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Lei desobriga farol baixo em estrada, mas só em carro com DRL
Legislação

Lei desobriga farol baixo em estrada, mas só em carro com DRL

Desde abril de 2021, a Lei 14.071/20 exige uso de farol baixo durante o dia em rodovias de pista simples, mas carros com DRL estão liberados

Vagner Aquino, especial para o Jornal do Carro

20 de dez, 2022 · 6 minutos de leitura.

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projeto
Uso do acostamento é permitido em casos específicos
Crédito:Hélvio Romero/Estadão

Em abril de 2021, uma nova lei entrou em vigor e, então, promoveu 12 mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Pois uma das resoluções atinge diretamente os motoristas que pegam estradas - algo corriqueiro nessa época de final de ano. Para quem não se lembra, o uso de farol baixo durante o dia deixou de ser obrigatório no País. Mas há exceções.

Sancionada em outubro de 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), a Lei 14.071/20 alterou a obrigatoriedade anterior que, desde maio de 2016, determinava o uso de farol baixo acesso em qualquer rodovia do Brasil.

Pelo novo texto, entretanto, a exigência fica restrita às rodovias de pista simples. Ou seja, estradas fora do perímetro urbano cuja separação dos fluxos opostos se dê por faixas na cor amarela. Mas há uma ressalva no texto: veículos com luzes de condução diurna (DRL, sigla de Daytime Running Light), não precisam acender os faróis durante o dia.

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Citroën C3 ranking
Citroën/Divulgação

Desse modo, quem trafega por rodovias em que há separação física entre as pistas - como muretas, guard rail ou canteiro central, por exemplo), pode deixar os faróis apagados. Entretanto, o ato de acender as luzes baixas, de acordo com o Art. 40 do CTB, continua obrigatório no período noturno e "mesmo durante o dia, em túneis e sob chuva, neblina ou cerração".

Quem desrespeitar a lei comete infração média, que rende multa de R$ 130,16, bem como quatro pontos no prontuário da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). De acordo com o Art. 250 do CTB, nestes casos, não há necessidade de abordagem do condutor.


farol
Daniel Teixeira/Estadão

Farol alto, pode?

Ainda de acordo com a Lei 14.071/20, nas vias não iluminadas o condutor deve usar o farol alto. Todavia, o uso é proibido ao cruzar com outro veículo ou quando há outro à frente. Ademais, é permitida a troca de luz baixa e alta - de forma intermitente e por curto período. Neste caso, apenas sob o objetivo de advertir outros motoristas, como indicar a intenção de ultrapassar ou a existência de risco à segurança para quem vem no sentido contrário.

O Art. 224 do CTB determina, portanto, que "fazer uso do facho de luz alta dos faróis em vias providas de iluminação pública" gera infração leve. Assim, há multa no valor de R$ 88,38, além da penalização de três pontos na CNH.


E tem mais. Quem transitar com o farol desregulado ou com o facho de luz alta de forma a perturbar a visão de outro condutor, comete infração grave (multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH). De acordo com o Art. 223, nestes casos aplica-se uma medida administrativa em que o veículo fica retido para a regularização do sistema de luzes.

Cheque antes de pegar a estrada

Agora que tudo está esclarecido em relação às infrações, vale realizar a checagem dos faróis antes de pegar a estrada. Dentre os cuidados com o sistema de iluminação - faróis e lanternas -, vale verificar se todas as luzes estão funcionando. Inclusive, as luzes de freio e de seta. Caso haja alguma lâmpada queimada, providencie a substituição, seja em casa (após compra de uma nova) ou em uma oficina, caso considere o trabalho complexo.



Cabe ressaltar que, na troca, é importante respeitar a especificação original da montadora. A informação consta no manual do veículo. Não se deve desrespeitar a potência da lâmpada do veículo, afinal, isso pode gerar sobrecarga no circuito elétrico.


Por fim, antes de seguir viagem, verifique se os faróis estão regulados. Dá para fazer isso na garagem de casa. Basta parar em frente a uma parede e notar se ambos têm iluminação uniforme. Caso estejam desalinhados, é necessário fazer a correção.

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Guia de boas práticas para o uso do carro elétrico

Tire suas dúvidas para dirigir com tranquilidade e segurança

12 de abr, 2024 · 2 minutos de leitura.

Os carros elétricos estão cada vez mais presentes nas ruas do Brasil. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), esse mercado emplacou, no País, mais de 49 mil unidades nos oito primeiros meses de 2023, praticamente o total registrado em 2022. Mesmo assim, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o funcionamento desses veículos. Para ajudar você nessa jornada, o Oficina Mobilidade traz algumas dicas. Confira:

1. Como carregar a bateria do carro em casa?

A recarga residencial segue as mesmas recomendações de outros equipamentos elétricos

de alta corrente, como ferro de passar roupa, secador de cabelo e ar-condicionado. Em  comum, eles possuem tomadas de pino grosso, de 20 A. Jamais utilize adaptadores de pino grosso para pino fino, a fim de conectar equipamentos de 20 A em tomadas de 10 A. Isso aumenta o risco de curto-circuito. Os proprietários de veículos elétricos devem ter em casa uma tomada de 220 V e 20 A com cabeamento compatível com a potência a ser consumida, além de sistema de aterramento e proteção.

