Onboard Diego Ortiz

SUVs e picapes deverão sair mais fortalecidos da pandemia

SUVs e picapes com visual mais abrutalhado já estavam surgindo como uma tendência que tem tudo para se fortalecer após a pandemia do coronavírus

SUVs
Conceito do Ford Bronco Crédito: Ford/Divulgação

Enquanto o mundo olha assustado o avanço da pandemia do coronavírus e as mortes provocadas pela covid-19, mesmo de casa, em esquema home office, as mentes pensantes das empresas, incluindo das montadoras, não param de tentar traçar um futuro em que as vendas voltem a patamares aceitáveis para lucrar com a venda de seus produtos.

Vários artigos publicados por diversos especialistas em negócios, inclusive no LinkedIn, apontam que uma onda de consumo consciente está por vir. Sem exageros em gastos. E que os produtos deverão ter refletir cada vez o estado de espírito. Ou melhor, as características principais de seus donos.

Após a crise de 29, o mercado norte-americano de automóveis viu os desenhos de seus carros mudar radicalmente. Retos, conversíveis e com para-lamas quase inexistentes até então, os automóveis passaram a ter mais curvas, para-lamas robustos e um aspecto mais agressivo. Era a necessidade dos homens, afetados em sua masculinidade por não conseguirem mais ser os provedores que eram, mostrar virilidade.

Atualmente, o abrutalhamento dos carros já surgia como tendência. Estão aí a picape Tesla Cybertruck, Ford Bronco e Adventurer e Toyota ft 4x, futuros lançamentos da indústria para provar isso. Surgiram na demanda de carros mais altos, agressivos e com posição mais alta de dirigir. Que fez o sucesso dos SUVs no mundo, especialmente entre as mulheres. Elas, que decidem a maioria das compras, sempre apontaram isso como decisão de compra.

SUVs e picapes brutas já eram o foco antes

O que era então uma tentativa de acertar a demanda (devidamente embasada por estudos, obviamente), me parece que vai ser tornar o único caminho. Considerada por muitos a pior crise mundial após a Segunda Guerra, a pandemia de coronavírus nos deixará fragilizados como sociedade. Financeiramente e psicologicamente. Para externarmos nossa pseudo dureza, passaremos escolher carros que transmitam o contrário de nossa efemeridade. Quais modelos fazem isso? SUVs e picapes, lógico.

Primeira escolha feita, surge a segunda. Usando a mesma marca para o exemplo ficar claro, qual modelo você compraria para mostrar que é um homão ou um mulherão forte e resistente: um Mercedes Classe S ou um Classe G? Este é o caminho que eu percebo que a indústria vai tomar e que os clientes vão abraçar sem nem pensar duas vezes. Me cobrem daqui a cinco anos.

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