Defenda-se: Chevrolet Cobalt ficou parado por falta de peças

Acompanhe o caso do Cobalt que ficou mais de dois meses à espera de uma peça, além de outras queixas da coluna Defenda-se

Chevrolet Cobalt
Crédito: Cobalt sofreu uma colisão, e ficou parado porque uma peça (o painel da porta dianteira direita) estava em falta. Foto: Gabriela Bilo/Estadão
CHEVROLET COBALT
Carro parado por falta de peças

Comprei um Cobalt novo no começo deste ano. Em 29 de março, uma colisão pela direita danificou farol, lanterna, capô, para-lama e porta dianteira. A seguradora HDI autorizou o reparo no início de abril. Dois meses depois, porém, o serviço não foi iniciado, porque uma das peças, o painel da porta dianteira direita, está em falta e só chegará em julho. Essa demora é um absurdo, afinal trata-se de um modelo novo, nacional e de uma das primeiras montadoras a se estabelecer no País.
Vitor Manuel Costa Ferreira Silva, JUNDIAÍ (SP)

Chevrolet responde: o caso foi solucionado.

O leitor diz que a queixa apressou a solução do caso, já que a peça foi entregue em 21 de junho. Ele elogia o atendimento recebido da Chevrolet após a intervenção do JC.

Advogado: a empresa tem o dever legal de manter componentes de reposição de seus produtos à disposição do consumidor. Em caso de falta de peças, ela responde pelos prejuízos eventualmente ocasionados aos seus clientes. Por isso, a montadora tem de oferecer carro reserva ou ressarcir os gastos com locomoção tidos pelo dono do veículo até a conclusão do reparo – mesmo que o dano tenha sido causado por evento externo, em que ela não é obrigada a fazer o serviço sem ônus.

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HONDA FIT
Qualidade questionável

Pouco depois de um defeito no corpo da borboleta, surgido logo após a revisão dos 40 mil km, e que suscitou uma queixa a esta coluna, meu Fit apresenta novo problema. Desta vez, o motor simplesmente não dá partida. De acordo com a minha seguradora, o problema agora é no motor de arranque. Sempre dei preferência por utilizar os serviços da concessionária, mesmo sabendo que o preço de peças e mão de obra é muito mais caro. Assim, é incompreensível, para uma marca como a Honda, reconhecida pela qualidade de seus veículos, que um carro relativamente novo, que passou por todas as revisões na mesma autorizada, apresente contínuos problemas. Nosso dia a dia, com inúmeros compromissos, fica bastante confuso e prejudicado, já que esse é o único carro da família.
Maria Aparecida S. Van Deursen, CAPITAL

Honda responde: o veículo foi reparado e devolvido. Vale lembrar que a garantia contratual de três anos de uso, sem limite de quilometragem, se encerrou em novembro de 2017.

A leitora confirma que a peça foi trocada sem ônus.

Advogado: além da garanta contratual, o consumidor conta com o amparo da garantia legal, por meio da qual a montadora responde pela qualidade do produto durante a vida útil de seus componentes. Assim, eventuais defeitos surgidos nesse período devem ser solucionados sem ônus ao cliente.

RENAULT DUSTER
Oxidação recorrente

Comprei um Duster zero-km em agosto de 2013. Em maio de 2015, apontei pontos de ferrugem na tampa traseira e a concessionária trocou a peça sem ônus, garantindo que não haveria mais problemas. Um ano depois, o problema se repetiu, mas dessa vez a Renault autorizou apenas uma repintura da peça, e não sua troca. Em abril deste ano, notei que havia oxidação no porta-malas, na coluna dianteira e na dobradiça da porta do motorista. O gerente da oficina diz que a coluna não pode ser trocada. Necessito de uma solução urgente, já que a garantia do meu carro termina em agosto deste ano.
Lina Maria Leahy Madureira,
RIO DE JANEIRO (RJ)

Renault responde: uma avaliação do veículo foi agendada para o dia 4 de junho.

A leitora diz que a Renault reparou as peças oxidadas e lhe forneceu um carro reserva durante o período de intervenção.

Advogado: o caso de ressurgimento de um defeito que já foi objeto de reparo anterior enseja a troca do veículo por um novo ou, no mínimo, de uma solução imediata e definitiva para o problema. Além disso, quando a solução envolver pintura de partes do veículo, só poderá ser considerada aceitável se o serviço deixar os componentes em estado de novo.


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