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Revisão de férias e brigar com o sono? Jamais!

Antes de viajar, é importante verificar alguns itens: em casa e no posto, mas nada de cair no papo de algumas oficinas

Boris Feldman

12 de jul, 2021 · 7 minutos de leitura.

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Suspensão sofre com pisos ruins durante viagem de férias
Crédito: Foto: André Lessa/Estadão

Revisão do automóvel se faz conforme as recomendações do fabricante que determina prazo e/ou quilometragem. Mas, claro que as oficinas não perdem a chance de um faturamento extra (bom para elas, desnecessário para o dono do carro) apelando para a importância de uma “Revisão de Férias”.

Por falar em férias, está ao volante na estrada e deu a primeira piscada de sono? Não brigue com ele pois você vai perder!

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Revisão

Não há lógica em levar para ser revisado o carro que já segue o ritmo estabelecido no manual do proprietário. O carro deve sempre estar “no ponto” para viajar. Ou ele só é revisado antes de uma viagem?

Mas claro que, antes de entrar na estrada, deve-se observar alguns itens em casa e no posto.

Verificar todos os níveis

óleo do motor e caixa, sistema de arrefecimento (radiador), fluido de freio e da direção hidráulica, água com shampoo no lavador do para-brisa.

Regulagem especial dos faróis

o carro terá peso extra de passageiros e bagagem. A parte traseira se abaixa e a dianteira se levanta. E, com ela, os faróis, que poderiam ofuscar os carros vindo em sentido contrário. Por isso existe uma regulagem do facho, automática ou manual. Esta pode ser por um comando no painel ou diretamente na parte traseira do farol.

Calibragem dos pneus

O peso extra conjugado com velocidades mais elevadas nas estradas são dois bons motivos para se aumentar sua pressão normal. Os valores de calibragem nesta situação costumam ser mencionados no manual. Caso contrário, aumente a pressão em cerca de 2 a 3 libras antes de entrar na estrada.

Interessante também verificar se há desgaste irregular dos pneus, que podem revelar problemas como estar rodando com calibragem errada ou direção desalinhada. Corrigi-los para evitar excesso de desgaste durante a viagem;

Verificar possíveis lâmpadas queimadas. Na dianteira, traseira e as luzes de alerta no painel.

Peças sobressalentes?

Como os carros agora estão repletos de eletrônica, não adianta mais levar peças sobressalentes pois quase todos os reparos devem ser realizados na oficina, ao lado de um computador. Mesmo assim, tem uma lista de itens práticos que podem evitar aborrecimentos e despesas extras:

  • reparador instantâneo de pneus, um excelente “quebra-galho”   que quase sempre evita de se trocar o pneu na estrada;
  • chave reserva – nos carros modernos, ela leva um chip em seu interior, que dificulta e encarece ser copiada;
  • frasco do mesmo óleo usado no motor. Quem garante encontrá-lo num posto de estrada?
  • correias: você não sabe trocá-las, mas pode sempre aparecer uma boa alma disposta a ajudar…
  • lanterna portátil (ou celular carregado…). Pneu, quando fura, não sabe se é dia ou noite….

Sono: não brigue com ele!

É inútil e extremamente perigoso “forçar a barra” quando surgem os primeiros sinais de sono ao volante. Não brigue com ele pois você vai perder sempre. Encoste no primeiro lugar seguro que aparecer e tire uma soneca de meia hora.

Ela é reparadora e te deixará mais algumas horas atento ao volante. Entrar num posto, lavar rosto e mãos com água fria também ajuda.

Nas férias, carro é outro!

Você dirige sozinho (ou com mais um passageiro) o ano inteiro. Chegam as férias e você leva no carro toda a família mais a bagagem. Ele, que pesava perto de 1.500 kg, passa a carregar quase 2.000 kg. E aí está o perigo, pois o motorista não percebe que está – na prática – dirigindo um outro automóvel.

Que não tem o mesmo poder de frenagem, perde em estabilidade e demora (perigosamente) mais para ultrapassar nas estradas. Fora a autonomia, também prejudicada: não valem mais as contas do consumo de combustível, muito maior que o habitual.

Luzes: seja respeitoso!

luz traseira neblina bh andre almeida

Muitos motoristas na estrada são suficientemente educados para abaixar os faróis ao cruzar com outro veículo. Mas isso não é tudo: a maioria mantem faróis altos ao se aproximar de outro carro e perturba o motorista que vai à frente, pelo espelho retrovisor.

Outro absurdo é o motorista desrespeitoso que liga o farol de neblina traseiro em noites enluaradas. Ele tem maior intensidade exatamente para sinalizar o carro em condições de baixa visibilidade, como chuva ou neblina. Caso contrário, ele prejudica e ofusca quem vem atrás.

E também o pisca-alerta que só deve ser acionado numa emergência: ao parar no acostamento ou reduzir a marcha e parar na pista devido ao trânsito engarrafado.

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