Blog do Boris Boris Feldman

24/02/2021 - 5 minutos de leitura.

Não compraria um carro da Apple, pois passei raiva com os iPhones

Duas fábricas já negaram parceria com a gigante da tecnologia. E ‘Herr’ Diess, manda-chuva da VW, diz não se preocupar com o “iCar”

Vídeo viral que mostra carro ad Apple é fake
Vídeo viral que mostra carro ad Apple é fake Crédito: Reprodução/Tik Tok

Cheguei com meu iPad na redação para baixar um texto escrito em casa. Só quando o abri, me lembrei de não ter recarregado a bateria. Mas o pessoal disse para não me preocupar pois resolveriam o problema com alguns dos vários cabos e carregadores na redação.

Foi quando lembramos tratar-se de um aparelho da Apple: nenhum outro cabo se conectaria para recarregáa-lo. E tive que reescrever a matéria.

Na semana passada, tive um problema com meu iPhone, e a oficina especializada disse que – aquele reparo – só na loja da Apple. O orçamento veio tão elevado que declarei finalmente minha independência da marca depois de muitos anos de fidelidade.

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Por um punhado de reais adicionais,  tornei-me o feliz proprietário de um Xiaomi, celular chinês recomendado por vários amigos.

A Apple pretende produzir um carro e procura um parceiro entre as fábricas do setor. Seu raciocínio está correto, pois automóvel cada vez é mais um computador sobre rodas.

A Apple domina como ninguém o software, mas não entende nada sobre fabricação de carros, uma das mais complexas operações industriais do mundo.

Então, a ideia de lançar seu próprio automóvel levou-a -corretamente – a confiar a produção de seus veículos elétricos a uma fábrica experiente nesta operação.

Porém, as duas primeiras (Hyundai e Nissan) procuradas não quiseram nem conversar, já que a condição é de o produto ter seu nome. (iCar, provavelmente…).

Por outro lado, Herbert Diess, presidente do Conselho da Volkswagen, disse – segundo a agência Reuters – que “a indústria automobilística – não é um setor tecnológico que se assume num estalar de dedos”. E acrescentou que “não é surpresa essa ideia da Apple, pois ela tem know-how em “baterias, software, design e um gigantesco saldo em caixa. Apesar disso, não estamos preocupados”.

Outras gigantes da informática como Google e Microsoft estão também de olho nesta oportunidade de participar do carro do futuro. E já estão estabelecendo algumas parcerias nesse sentido. Começar com um elétrico é a melhor receita para se adquirir know-how até chegar ao autônomo.

Nunca!

Eu pessoalmente jamais compraria um carro da Apple, baseado na minha experiência com iPhone, Ipod, Ipad e outras traquitanas da marca. Pois já estou imaginando o dono de um “iCar” encostando numa loja de pneus para trocar o jogo.

“Pois é doutor, agradeço sua preferência, mas os pneus para seu carro, só na loja da Apple”.

Na semana seguinte, ele ouve: “Desculpe doutor, mas não temos em estoque pastilhas de freio para seu carro. O senhor só vai encontrá-las na Apple”.

O dono do iCar só não será obrigado a abastecer com gasolina especial num posto da Apple pois ela só pretende produzir automóveis elétricos…

Mas, se eu bem conheço a Apple, ela vai tentar a mesma estratégia da Tesla, de obrigar seu carros a recarregarem a bateria somente em seus próprios eletropostos. A escravidão não muda: o cabo de recarga do iCar não se encaixaria nas tomadas genéricas. Nem o de outros veículos elétricos nas da Apple…

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