28/02/2013 - 4 minutos de leitura.

Carros alagados dão sinais na hora da venda

Carro

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Diego Ortiz

Os temporais de fim de tarde têm atrapalhado a vida dos paulistanos e os veículos estão entre as grandes vítimas desse caos. Após o período de chuvas, é comum começarem a surgir no mercado de usados modelos que passaram por enchentes. Nem todos os vendedores, contudo, informam que o carro foi recuperado de alagamentos, o que pode se transformar em uma grande dor de cabeça para compradores desavisados.

Identificar um veículo que foi alagado não é uma tarefa muito simples caso o serviço de recuperação tenha sido bem feito, Nesses casos, os preços partem de R$ 1.200 se o serviço incluir apenas a parte estética – se a mecânica for afetada, o custo dependerá do tipo de dano. Mas há meios que ajudam a descobrir o verdadeiro estado do modelo.

Na maioria dos casos, o olfato pode garantir a fuga de armadilhas. Carros recuperados de enchente mantêm o cheiro de mofo após ficarem muito tempo molhados por dentro.

Cheirar carpetes e a parte inferior do painel é um bom ponto de partida. Ligar o ar-condicionado e o aquecedor também ajuda a exalar o cheiro de umidade.

Sujeiras impregnadas nos faróis e lanternas são mais visíveis, assim como ferrugem em itens como macaco e chave de roda. “Só uma recuperação plena é capaz de eliminar esses sinais”, diz o proprietário da oficina Dinastia, em Santana (zona norte), Edilson de Bellis.

Problemas elétricos também são comuns em carros alagados, principalmente no “chicote” de instalação de equipamentos como o som e nas luzes espia do painel. Se os terminais dos fusíveis estiverem muito corroídos, pode ser sinal de que houve alagamento.

As lojas de usados não costumas aceitar veículos recuperados de enchentes, pois as chances de haver problemas são grandes. Em algumas, como a Green Automóveis, no Morumbi, zona sul, os funcionários são treinados para identificar esse tipo de carro.

Verificam-se tapeçaria, borrachas e plugues de fixação de peças na carroceria. Há também um líquido capaz de detectar produtos químicos usados na recuperação do veículo. “Se o carro tiver sido alagado, não compramos”, afirma o vendedor da loja, Michael Silva.

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