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Hyundai/Divulgação

Hyundai HB20X dá adeus, mas Creta antigo ainda resiste

Marca afirma que concentrará vendas da linha HB20 nas configurações sedã e hatch e permanecerá com Creta Action como opção de entrada aos SUVs da marca

Por Vagner Aquino 26 de jan, 2022 · 7m de leitura.

Pouco a pouco, a Hyundai vai ajustando sua gama de modelos nacionais conforme o mercado se move. O fim da produção do HB20X já era esperado há algum tempo e agora, tal como revela o Autos Segredos, a marca sul-coreana encerrou de vez com a versão aventureira do hatch compacto.

Questionada pelo Jornal do Carro, a fabricante confirmou a informação. “A Hyundai Motor Brasil informa que concentrará as vendas da linha HB20 em seus modelos de maior demanda nas versões hatch (HB20) e sedã (HB20S), além das duas gerações do SUV Creta. O Creta Action, com motor 1.6, está em conformidade com a fase L7 do Proconve e seguirá sendo comercializado normalmente.”

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Então, além de confirmar a saída do HB20X do mercado – após nove anos de sua estreia -, a marca afirma que a geração anterior do Creta continuará em linha por mais algum tempo – vale lembrar que uma segunda geração chegou ao mercado completamente renovada em agosto.

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Até o fechamento desta reportagem, a marca não havia detalhado quanto o modelo antigo abocanha das vendas totais do Creta. Certamente ela deve continuar sendo vendida enquanto a demanda no mercado mantiver o produto comercialmente vantajoso para a Hyundai.


Com visual defasado, o modelo já perdeu um pouco do chamariz relacionado ao preço. Para se ter ideia, em agosto, o Creta Action custava pouco mais de R$ 96 mil. Entretanto, menos de seis meses depois, o SUV já custa R$ 106.190, segundo a tabela da marca. Dessa forma, o modelo fica fora do limite (de R$ 100 mil) para isenção de ICMS para PCD.

O SUV compacto da Hyundai, cabe lembrar, fechou 2021 com 64.759 unidades emplacadas. Na categoria de SUVs compactos, foi o segundo colocado, atrás apenas do líder Jeep Renegade. O números são da Fenabrave.

Conteúdo e preços

Em 2019, o HB20X ganhou o mesmo (polêmico) design do irmão HB20. Sem ser contemplado com o motor 1.0 turbo, permaneceu como o modelo topo de linha da família. Além do abuso de apliques plásticos na carroceria para ganhar aquele ar de robustez, o modelo apostou em tecnologia.


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Além de tomadas para recarga USB, partida por botão, direção elétrica e tela central de 8″ com conectividade Apple CarPlay e Android Auto, o modelo apostou na segurança. Sistema de frenagem autônomo e alerta de mudança de faixa, por exemplo, estão na lista de série. Tem até assistência 24 e controle do carro pelo smartphone, por meio do uso do BlueLink.

Pelo menos por enquanto, o HB20X permanece à venda – linha 21/22. De acordo com a tabela enviada pela Hyundai, o modelo custa entre R$ 83.490 e R$ 100.690, dependendo da versão de acabamento. São, no entanto, quatro opções: Vision (manual/automática), Evolution (automática) e Diamond (auomtática).


Motorização

Tanto o HB20X quanto o Creta utilizam o mesmo motor 1.6 Gamma 1.6 flex de até 130 cv de potência (a 6.000 rpm) e 16,5 mkgf de torque – a 4.500 rpm. Quando abastecido com gasolina, entretanto, o propulsor desenvolve, respectivamente, 123 cv e 16 mkgf dentro das mesmas rotações.

O motor 1.6 Gamma, como disse a fabricante, está em conformidade com as novas regras da fase L7 do Proconve, que entrou em vigor no primeiro dia deste ano. Para quem não se lembra, a nova fase do Programa de Controle da Poluição do Ar aposentou uma série de motores nacionais, como o Volkswagen W 1.6 EA111 (de 1996), o Fiat/Jeep 1.8 E.torq (2010) e o Chevrolet 1.0 SPE/4.

Isso aconteceu porque as regras ficaram mais rigorosas em termos de emissões de poluentes nos carros. O Proconve L7 estabelece níveis menores de gases emitidos pelo escapamento – como monóxido de carbono e aldeídos. Bem como apresenta novos parâmetros, como a forma de medir hidrocarbonetos e as emissões evaporativas.


As fabricantes terão até o dia 31 de março para faturar todos os veículos inclusos nos parâmetros antigos. Já a partir de 2025, entra a fase L8 do Proconve. Nela, os novos limites chegarão a um nível em que os motores atuais não serão mais capazes de cumprir as regras e precisarão de novas tecnologias que incluem eletrificação. Assim, é possível afirmar que vai ter muito carro indo embora e tantos outros virando híbridos.

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