Mercado

GM e Honda formam aliança para desenvolver plataformas e motores

Acordo entre americana e japonesa vai ser, inicialmente para a América do Norte, mercado importante também para a Honda

Redação

04 de set, 2020 · 5 minutos de leitura.

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ALIANÇA ENTRE GM E HONDA
Crédito:MONTAGEM

A General Motors (GM) e a Honda anunciaram uma aliança entre as empresas para o compartilhamento de plataformas de novos veículos e motores. O acordo, inicialmente, será válido para a América do Norte, e os trabalhos da parceria se iniciam já na virada do ano, em 2021. Essa não é a primeira parceria da dupla nipo-americana.



Em abril, a Honda assinou um acordo para usar a plataforma de carros elétricos da GM, a Ultium. Os dois primeiros carros elétricos da Honda na plataforma vão se aproveitar inclusive do sistema OnStar da GM. Ele tem diversas funções entre concierge, rotas, rastreador e chamadas para serviços de emergência. GM e Honda já haviam trabalhado juntas também em células de combustível, baterias e tecnologias de direção autônoma.

A proposta da aliança é acelerar o desenvolvimento de novos produtos e, claro, reduzir custos para as duas empresas. Eles vão desenvolver a parceria em novas plataformas e motores, tanto a combustão, quanto elétricos. As empresas também pretende dividir a criação de novos sistemas autônomos de direção, entretenimento, conectividade e comunicação.

Honda tem centro de desenvolvimento nos EUA

Por mais estranho que possa parecer ao primeiro olhar a parceria é importante lembrar que a Honda, além de forte presença nos Estados Unidos, desenvolve produtos lá também. Tanto a marca Honda, quanto a sua de luxo Acura, são algumas das mais vendidas no mercado norte-americano.

São 14 centros de pesquisa e desenvolvimento da Honda espalhados pelos Estados Unidos. Um exemplo forte da importância da operação é o o novo Acura/Honda NSX foi todo desenvolvido nos EUA e também é fabricado exclusivamente por lá. Ele sai da fábrica de Raymond, em Ohio.

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Honda: fechamento de fábrica no Reino Unido faz parte de mudanças

Com a saída do Reino Unido da União Europeia, uma das atividades mais afetadas no País foi a automotiva. As empresas perderam a competitividade, especialmente em taxas. Por isso, a Honda anunciou o fim da fábrica que mantém por lá, em 2021.

Na fábrica de Swindon, a Honda fabricava basicamente a família Civic – hatch, sedã e a versão esportiva Type R. A partir de 2021, toda a produção será movida para Yorii, no nordeste de Tóquio. A proposta inicial era mudar a produção para os EUA. Isso porque quase 70% do que foi produzido ali em 2019 foi embarcado para o “Tio Sam”.

Sem descrever a conta total, a Honda diz que apenas 11% da produção ficava no próprio Reino Unido e outros 6% eram exportados para o Japão. Como Japão e União Europeia já tem um acordo de tarifas reduzidas o novo local de produção não é um problema. No caso do Reino Unido, o Japão trabalha em um acordo econômico, que se for confirmado pretende zerar a tarifa de importação de veículos entre os dois mercados até 2026.

Em um passo menos agressivo, a Nissan manteve a fábrica em Sunderland, no Reino Unido, mas cancelou uma série de projetos programados para ela. Em 2019, confirmou que não produziria ali a nova geração do X-Trail, mas sim no Japão. Responsável pela produção de Qashqai, Juke e do elétrico Leaf, é a maior planta automotiva da terra da rainha.

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