Avaliação

Audi A1: O foguetinho da era digital

Segunda geração do Audi A1 tem versão de 200 cv, cresceu e ganhou muita tecnologia

Rafaela Borges, de Málaga, Espanha

23 de nov, 2018 · 8 minutos de leitura.

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Segunda geração do Audi A1. CRÉDITO: AUDI/DIVULGAÇÃO

Lançado com muita badalação no Brasil há sete anos, buscando cativar o público jovem, o A1 chegou à sua segunda geração. Há muitas boas notícias: ele ficou maior e ganhou tecnologia de carros de segmentos superiores. A má notícia? Ao menos por ora, a Audi não pretende vendê-lo no País.

O preço da versão planejada pela Audi, que nem era a topo de linha, ficaria acima dos R$ 150 mil, faixa semelhante à do hatch médio A3. A marca não descarta, porém, trazer o carro no futuro, se o contexto macroeconômico mudar. A primeira geração chegou custando R$ 90 mil.

Único hatch compacto convencional das três marcas de luxo alemãs – o i3, da BMW, é elétrico -, o A1 abandonou os motores a diesel na nova geração. Há três opções a gasolina, todas turbo e com injeção direta, com nomenclaturas novas.

O A1 30 TFSI traz o 1.0 de 115 cv. É o mesmo propulsor do Polo Highline, mas com potência inferior. Aliás, do modelo mundial da Volkswagen produzido também no Brasil, o Audi herda também a plataforma. Na opção de entrada, o câmbio manual de seis velocidades é novo.

A versão intermediária, 35 TFSI, tem o 1.5 de 150 cv, com câmbio manual de seis ou automatizado de sete marchas e duas embreagens. A avaliada pelo Jornal do Carro foi a opção 40 TFSI, com o 2.0 de 200 cv.

Trata-se da versão topo de linha, com câmbio automatizado de seis marchas e duas embreagens. Para todas, a tração é dianteira.

O novo Audi 40 TFSI é 20 cv mais potente que o antigo A1 topo de linha. Seu excelente torque de 32,6 mkgf, é entregue em baixa rotação (a Audi não informou a faixa exata de giro).

Essa combinação de potência e torque altos com peso baixo (1.260 quilos) faz do A1 topo de linha um foguetinho de disparar o coração. O motor responde com ímpeto ao pedal do acelerador, com rápido aumento de giro, fazendo o corpo do motorista grudar no banco.

Converter ultrapassagens em pistas simples, como as vias serranas que dominaram o trajeto de avaliação entre Málaga e Ronda, no sul da Espanha, é muito fácil. Além das respostas eficientes do conjunto motor-câmbio, a direção eletromecânica é muito direta nas mudanças de trajetória.

Opcionalmente, o A1 pode vir com suspensão esportiva e amortecedores adaptáveis. Esse item, disponível na unidade avaliada, vem em um pacote com três modos de condução (eficiente, normal e dinâmico).

O último é o modo esportivo, que deixa os amortecedores mais duros e o A1 muito bom de curvas, sem contudo causar grande desconforto aos ocupantes (ao menos, não nas boas estradas da Espanha). Ele também interfere no modo de agir de câmbio e motor, elevando as rotações das mudanças de marcha e deixando o compacto mais rápido. De acordo com a Audi, o A1 40 TFSI acelera de 0 a 100 km/h em 6,5 segundos.

O ponto fraco do comportamento do carro é a frenagem. Os freios são sensíveis demais e, mesmo quando o motorista pressiona o pedal de leve, respondem com muito ímpeto.

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EQUIPAMENTOS

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Seja de série ou opcionais, os itens do A1 40 TFSI são fartos. Há um bom pacote de segurança, entretenimento e tecnologia. O painel virtual tem 10,2″ e é totalmente configurável.

A tela multimídia, com monitor de 8,8″, é sensível ao toque. O GPS tem imagens reais dos locais pelos quais se trafega e realidade aumentada. Para ampliá-las, basta usar os dedos, como na tela de um smartphone. O som 3D de alta fidelidade é da marca premium Bang&Olufsen.

A cabine do A1, bastante ergonômica, traz poucos botões. Quase tudo é controlado na própria tela central ou no volante. Esse interior digital é um prato cheio para agradar o público jovem.

O pacote de segurança inclui leitor de faixas, frenagem de emergência e controlador de velocidade adaptativo.

DIMENSÕES

O novo A1 cresceu 5,6 centímetros no comprimento, que foi a 4,03 metros. A distância entre os eixos aumentou quase 10 cm e agora é de 2,56 metros, semelhante à de hatches médios.

Ainda assim, o banco traseiro é adequado para apenas duas pessoas, pois o A1 é estreito e tem túnel central alto. O porta-malas ganhou 65 litros. Agora, tem 335 litros, e pode chegar a 1.090 litros com os bancos traseiros rebatidos.

A unidade avaliada estava com bancos de tecido e volante revestido de couro. Embora a cabine seja bonita, o acabamento geral não impressiona. O plástico nas portas é muito duro.

PRÓS
AGILIDADE E TECNOLOGIA
Impetuoso e bom de ultrapassagens, A1 ganhou painel virtual e boa central multimídia, com realidade aumentada no GPS.

CONTRAS
ACABAMENTO E FREIOS
Materiais da cabine não impressionam e plástico das portas é duro. Freios são mais sensíveis do que deveriam.

FICHA TÉCNICA

Motor – 2.0, turbo, 4 cilindros, 16V, gasolina
Potência – 200 cv a 4.400 rpm
Torque – 32,6 mkgf (faixa de giro não divulgada)
Câmbio – Automatizado, seis marchas
0 a 100 km/h – 6,5 segundos
Comprimento – 4,03 metros
Entre-eixos – 2,56 metros
Porta-malas – 335 litros
Peso – 1.260 quilos

JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DA AUDI

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