Carros usados: mercado volta a reagir

Após abril trágico, carros usados vêm recuperando ritmo aos poucos, graças à reabertura de alguns Detrans, mas preços devem cair

loja carros usados
Segundo a Fenabrave, 88% das vendas de carros usados são representadas por automóveis com mais de três anos Crédito: Daniel Teixeira/Estadão

Após uma queda violenta em abril, aos poucos o mercado de carros usados começa a reagir. Acompanhando a paradeira do segmento de veículos novos, o comércio de carros usados também sentiu o impacto. De acordo com balanço feito pela Fenauto, associação de revendedores de veículos usados, as vendas de maio tiveram queda de 65,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos primeiros cinco meses, o recuo foi de 34,4% sobre igual período do ano passado. Apesar disso, a entidade vem registrando uma lenta recuperação do setor a cada semana. Segundo a Fenauto, foram 18.367 veículos na última semana de abril. O volume subiu para 20.260 unidades nos primeiros sete dias de maio  (10,3% de alta), 21.811 na segunda semana (7,6% a mais) e 22.577 na terceira (3,5% de acréscimo). A ascensão continuou na semana passada, com 23.737 (5,1% a mais).

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De acordo com avaliação da associação dos revendedores, a reação nas vendas, mesmo com as lojas fechadas na maior parte do País, ocorreu em função da utilização de mecanismos online.

A Fenabrave, federação das associações de concessionárias, também constatou a recuperação do setor de usados. Segundo a entidade, em maio foram negociadas 318.150 unidades de automóveis e comerciais leves. O volume representa elevação de 118,4% em relação aos 145.654 veículos que trocaram de dono em abril.

Venda de carros usados serviu para enfrentar crise

Segundo a Fenabrave, o aumento dos negócios está relacionado com a volta de funcionamento de alguns Detrans. Com isso, a oficialização da troca de proprietário foi possível. Além disso, a entidade informa que muitas pessoas trocaram seu veículo por outro de menor valor, com a finalidade de obter recursos para enfrentar a crise. É a tradicional modalidade de negócio conhecida como “troca com troco”.

Como os bancos estão muito exigentes na concessão de financiamento e a crise sanitária está levando a uma crise econômica, é esperada uma queda nos preços dos usados. Uma fonte consultada prevê que muita gente vai sair da crise precisando vender o carro, mas o mercado não estará “comprador”. Com isso, os preços devem cair. O cenário é ruim para vendedores, mas uma oportunidade para quem tiver dinheiro no bolso.

A Fenabrave também informa que parte da população optou por simplesmente vender seu automóvel, para complementar a renda e honrar compromissos.

A entidade declara que, do total de automóveis de passeio e comerciais leves vendidos, 88% tem mais de três anos de fabricação.

A cada 0-km vendido, seis carros usados trocam de mãos

Para se ter uma ideia da força do segmento de veículos usados, para cada unidade zero-quilômetro emplacada no País, seis usados trocam de mãos.

Outra curiosidade é que o vasto período no qual a Volkswagen liderou as vendas de carros novos no Brasil ainda se reflete no segmento de usados.

Embora a marca de origem alemã tenha perdido a liderança entre os novos, os veículos da Volkswagen ainda dominam entre os usados. A marca tem 22,3% de participação, contra 20% da Fiat e 19,6% da Chevrolet.

Os dez mais vendidos entre os usados em maio

1º – Volkswagen Gol – 29.302
2º – Fiat Uno – 16.289
3º – Fiat Palio – 15.237
4º – Fiat Strada – 11.190
5º – Volkswagen Saveiro – 8.421
6º – Chevrolet Celta – 8.277
7º – Toyota Corolla – 7.379
8º – Chevrolet Corsa – 7.042
9º – Chevrolet S10 – 6.973
10º – Chevrolet Onix – 6.851

Fonte: Fenabrave



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