Emily Nery

03/12/2020 - 4 minutos de leitura.

GM desiste de produzir picape elétrica com Nikola após escândalo de fraude

Novo memorando não vinculativo substitui o acordo firmado em setembro e desvincula produção da picape Nikola Badger na sede da GM

nikola
PICAPE BADGER DA NIKOLA ESTÁ NO MEIO DA DENUNCIA Crédito: NIKOLA
Carro

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Há pouco mais de dois meses, a GM e a Nikola firmaram uma parceria para construir a picape a hidrogênio Badger. Contudo, em pouco tempo, a novata empresa se envolveu em um grande escândalo de fraude que resultou no afrouxamento do acordo entre as duas montadoras.

Nesta segunda-feira (30), as duas empresas assinaram um memorando não vinculativo que substitui o acordo firmado em 8 de setembro. Em outras palavras, cabe à General Motors fornecer tecnologia de células de combustível Hydrotec para uso em caminhões da Nikola. Além disso, segundo a dona do projeto Badger, ela continuará discutindo o uso das baterias Ultium da GM em seus utilitários.

Ou seja, não haverá compra de ações pela GM ou construção da Badger em Detroit. A startup também afirmou que colocou um ponto final no desenvolvimento da picape e que irá reembolsar seus clientes. Com o novo anúncio, as ações da Nikola despencaram 37% do dia 27 de novembro até hoje, com os papéis cotados a US$ 17,37. Caso o novo memorando tenha sucesso, a empresa deverá iniciar os testes com as células Hydrotec em seus caminhões até o fim de 2021.

Nikola: uma eterna promessa?

Startup que chegou a ser apontada como a “Tesla das picapes” anunciou acordo com a GM que dispunha da compra de 11% de suas ações pela gigante automotiva, cujas valiam US$ 2 bilhões em setembro. Em troca, a Nikola forneceria tecnologias de células de combustíveis para equipar os veículos da fabricante de Detroit, bem residir a produção da Badger na sede da GM.

Entretanto, após o anúncio, a Hindenburg Research publicou um relatório no qual afirmava que a startup mentiu sobre o investimento de tecnologia em células de hidrogênio para lucrar com promissores investidores. Como era o caso aparente da General Motors. As acusações repercutiram fortemente na bolsa e as ações da empresa caíram mais de 60%. Em primeiro momento, a Nikola negou às diversas acusações.

No entanto, algumas semanas depois, o CEO Trevor Milton renunciou do cargo. O movimento aumentou ainda mais as especulações sobre a veracidade do relatório. Por sua vez, a GM optou por prolongar o prazo de rescisão para até o dia 3 de dezembro.



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