Corolla híbrido deve atrair a maioria dos compradores do Prius

Cerca de 2/3 dos clientes do Toyota Prius deve migrar para o novo Corolla híbrido, que traz a mesma tecnologia por preço menor

Toyota Corolla Altis Hybrid
A Toyota estima que as vendas do Corolla Altis Hybrid chegarão a cerca de 1 mil unidades por mês Crédito: Toyota/Divulgação

O Corolla 2020 chega às lojas amanhã com a tão aguardada versão híbrida flexível, sistema pioneiro no mundo. A versão Altis Hybrid custa R$ 124.990, ou R$ 3.540 a menos que o Prius (R$ 128.530). Com isso, o hatch da Toyota, que é o híbrido mais vendido do mundo, deve perder 2/3 de suas vendas no Brasil.

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A previsão é de Miguel Fonseca, executivo responsável pelas áreas comercial e de mobilidade da Toyota na América Latina e Caribe. Segundo ele, uma pequena parcela (o 1/3 restante) é o público fiel do modelo, que busca exatamente a exclusividade do hatch. Fonseca diz que a “originalidade” de estilo do carro cativou um público específico.

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Corolla é bom de venda

Este ano, no acumulado até agosto, foram emplacadas 647 unidades no País, de acordo com os dados da Fenabrave, a associação das revendedoras de veículos. Isso resulta numa média de cerca de 80 unidades por mês.

(As informações sobre o Prius 2019 estão aqui)

Contrastando com as vendas do Prius, as ambições com a versão híbrida do Corolla vão muito além. A Toyota informou que estima vender 1 mil unidades do Corolla híbrido por mês. Isso deve representar cerca de 25% do total de vendas do sedã. A montadora prevê vendas totais de 4.500 unidades do sedã.

Toyota segue rumo à eletrificação

De acordo com Fonseca, na Europa os híbridos já representam mais de 50% das vendas da Toyota. E os números estão superando as estimativas da empresa. “Em 2017, prevíamos que, em 2050, 100% de nossos carros seriam eletrificados (elétricos e híbridos). Agora, já se fala que isso será alcançado entre 2040 e 2045.”

No Velho Continente, até o Yaris tem versão híbrida. Lá, no entanto, o modelo utiliza uma outra plataforma. O Yaris produzido no Brasil (foto abaixo) só deverá se tornar híbrido num prazo de cinco anos, de acordo com o executivo.

Pelas previsões da montadora, 2/3 desses eletrificados serão híbridos, enquanto 1/3 será representado por elétricos puros, alimentados por baterias ou células de hidrogênio.

No caso dos modelos elétricos alimentados por hidrogênio, há duas barreiras a serem vencidas. Uma é a rede de abastecimento, ainda muito mais restrita do que a de alimentação elétrica para baterias. A segunda é o preço do veículo. O executivo afirma que o Toyota Mirai tem custo de produção estimado em US$ 100 mil (cerca de R$ 410 mil).


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