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Além da Bugatti, VW deve vender Lamborghini e Ducati

Focado no processo de eletrificação, Grupo VW questiona manutenção de marcas esportivas

José Antonio Leme

01 de out, 2020 · 4 minutos de leitura.

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CEO DA VW, HERBERT DIESS
Crédito:VOLKSWAGEN

Em meio a mudanças bruscas, o Grupo VW já colocou em xeque a manutenção da Bugatti na corporação. A empresa que está focando na eletrificação a passos largos agora também questiona a necessidade das outras marcas de alto desempenho, Lamborghini e Ducati.

Durante o encontro de acionistas na última quarta-feira (30), o CEO do grupo, Herbert Diess não mediu palavras. “A VW precisa mudar: de uma coleção de valiosas marcas e produtos fascinantes com motores a combustão e uma engenharia incrível que emocionam consumidores – para uma companhia digital que confiavelmente opera, mundialmente, milhões de dispositivos de mobilidade”.

Em entrevista a Reuters, executivos da companhia disseram que o papel das três marcas que ainda não tem processos de eletrificação estão sendo revistos. Uma vez que até o braço de caminhões (Grupo Traton) ja desenvolve elétricos. O VW Delivery elétrico projetado no Brasil chega em 2021.



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Motos têm problema de conjunto para eletrificação

Markus Duesmann, foi questionado sobre uma eletrificação da Ducati. Ele supervisiona pesquisa e desenvolvimento no grupo VW e disse: “não levará muito tempo para vermos uma Ducati elétrica”. Por mais que a marca crie um projeto factível, ainda será algo caro e focado no alto desempenho no primeiro momento.

O grande problema para as motos é que não se conseguiu encontrar ainda um compromisso entre manter o baixo peso, boa ciclística e autonomia nas motocicletas elétricas. Especialmente nas mais esportivas. Ainda é necessário mais avanços para que elas aconteçam, como estão ocorrendo com os carros.

Volkswagen precisa de dinheiro

A venda dessas marcas faria caixa para a Volkswagen continuar os projetos de eletrificação. A empresa precisa de dinheiro não só para o desenvolvimento dos processos de e produtos elétricos. Mas também porque sabe que pode ter que pagar mais multas por processos que ainda estão correndo do “dieselgate“, como foi apelidado o caso dos motores a diesel que poluíam mais do que o permitido.

Em novembro, o conselho da empresa vai reavaliar a estratégia e montar uma nova “lista de tarefas”. O foco é garantir metas para dobrar o valor da companhia para 200 bilhões de euros; cerca de R$ 1,3 trilhão. Para isso, o grupo pode buscar novas parceria, como a que fez com a Ford para veículos elétricos e picapes médias.

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