Onboard Diego Ortiz

O SUV que nem chegou e quer ser líder

Volkswagen T-Cross só começa a ser produzido em janeiro, mas quer ser o líder dos SUVs compactos no Brasil em 2019

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Volkswagen T-Cross Crédito: Crédito: Volkswagen/Divulgação

Em 2004, Romário, então no Fluminense, brigou com o Técnico Alexandre Gama por ser barrado do time e soltou uma de suas célebres frases: “O cara mal chegou no ônibus e já quer sentar na janelinha”. O Volkswagen T-Cross, SUV que a marca começa a vender no Brasil em março, só terá brigas figurativas, das boas aliás, mas já chega doido para sentar na janelinha.

A Volkswagen não fala oficialmente, mas quer a liderança entre os SUVs compactos no Brasil, que hoje é do Honda HR-V, seguido de Hyundai Creta, Nissan Kicks e Jeep Renegade. Terá pela frente o grande desafio de disputar um segmento já consolidado, com rivais de marcas de peso que o público já conhece e deseja.

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Porém, o novo SUV feito pela VW em São José dos Pinhais, Paraná, tem muitos trunfos na manga. A começar pelo tamanho da rede da concessionárias. Se cada uma das cerca de 600 lojas vender seis T-Cross por mês, ele já vai para as cabeças, sendo que a média das outras marcas é maior que essa. É uma questão mercadológica física e básica que já garante uma boa largada para a Volkswagen.

Fora isso, ele será um dos poucos SUVs deste segmento com bom desempenho de verdade. Citroën C4 Cactus com seu 1.6 Turbo, EcoSport 2.0 e Chevrolet Tracker 1.4 Turbo aceleram de forma vigorosa, mas são modelos mais de nicho, digamos assim. O T-Cross, tanto com o 1.0 Turbo de 128 cv, quanto com o 1.4 Turbo de 150 cv, apresenta um desempenho que nenhum cliente vai ficar reclamando, muito pelo contrário. Isso é uma baita vantagem, inclusive para ganhar futuros comparativos.

Porta-malas do T-Cross não é grande

O porta-malas de 373 litros não é um dos pontos fortes. Kicks tem 430 litros e HR-V tem 437 litros, por exemplo. Com os bancos traseiros deslizados mais para a frente, ele chega a até 420 litros, diminuindo o espaço para as pernas. Essa modularidade permite a escolha dependendo do uso e pode ser um argumento de venda também, mas terá que ser trabalhada de forma inteligente pela rede.

Por dentro, painel virtual, som da Beats, muitas entradas USB e acabamento bom são trunfos da versão de topo, que deverá bater no limite de R$ 100 mil. O Kicks completo, que é super bem equipado, mas que tem menos coisas que o T-Cross, por exemplo, custa R$ 98.990.

Ou seja, a janelinha é um alvo plenamente possível. Vai depender se, na prática, o T-Cross será mesmo o craque que Romário se tornou, como todos esperam, ou virará o técnico Alexandre Gama, multicampeão de sucesso no futebol da… Tailândia.


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