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Aceleramos: novo Renault Kwid é moderninho, mais econômico e seguro
Avaliação

Aceleramos: novo Renault Kwid é moderninho, mais econômico e seguro

Com visual renovado e vários novos equipamentos, Renault Kwid sobe de patamar e quer disputar vendas também com o trio Argo, HB20 e Onix

Diogo de Oliveira

20 de jan, 2022 · 11 minutos de leitura.

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Novo Renault Kwid chega com desenho moderno e vários conteúdos novos, incluindo o controle de estabilidade
Crédito:Renault/Divulgação

Depois de quatro anos no Brasil, o Renault Kwid está de cara nova. O hatch de entrada com estilo de SUV ganha por aqui a mesma reestilização feita na Índia em 2020. Assim, exibe a dianteira totalmente renovada, com faróis agora divididos e iluminação diurna de LEDs em todas as versões. Com a atualização, a marca francesa sobe o Kwid de patamar.

Desde 2017, o subcompacto já vendeu mais de 270 mil unidades no País. Entretanto, o Kwid 2023 descarta a versão básica Life, que focava nas vendas diretas, o que não é o ponto forte do modelo, que é um dos mais vendidos no varejo. Mas continua como o carro mais barato do Brasil, a partir de R$ 59.890 - ou seja, abaixo do Fiat Mobi (R$ 60.990).


O novo Kwid também chega mais econômico e seguro. Agora, todas as versões do popular - com as conhecidas nomenclaturas Zen, Intense e Outsider - passam a ter de série o controle eletrônico de estabilidade (ESP), assim como assistente de partida em rampas, monitor de pressão dos pneus e sistema Start&Stop, que desliga o motor no trânsito.

Com isso, o subcompacto escala a tabela de preços e pretende incomodar concorrentes maiores, como Argo, HB20 e Onix. De quebra, o novo Kwid está pronto para a disputa com a nova geração do Citroën C3, que chega às lojas até março. O modelo da francesa tem a mesma receita do hatch da Renault, ou seja, o desenho mais vertical e musculoso dos SUVs.

Renault Kwid 2023
Rodolfo BUHRER/Renault

Preços e versões

Com vários conteúdos novos desde a versão de entrada Zen (R$ 59.890), o Renault Kwid 2023 aposta agora em um pacote mais sofisticado. Além das luzes diurnas de LEDs nos faróis e lanternas, tem novas calotas que não parecem calotas, com aspecto de roda diamantada. De série, traz direção elétrica, ar-condicionado, rádio Bluetooth, quatro airbags e freios ABS. Isso fora as novidades, como o controle de estabilidade e o Start&Stop.

Renault Kwid 2023
Rodolfo BUHRER/Renault

Mais acima, a versão Intense (R$ 64.190) traz retrovisores pintados em preto brilhante e contornos de LEDs nas lanternas. Pela primeira vez, o Kwid pode ter pintura bíton (adiciona R$ 2.500) e rodas de liga leve diamantadas de 14 polegadas. Os dois itens são opcionais no hatch, que vem de série com a nova multimídia de 8" Media Evolution. Ela tem tela maior, mais sensível e conexão com Android Auto e Apple CarPlay.


O Kwid Intense também adiciona itens essenciais, como retrovisores com ajuste elétrico, chave tipo canivete, câmera de ré e as novas calotas 14". O topo da tabela de preços fica com a versão Outsider (R$ 67.690), que surgiu em 2019. Ela tem barras no teto, molduras de proteção nas laterais e nos para-choques (que simulam skidplates), além das inéditas rodas de liga leve aro 14. Por dentro, os bancos são revestidos com tecido verde Citron.

Renault Kwid 2023
Rodolfo BUHRER/Renault

Motor 1.0 está mais econômico

Segundo a Renault, o que já era bom está melhor. O Kwid 2023 não ganhou o motor 1.0 flex com até 82 cv do Sandero, como era esperado. Mas a francesa fez melhorias no 1.0 de três cilindros e 12 válvulas. Com duplo comando de válvulas e bloco de alumínio, o motor ganhou uma nova unidade de comando (ECU) e passa a gerar até 71 cv de potência.


Segundo a montadora, com gasolina no tanque, a potência sobe de 66 cv para 68 cv, mantendo o torque de 9,4 mkgf a 4.250 rpm. Já com etanol, o motor 1.0 flex passa de 70 cv para 71 cv, e o torque aumenta de 9,8 mkgf para 10 mkgf. O câmbio é o mesmo manual de antes, com cinco marchas e relações curtas que dão agilidade ao subcompacto.

