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Great Wall chega ao Brasil apostando em SUVs e picapes eletrificadas
Mercado

Great Wall chega ao Brasil apostando em SUVs e picapes eletrificadas

Recém-chegada ao Brasil, marca chinesa apostará em modelos sustentáveis; a partir de 2023 marca terá produção nacional em Iracemápolis

Vagner Aquino, especial para o Jornal do Carro

27 de jan, 2022 · 6 minutos de leitura.

Great Wall Motors - Haval H6
Great Wall Motors - Haval H6
Crédito:divulgação

A Great Wall Motors (GWM) fez sua estreia no Brasil nesta quinta-feira (27). A empresa chinesa realizou um evento de apresentação oficial da marca no mercado brasileiro - a cerimônia aconteceu em sua fábrica, localizada em Iracemápolis (SP). O local é um velho conhecido dos brasileiros. Afinal, as instalações carregavam o logotipo da Mercedes-Benz até o final do ano passado, até sua venda para a gigante chinesa.

Quais modelos a fábrica de Iracemápolis produzirá? E o primeiro oferecido no nosso mercado? Tais questões ficaram sem resposta nessa primeira apresentação. A marca, no entanto, afirma que irá focar no mercado de SUVs e picapes (o que não é nenhuma surpresa), seguindo os resultados das pesquisas de preferência realizadas junto ao consumidor brasileiro. Segundo os estudos da GWM, 26% dos brasileiros querem SUVs, enquanto 25% apontam as picapes como sua preferência.

Além disso, todos os carros aqui vendidos terão conectividade e recursos inteligentes. Como tecnologia 5G, direção semiautônoma (nível 2), inteligência artificial e comandos de voz para várias funções do veículo. No entanto, a empresa deixou claro qual é a sua principal ambição aqui no Brasil: ser líder no segmento de veículos sustentáveis.


Mais detalhes

Isso significa que a Great Wall não vai vender modelos equipados ´so com motor a combustão. A princípio, o primeiro lançamento da Great Wall acontecerá ainda este ano, no último trimestre, vindo da China. Oswaldo Ramos, diretor comercial da Great Wall (ex-Ford), afirma que será um modelo ainda inédito - seu lançamento acontecerá em abril, na China. Posteriormente, na segunda metade de 2023, a fábrica dá início à produção.

Como dito, o nome dos modelos ainda não foram revelados - embora muito já tenha se especulado a respeito. Mas o plano da Great Wall prevê o lançamento de dez modelos até 2025 - todos híbridos. A empresa irá vender modelos de três das quatro marcas que estão abaixo de seu guarda-chuva:

Haval - SUVs inteligentes;


Tank - SUVs de luxo com alta capacidade off-road;

Poer - picapes inteligentes.

Mais adiante, modelos 100% elétricos, que hoje estão em desenvolvimento, devem chegar. Mas, isso deve acontecer apenas quando a Great Wall entender que a rede de recarga já está madura no País. Para um futuro mais distante, o plano já prevê a comercialização de modelos de célula de hidrogênio, que ainda estão em um estágio inicial de pesquisa e desenvolvimento.


SUV Wey Macchiato
Divulgação/GW

Por hora, podemos apenas especular sobre os modelos que serão produzidos aqui. O Haval H6 híbrido (foto de abertura) é um forte candidato. Um modelo, o Wey Macchiato, que já teve até registro no INPI, era bem cotado até então, mas perde pontos já que a Wey não foi citada nesta apresentação.

No chão de fábrica

A Great Wall Motors ressalta que será a primeira montadora brasileira com produção 100% de híbridos e elétricos. Além disso, seus modelos terão um índice de nacionalização na casa de 60%.


A fábrica de Iracemápolis tem capacidade para fazer 100 mil veículos por ano. No entanto, a produção vai começar com um quinto da capacidade, entregando 20 mil unidades/ano. Mas, ao menos de acordo com os planos revelados hoje, esse cenário muda rapidamente. Até 2025, as linhas de montagem operarão em sua capacidade máxima.

A Great Wall Motors afirma que a operação da fábrica em plena capacidade irá gerar 2 mil empregos diretos e outros 8 mil indiretos. Já em relação as concessionárias, há negociações em andamento para a abertura de lojas em todas as capitais do País, totalizando até 130 lojas até o início da produção aqui no Brasil.

A produção na fábrica de Iracemápolis também será exportada, destinada abastecer outros mercados da América Latina.


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