Defenda-se

Leitor queixa-se do GPS de seu Honda Civic

Ele diz que atualização feita pela montadora é cara (R$ 1.200) e prefere usar navegadores do Google e Waze

02 de nov, 2016 · 8 minutos de leitura.

Leitor queixa-se do GPS de seu Honda Civic
Crédito:Ele diz que atualização feita pela montadora é cara (R$ 1.200) e prefere usar navegadores do Google e Waze
Leitor diz que os R$ 1.200 pedidos pela Honda para atualizar o GPS são exorbitantes

Em junho de 2013, comprei um Civic EXR zero-km, que veio com central multimídia. Nas duas primeiras revisões, pedi que o navegador GPS fosse atualizado, mas o serviço só foi feito em outubro de 2015. Em maio de 2016, ao realizar a terceira revisão, quando o carro chegou a 30 mil km de uso, cobraram R$ 1.200 pela atualização do GPS. Acho que esse preço é desproporcional e transforma esse opcional em um mico. Por valor muito menor que o cobrado pela Honda, posso instalar um kit de espelhamento com smartphone e passar a usar navegadores como os do Google e Waze, que são muito mais modernos. Quero que minha queixa sirva de alerta para que interessados em comprar um Civic avaliem esse inconveniente antes de optar pelo modelo.
Ivo de Almeida Prado Xavier, CAPITAL

Honda responde: nosso departamento de relacionamento com o cliente entrou em contato com o consumidor e prestou os devidos esclarecimentos.

O leitor diz que, após a queixa, a marca lhe ofereceu a atualização sem ônus e o serviço foi feito em poucas horas. Apesar disso, ele mantém suas considerações e acrescenta que o navegador da veículo demora a receber atualizações, o que não ocorre com as alternativas que ele apontou em sua queixa.

Advogado: a atualização do GPS deve ser feita sem ônus para o consumidor, salvo se ele foi avisado antes da compra que esse serviço seria pago à parte.

Veja as outras queixas publicadas na coluna Defenda-se desta semana

FORD FIESTA
Trepidação no câmbio

Com 500 km de uso, meu Fiesta já apresentava problema de trepidação no câmbio, que piora com o motor quente. Queixei-me várias vezes e, na revisão de um ano, com 9 mil km, a concessionária finalmente reconheceu o defeito e informou que a peça havia sido solicitada à fábrica para reposição. Como o componente não chegava nunca, escrevi uma carta à Ford e recebi a orientação de levar o carro novamente à autorizada, onde seria feita uma análise na presença de um técnico da fábrica. Fiz isso, mas o funcionário disse que a queixa era descabida, pois a vibração do câmbio era pequena e normal. Depois disso, enviei outras cartas à Ford e recebi a mesma resposta padrão: para levar o carro a uma autorizada. Parece gozação. Devo desistir da marca ou assumir o prejuízo e mandar consertar o carro por conta própria?
Roberto Teixeira França, CAPITAL

Ford responde: a questão foi resolvida.

O leitor confirma que o carro foi reparado sem ônus, mas diz que os problemas no câmbio reapareceram.

Advogado: caso tenham se passado 30 dias da primeira queixa sem que o defeito tenha sido eliminado, o carro deve ser trocado. Se o defeito ressurgir após o reparo, isso apenas reforça o direito à troca do produto, já que a marca não é capaz de oferecer uma solução definitiva.

SUBARU FORESTER
Carro parado por falta de peças

Meu carro sofreu um sinistro há 42 dias. Avisei a seguradora e estou até agora no aguardo das peças. Nas seis concessionárias Caoa consultadas havia apenas duas em estoque e as demais têm de ser importadas do Japão, o que leva até 45 dias úteis. Detalhe: meu Forester XT é modelo 2016 e está no portfólio atual da Subaru, inclusive com publicidade em jornais. Não acredito que a conduta da marca esteja alinhada com a legislação vigente. Eles simplesmente não dão opção, o jeito é esperar. Os produtos da Subaru são excelentes, mas o pós-venda é terrível.
Carlos Alberto Inglez de Souza, CAPITAL

Subaru responde: o ocorrido foi esclarecido e as peças, fornecidas para a seguradora.

O leitor diz que as peças foram fornecidas nove dias após a queixa, após a intervenção do jornal.

Advogado: a falta de peças é de responsabilidade da montadora, que não pode descumprir o dever legal de manter componentes de reposição no mercado. Mas, quando o reparo cabe à seguradora, esta responde solidariamente por eventuais prejuízos que o atraso no reparo cause ao consumidor. Afinal, ao vender o seguro, a empresa promete solução rápida para seus clientes.


