ou defeitos da antiga geração.



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Em termos de visual, a antiga 650 F tinha um farol único, centralizado. A 650 R apostou, sem qualquer vergonha na cara em um design que faz dela uma “mini Fireblade”. A distância, fica difícil ver quem é quem. Os faróis duplos, as entradas de ar, as carenagens e o tanque são muito parecidos com a Fireblade, e isso é intencional, criando uma identidade visual entre as motos da marca. Como a irmã mais velha, a CBR 650R tem faróis, lanterna e setas de LEDs.

Para marcar a pegada mais esportiva da letra R, a CBR 650R tem assento bipartido e ganhou uma posição de pilotagem mais esportiva. Os semiguidões estão mais rebaixados, as pedaleiras mais altas, foram recuadas. Ou seja, o tronco fica mais inclinado sobre o tanque e as pernas mais travadas.

Se ficou mais adequada para o uso em pista, ela ainda manteve uma quantidade substancial de conforto na estrada e no dia a dia, apesar de não ser o habitat no qual ela é focada. Ela ainda está longe de ser tão “racing” quanto a irmã maior, a Fireblade, ou quanto era a CBR 600 RR que saiu de linha e que são realmente motos de pista, sem a intenção de uso em rua, apesar de serem utilizadas.

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O novo painel é o mesmo da CB 650R com estilo “Blackout”. Isso significa que ele tem fundo preto e gráficos brancos, que facilita a leitura com incidência de luz em cima. Ele é bem completo e traz diversas funções, como conta-giros, indicador de marcha e luzes-espia, entre outros. É uma versão reduzida do painel que equipa a naked CB 1000R.

Em termos de ciclística, a CBR 650R está melhor porque com o novo chassi ela ficou 4 kg mais leve. Além disso, ela recebeu uma nova suspensão dianteira, sem ajuste, mas agora invertida, da Showa. O freio a disco e duplo dianteiro agora é radial, isso distribui melhor a pressão da frenagem no centro da roda.

São dois discos de 310 mm de diâmetro na roda dianteira. Na traseira, é um simples de 240 mm. As pinças de freio agora são da mesma marca: Nissin. As dianteiras têm dois pistões cada uma, enquanto a traseira tem um pistão apenas. Em “frenagens bruscas”, particularmente para o uso na rua, há o Emergency Stop Signal. Acima de 56 km/h com desaceleração brusca, é considerada frenagem de emergência, assim, a moto liga automaticamente as luzes do pisca traseiro, desligando novamente assim que os freios são liberados.

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CBR 650R: acelerando na pista

Na prática, isso tudo permitiu que a CBR 650R tenha uma dianteira mais firme. Nas frenagens, a frente não afunda e nas curvas dá mais confiança para o piloto na hora de atacar as curvas. Associado ao novo chassi, essas melhorias deixam a moto mais ágil, mais confiável na pista, sem precisar de grandes modificações para encarar um track day, por exemplo.

O novo motor quatro cilindros é bem semelhante ao antigo, mas se comporta diferente. O quatro-cilindros de 649 cm³ entrega 88,4 cv a 11.500 rpm e 6,1 mkgf a 8 mil rpm. Ele recebeu um novo comando de válvulas que se mantém mais tempo aberto na admissão e na exaustão. Isso garante 10% de admissão de ar a mais no motor e melhor queima do combustível nessa mistura mais rica. Os pistões também são novos.

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Na vida real, todas as alterações deixaram a moto melhor em médias rotações sem perder o bom rendimento em altas rotações. Em uma pista de curvas travadas, onde o rendimento de baixa e médias é importante, foi possível ver como o motor “enche” bem, sem engasgar, de maneira gradual.

O câmbio de seis marchas da Honda, como sempre, tem engates fáceis e sem problemas, mesmo em ritmo de pista, quando é exigido mais e com maior veemência. Em parceria com a nova embreagem assistida e deslizante, que evita o travamento da roda traseira e deixa mais leve o acionamento do manete, fica ainda mais fácil.

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FICHA TÉCNICA – HONDA CBR 650R

Preço: R$ 41.080
Motor: 649 cm³, 4 cil, 16V, gasolina
Potência (cv): 88,4 a 11.500 rpm
Torque (mkgf): 6,1 a 8.000 rpm
Câmbio: 6 marchas
Tanque: 15,4 litros
Peso: 196 kg (seco)

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