Por causa do coronavírus, França pode estatizar Renault e PSA

Pandemia de coronavírus paralisou a economia da França e governo se prepara para salvar empresas em caso de necessidade

fábrica da Renault na frança
O governo francês tem 15% de participação na Renault, mas acenou pode estatizá-la, além de outros "símbolos" do país, se a crise provocada pelo coronavírus persistir Crédito: Jacky Naegelen/Reuters

O governo francês não descarta a possibilidade de estatizar a Renault e a PSA. A possibilidade é uma saída vislumbrada pelo governo, caso a crise causada pelo coronavírus se intensifique. Por causa da pandemia, a população da França está confinada, e a produção permanece paralisada.

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De acordo com a agência Reuters, o ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, teria tido uma conversa com Carlos Tavares e Jean-Dominique Senard, respectivamente presidentes da PSA e da Renault. O assunto, segundo o ministério, teria sido “a situação dos dois fabricantes” diante da crise atual.

França deixa as portas abertas às conversações

Segundo o jornal francês Libération, o temor do governo é que investidores possam se aproveitar da situação e tomar o controle de empresas que são símbolo da França. “Nós vemos isso todos os dias”, disse Le Maire. Segundo o jornal, o ministro teria anunciado que o Estado não hesitaria em recorrer a todos os meios disponíveis para ajudar as empresas francesas. Isso incluiria até a estatização. Outros “símbolos” da França seriam a fabricante de pneus Michelin e a empresa aérea Air France. O governo já tem 15% da companhia aérea, e poderia aumentar a participação.

Outras formas de ajuda podem vir em forma de desoneração fiscal para as empresas. O governo teme que a crise provoque demissões em massa. Para isso, a França já reservou 45 bilhões de euros (o equivalente a R$ 250 bilhões) para socorrer empresas apenas para os dois primeiros meses. Com a população confinada em casa e o comércio parado, a economia para.



De acordo com uma fonte do governo, “o ministro disse que eles teriam acesso a todos os instrumentos disponibilizados às empresas nessas situações”.

De qualquer modo, Le Maire não teria citado especificamente a PSA ou a Renault. As medidas a serem utilizadas dependerão em parte da duração da crise e do confinamento da população.

A França possui cerca de 15% da Renault, e indiretamente detém 12% do capital da PSA, por meio do banco público de investimento Bpifrance.

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