2. O que é melhor: carga lenta ou ultrarrápida?

A diferença entre as duas operações se resume ao tempo e à necessidade do usuário. Vale lembrar que a recarga ultrarrápida não se encontra disponível em todos os modelos. Durante o desenvolvimento do veículo, a fabricante deve prever essa atividade em seu projeto da bateria e do carregador de bordo.

3. O que devo saber antes de fazer uma viagem?

Planeje a viagem para saber exatamente onde há eletropostos no meio do caminho. Se o percurso for longo, provavelmente a bateria não terá autonomia suficiente até a chegada ao destino. Existem aplicativos que indicam os locais de pontos de recarga. Assim, as paradas podem ser programadas e o passeio vai ocorrer sem a preocupação com falta de carga.

4. Como tirar melhor proveito na cidade e na estrada?

Ao contrário do carro com motor a combustão, o veículo movido a eletricidade é mais econômico na cidade, porque o costumeiro “anda e para” ajuda a recarregar a bateria e, consequentemente, a ampliar a autonomia. Para o uso urbano, se o carro tiver o “one pedal drive” – que praticamente dispensa o pedal de freio –, habilite o recurso para permitir o reaproveitamento cinético de energia. Isso, porém, exige adaptação do motorista nos primeiros quilômetros. Na estrada, se possível, deixe o ar-condicionado desligado, mantenha os pneus bem calibrados e as janelas fechadas para diminuir a resistência do ar, providências que vão poupar energia da bateria.

5. Como aproveitar o recurso de regeneração de energia da bateria?

Mantenha o recurso sempre ativado e na opção de máxima regeneração. Alguns fabricantes deixam a cargo do cliente a decisão sobre o uso e a intensidade da regeneração. Mas há modelos que ainda não oferecem tais ajustes.

6. Que cuidado devo ter com a manutenção do carro elétrico?

A manutenção é diferente da do automóvel a combustão, porque o carro elétrico tem apenas 50 partes móveis, ante 350 do convencional. De toda forma, siga sempre as orientações da fabricante que constam no manual do proprietário em relação aos prazos e ao que observar nas revisões.

7. O que é preciso mexer ou trocar nas revisões?

O carro movido a bateria dispensa itens como velas, correia, filtros de combustível e de óleo, engrenagens de câmbio e virabrequim, tornando as revisões mais simples e baratas. Como existe um trabalho de frenagem automática quando o motorista tira o pé do acelerador, o sistema de freio é bem menos exigido, evitando o desgaste das pastilhas. A revisão inclui inspeção das portas de carregamento e dos rotores e avaliação da bateria. Fechaduras, filtro de ar-condicionado, suspensão, dobradiças e trincos também são vistoriados.

8. Os pneus dos carros elétricos são diferentes?

Os pneus de veículos elétricos apresentam a mesma estrutura básica em termos de componentes (talões, camada estanque e banda de rodagem). No entanto, algumas modificações ocorrem durante o projeto, como materiais utilizados, desenho e capacidade de carga. Eles são mais resistentes e recebem reforços estruturais, uma vez que o carro elétrico, geralmente, é mais pesado por conta da instalação da bateria. Jamais coloque um pneu normal para rodar no carro elétrico, pois sofrerá desgaste prematuro devido ao peso extra. Além disso, tenha em mente que o consumo do pneu pode ser maior por causa do alto torque no caso de dar arrancadas rápidas.

9. Que fatores afetam a autonomia da bateria?

Ligar o ar-condicionado na potência máxima, fazer arrancadas em busca de desempenho superior e não aproveitar da melhor forma a regeneração impactam diretamente a autonomia da bateria.

10. Como lavar o carro elétrico?

A lavagem deve ser realizada como se fosse um carro convencional, já que as vedações seguem os padrões de estanqueidade para os componentes elétricos e eletrônicos do sistema de tração. As baterias são testadas contra inundações e, em caso de acidente, o fluxo de corrente é imediatamente desligado para não haver risco de choque elétrico aos ocupantes.

11. Como rebocar um carro elétrico/híbrido?

Para que o carro elétrico seja rebocado de forma segura, o guincho precisa ser do tipo plataforma. É importante que as rodas do veículo não encostem no chão, pois elas possuem um sistema de regeneração de energia, que ajuda no recarregamento da bateria. Também é necessário que o veículo esteja em marcha neutra.

Lembre-se de que as recomendações podem variar conforme o fabricante e o modelo do carro elétrico. Por isso, é importante consultar o manual do proprietário. Além disso, as infraestruturas de carregamento estão em constante evolução, exigindo que o motorista se atualize sobre as opções disponíveis em sua região.