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Carros elétricos e híbridos superam os movidos a diesel na Europa

Relatório da consultoria Jato Dynamics aponta que os veículos elétricos e híbridos responderam por 25% das vendas, superando modelos a diesel pela primeira vez

Diogo de Oliveira, special para o Estado

05 de nov, 2020 · 4 minutos de leitura.

elétricos
Carros elétricos têm aumento crescente de vendas no Brasil, apontam números
Crédito:George Frey/Reuters

As vendas de carros elétricos e híbridos superaram pela primeira vez as de veículos movidos a diesel na Europa. É o que mostra o relatório da consultoria Jato Dynamics referente às vendas de setembro. Os carros eletrificados somaram 327.800 unidades no mês, ficando com 25% dos emplacamentos no bloco europeu.

Já os veículos a diesel recuaram em setembro, respondendo por 24,8% de participação. Segundo a Jato, a tendência é que este cenário se agrave nos próximos anos. Há uma década, os veículos a diesel detinham 50% das vendas enquanto os eletrificados somavam só 1%.

Importante dizer que os elétricos e híbridos possuem variações. Há o elétrico puro (EV), movido apenas por eletricidade; o Híbrido Plug-In (PHEV), que oferece autonomia elétrica e pode ser recarregado em tomadas; o híbrido completo (Full Hybrid), como o Toyota Corolla; e o híbrido leve (Mild Hybrid), que usa bateria de 48 Volts.

Além da questão ecológica, os benefícios governamentais para carros elétricos e híbridos são outro estimulante. Vários países da região concedem bônus e isenções fiscais. Isso acaba por abater o custo desses modelos, que ficam mais acessíveis.

Há ainda incentivos que permitem circulação mais ampla dos elétricos e híbridos; especialmente nos grandes centros. A exemplo de cidades como Londres e Paris, São Paulo não tem rodízio para esse tipo de veículo.

Para Felipe Munhoz, especialista da Jato Dynamics, a transição dos carros a combustão para os elétricos e eletrificados está tomando forma. ?Apesar de amparados por fortes políticas de incentivo, os motoristas estão mostrando que estão cada vez mais familiarizados com as novas fontes de alimentação", explica.



rodízio
Toyota/Divulgação

Disputa entre as marcas

Com o avanço dos carros eletrificados, cresce também a briga entre as fabricantes. A Toyota é líder absoluta entre os híbridos, perseguida pela Volkswagen, que emplacou 40.300 modelos em setembro. Entre os híbridos do tipo plug-in, a Mercedes-Benz puxa as vendas. E Tesla é soberana na categoria dos puramente elétricos.

Participação por tipo de combustível na Europa:

  • Gasolina: 47%
  • Diesel: 25%
  • Eletrificados (EV + PHEV + FH + MH): 25%
  • Veículos a gás natural e metano: 3%

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O motorista deve ficar atento ao comportamento do carro. Em caso de perda da estabilidade ou do conforto do veículo, é importante procurar um especialista, a fim de avaliar se o amortecedor ou outro componente da suspensão precisa ser substituído. 

O desgaste é detectado por meio de equipamentos apropriados, como o shocktester, que avalia a função de amortecimento da peça. Se chegou o momento de substituí-la, o ideal é fazê-lo aos pares. “Trocar uma só pode causar o desequilíbrio entre as rodas do mesmo eixo, prejudicando a dirigibilidade”, destaca Rubens Fagundes, assistente técnico da Cofap.

Mesmo que o motorista adote uma condução cuidadosa, sem impactos contra buracos, lombadas e guias, evitando acelerações e freadas bruscas, o ideal é realizar inspeções periódicas na suspensão a cada 5 mil quilômetros ou de acordo com o indicado no manual do proprietário. 

“Não se pode esquecer a manutenção preventiva da suspensão. Afinal, da mesma forma que um amortecedor com falha reduz a vida de outros elementos, o contrário também acontece”, afirma Fagundes. “Componentes da suspensão deteriorados diminuem a vida do amortecedor, que acaba trabalhando em condições desfavoráveis.”

Não confie nos amortecedores recondicionados

Outra medida é não alterar as condições originais da suspensão, modificando seus elementos para rebaixar ou elevar o veículo. 

Ao providenciar a reposição, não confie em recondicionados. As partes internas e o óleo são especialmente desenvolvidos para a fabricação dos amortecedores seguindo rígidas especificações e não estão disponíveis para venda no mercado. 

“Se um amortecedor perdeu eficiência, não dá para recondicioná-lo. Para isso, seria necessário abri-lo, identificar e trocar os componentes internos desgastados por peças originais e fechá-lo de modo correto e seguro”, explica o especialista. “Os recondicionadores não têm condição técnica de executar todas essas etapas.”

Lembre-se dos seguintes pontos ao trocar o amortecedor:

1 – O desgaste no amortecedor é detectado por equipamentos apropriados.

2 – O ideal é substituir os amortecedores aos pares.

3 – Não confie em amortecedores recondicionados.

4 – Fique atento ao entorno: outros componentes deteriorados prejudicam o amortecedor.