Renault Kwid 2023
Rodolfo BUHRER/Renault

Além de mexer no hardware do motor, a Renault instalou o sistema Start&Stop, que proporciona uma redução de 5% no consumo de combustível. O novo Kwid também traz pneus verdes, que contribuem com 20% a menos de resistência à rolagem. Com as novidades, o hatch está até 5% mais econômico no Programa de Etiquetagem do Inmetro.


Conforme os dados oficiais, o novo Kwid é um dos carros mais econômicos do País - e chega já ajustado para os novos limites de emissões do Proconve L7. Na cidade, faz médias de 15,3 km/l com gasolina e de 10,8 km/l com etanol. Já na estrada, o consumo médio com o combustível fóssil fica em 15,7 km/l, e faz 11 km/l com o combustível de origem vegetal.

Renault Kwid 2023
Rodolfo BUHRER/Renault

Primeiras impressões

O Jornal do Carro teve um primeiro contato e acelerou o novo Renault Kwid pelas ruas de São Paulo. À primeira vista, o hatch com jeitão de SUV impressiona com o visual moderno. O desenho ficou bem mais interessante na dianteira com os LEDs diurnos, que dão um toque de sofisticação. Nas laterais e na traseira, as mudanças são mais sutis.


Já por dentro, o Kwid quase não mudou. O painel mantém as formas originais, com molduras em preto piano e ambiente modesto. O acabamento usa plásticos rígidos e descarta luxos, mas a Renault fez alterações interessantes. Uma delas é, então, o novo quadro de instrumentos com LEDs dinâmicos e aparência mais moderna.

Rodolfo BUHRER/Renault

Outra novidade (não tão nova assim) é o comando satélite do som. A Renault instalou o velho controle de áudio na coluna de direção. Assim, o hatch mantém o volante de aro pequeno e sem botões. Mas, apesar de ser uma peça manjada nos modelos da marca francesa, é sempre algo útil ter um comando de som próximo das mãos.


A nova multimídia com tela de 8 polegadas também é destaque. O visor tem maior sensibilidade e responde rápido aos comandos, bem como informa a temperatura externa. O equipamento também conta com conexão com Android Auto e Apple CarPlay. Pena que ainda por cabo USB - o Mobi já dispõe de conexão sem fio (via Bluetooth) com as plataformas.

Rodolfo BUHRER/Renault

Por fim, em movimento, o novo Renault Kwid continua ágil no trânsito, com bom torque em baixos giros e pelo baixo peso (apenas 820 kg). A direção elétrica é leve e agrada. Em vias expressas, o motor fica mais ruidoso, mas, no geral, o hatch agrada pela leveza e facilidade de manobra. Além disso, encara subidas e descidas ajudado pelos ângulos e altura de SUV.


Vem aí o Kwid elétrico

Além da linha 2023 que chega neste mês às lojas, a Renault prepara a chegada do Kwid elétrico. A versão virá importada da China nos próximos meses, com alterações de estilo feitas para o mercado brasileiro e um novo motor elétrico com potência próxima dos 71 cv do 1.0 flex. `Por ora, a marca apenas confirma o modelo, que será baseado no chinês City K-ZE.

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Prós

  • Novo desenho ficou atraente e moderno
  • Motor 1.0 flex está ainda mais econômico
  • Controle de estabilidade é de série

Contras

  • Acabamento é simples e sem luxos
  • Banco traseiro é estreito para três adultos
  • Hatch dobrou de preço desde 2017

Ficha Técnica

Renault Kwid Intense 1.0 flex MT

Motor

1.0 12V, 3-cilindros, duplo comando, flex

Potência

71 cv (E) e 68 cv (G) a 5.500 rpm

Torque

10 kgfm (E) e 9,4 kgfm (G) a 4.250 rpm

Câmbio

Manual de cinco marchas

Peso (ordem de marcha)

820 kg

Comprimento

3,68 m

Largura

1,58 m

Altura

1,48 m

Entre-eixos

2,42 m

Tanque de combustível

48 litros

Altura livre do solo

185 mm

Porta-malas

290 litros

Consumo urbano

10,8 km/l (E) e 15,3 km/l (G)

Consumo rodoviário

11,0 km/l (E) e 15,7 km/l (G)

Aceleração 0-100 km/h

13,2 s (E)

Preço

R$ 64.190