Quer participar? Envie um resumo do problema com seu nome, telefone, endereço, RG e CPF para o e-mail: jcarro@estadao.com


Leitor diz que os R$ 1.200 pedidos pela Honda para atualizar o GPS são exorbitantes

Em junho de 2013, comprei um Civic EXR zero-km, que veio com central multimídia. Nas duas primeiras revisões, pedi que o navegador GPS fosse atualizado, mas o serviço só foi feito em outubro de 2015. Em maio de 2016, ao realizar a terceira revisão, quando o carro chegou a 30 mil km de uso, cobraram R$ 1.200 pela atualização do GPS. Acho que esse preço é desproporcional e transforma esse opcional em um mico. Por valor muito menor que o cobrado pela Honda, posso instalar um kit de espelhamento com smartphone e passar a usar navegadores como os do Google e Waze, que são muito mais modernos. Quero que minha queixa sirva de alerta para que interessados em comprar um Civic avaliem esse inconveniente antes de optar pelo modelo.
Ivo de Almeida Prado Xavier, CAPITAL

Honda responde: nosso departamento de relacionamento com o cliente entrou em contato com o consumidor e prestou os devidos esclarecimentos.

O leitor diz que, após a queixa, a marca lhe ofereceu a atualização sem ônus e o serviço foi feito em poucas horas. Apesar disso, ele mantém suas considerações e acrescenta que o navegador da veículo demora a receber atualizações, o que não ocorre com as alternativas que ele apontou em sua queixa.

Advogado: a atualização do GPS deve ser feita sem ônus para o consumidor, salvo se ele foi avisado antes da compra que esse serviço seria pago à parte.

Veja as outras queixas publicadas na coluna Defenda-se desta semana

FORD FIESTA
Trepidação no câmbio

Com 500 km de uso, meu Fiesta já apresentava problema de trepidação no câmbio, que piora com o motor quente. Queixei-me várias vezes e, na revisão de um ano, com 9 mil km, a concessionária finalmente reconheceu o defeito e informou que a peça havia sido solicitada à fábrica para reposição. Como o componente não chegava nunca, escrevi uma carta à Ford e recebi a orientação de levar o carro novamente à autorizada, onde seria feita uma análise na presença de um técnico da fábrica. Fiz isso, mas o funcionário disse que a queixa era descabida, pois a vibração do câmbio era pequena e normal. Depois disso, enviei outras cartas à Ford e recebi a mesma resposta padrão: para levar o carro a uma autorizada. Parece gozação. Devo desistir da marca ou assumir o prejuízo e mandar consertar o carro por conta própria?
Roberto Teixeira França, CAPITAL

Ford responde: a questão foi resolvida.

O leitor confirma que o carro foi reparado sem ônus, mas diz que os problemas no câmbio reapareceram.

Advogado: caso tenham se passado 30 dias da primeira queixa sem que o defeito tenha sido eliminado, o carro deve ser trocado. Se o defeito ressurgir após o reparo, isso apenas reforça o direito à troca do produto, já que a marca não é capaz de oferecer uma solução definitiva.

SUBARU FORESTER
Carro parado por falta de peças

Meu carro sofreu um sinistro há 42 dias. Avisei a seguradora e estou até agora no aguardo das peças. Nas seis concessionárias Caoa consultadas havia apenas duas em estoque e as demais têm de ser importadas do Japão, o que leva até 45 dias úteis. Detalhe: meu Forester XT é modelo 2016 e está no portfólio atual da Subaru, inclusive com publicidade em jornais. Não acredito que a conduta da marca esteja alinhada com a legislação vigente. Eles simplesmente não dão opção, o jeito é esperar. Os produtos da Subaru são excelentes, mas o pós-venda é terrível.
Carlos Alberto Inglez de Souza, CAPITAL

Subaru responde: o ocorrido foi esclarecido e as peças, fornecidas para a seguradora.

Continua depois do anúncio

O leitor diz que as peças foram fornecidas nove dias após a queixa, após a intervenção do jornal.

Advogado: a falta de peças é de responsabilidade da montadora, que não pode descumprir o dever legal de manter componentes de reposição no mercado. Mas, quando o reparo cabe à seguradora, esta responde solidariamente por eventuais prejuízos que o atraso no reparo cause ao consumidor. Afinal, ao vender o seguro, a empresa promete solução rápida para seus clientes.

Quer participar? Envie um resumo do problema com seu nome, telefone, endereço, RG e CPF para o e-mail: jcarro@estadao.com