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Leitor reclama de falta de peças do Livina
Defenda-se

Leitor reclama de falta de peças do Livina

Nissan não tinha roda de liga-leve em estoque para cliente que ficou com o carro parado mais de 15 dias

06 de jul, 2016 · 8 minutos de leitura.

 Leitor reclama de falta de peças do Livina


Nissan não tinha a roda de liga-leve em estoque para atender ao cliente

O carro de minha mãe está parado na oficina Autoprime há mais de 15 dias porque a concessionária Fuji Japan não consegue que a fábrica Nissan lhe forneça a roda de liga leve. Esse item não está disponível em nenhuma concessionária Nissan na capital.
Emiliano C Mello, CAPITAL


Nissan responde: o inconveniente foi solucionado. O leitor diz que o fornecimento da roda levou mais de um mês.

Advogado: quando o prazo de 30 dias para o reparo é ultrapassado por falta de peça, caso o consumidor não exerça o direito à troca do produto, ele pode ser ressarcido pelos gastos com locomoção, enquanto aguarda o reparo, e também por outros prejuízos, se comprovados.

Veja outros casos publicados nesta semana na coluna Defenda-se


GRAND BRASIL
Seminovo problemático

Comprei um Focus 2012 com 54 mil km rodados na Grand Brasil. Após cinco dias, desci a serra para o litoral e vi que, a partir de 90 km/h, o câmbio automático não acessava as marchas mais altas e fazia o carro perder potência bruscamente. Tive de voltar à capital a 50 km/h para evitar problemas. Deixei o veículo na concessionária, avisando que tinha uma viagem marcada para o réveillon, dali a dez dias. Mas só agendaram o reparo para 4 de janeiro, em uma oficina terceirizada, e ainda devolveram o carro com cinco dias de atraso. Depois que eu levei o Ford à minha oficina de confiança, descobri que peças como pastilhas, velas e filtro de ar estavam em péssimo estado. Tive de gastar mais de R$ 3 mil para deixá-lo em condições de uso, isso sem falar no defeito do câmbio. E olha que, quando comprei o carro, disseram que ele havia sido revisado e eu poderia rodar tranquilamente! Como posso confiar no conserto do câmbio se, antes da entrega do carro, não foram capazes de verificar que até os freios tinham defeito?
Alexandre Souza, CAPITAL

Grand Brasil responde: consertamos o câmbio, testamos o veículo na presença do cliente e não encontramos defeitos. A partir da retirada, o carro tem um ano de garantia, que vai até janeiro de 2017. Pedimos que o cliente o traga para verificação. O leitor reconhece que o veículo não apresentou defeito durante o teste na loja, apenas posteriormente. Ele encomendou um laudo a uma oficina especializada, que constatou que o câmbio patina entre terceira e quarta marchas. Sobre a garantia, ele diz que o gerente da loja deu apenas 6 meses de cobertura, em anotação à mão no verso da nota fiscal, e já não trabalha mais na concessionária, que mudou de nome e endereço. Ele pensa em fazer o reparo do câmbio na oficina especializada e pedir na Justiça o ressarcimento da despesa.


Advogado: o fato de vender um carro usado não dispensa a empresa do dever de qualidade perante o consumidor. O veículo precisa passar por rigorosa revisão e, se for entregue ao cliente com peças defeituosas, estas deverão ser trocadas sem ônus para o comprador. Caso tais reparos não sejam feitos, o leitor tem o direito de exigir o cancelamento da compra, com a devolução do valor pago, além da reparação de prejuízos comprovados.

FORD FOCUS
Espelho com preço exorbitante

A lente do espelho do meu Focus 2012 quebrou. Fui a uma autorizada Ford e fiquei espantado quando soube que eles cobram R$ 240 por um simples espelho de 10 cm, sem qualquer tecnologia embutida. Num magazine automotivo, a peça custa R$ 10. Cada um vende o produto pelo preço que quiser, mas isso nos faz repensar a compra de um Ford.
Jose Ricardo Alvo, CAPITAL


Ford responde: a questão já foi esclarecida. O leitor diz que, após ter encontrado os mesmos preços em duas autorizadas, optou por fazer a compra no mercado paralelo. Ele quis apenas deixar registrado um protesto pelos preços, que considera abusivos.

Advogado: se o leitor considera exagerados os preços cobrados pelas autorizadas, pode fazer uma denúncia aos órgãos de proteção do consumidor, para que o assunto seja investigado. Mesmo em um regime de preço livre, estes não podem ser fixados de forma abusiva, com grande distorção ante aquilo que é praticado no mercado.

Quer participar? Envie um resumo do problema com seu nome completo, telefone, endereço com município, RG e CPF para o e-mail: jcarro@estadao.com


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