Stellantis terá sistema de condução autônoma em 2025
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Stellantis terá novo sistema de condução autônoma em 2025

Seguindo os passos de rivais, Stellantis promete novo sistema em que motoristas não precisam interagir com o veículo já em 2025

Por Thais Villaça 08 de jul, 2024 · 4m de leitura.

Com certo atraso, a Stellantis finalmente lançou seus sistemas de assistência à condução nos Jeep Grand Cherokee e Grand Cherokee L neste ano. A dupla pode receber como opcional o Hands-free Active Driving System, que inclui equipamentos como centralização de faixa e redução de velocidade preditiva em curvas. 

Funciona apenas em rodovias pré-aprovadas, mas em qualquer velocidade e faz até a troca de faixa de forma automática quando o motorista liga a seta. Ainda assim é uma evolução em relação ao Active Drive Assist, pacote com controle de cruzeiro adaptativo e centralização de faixa mas até 145 km/h.

Stellantis STLA Brain
Stellantis/Divulgação

Próximos passos da Stellantis 

Durante evento com investidores, em meados de junho, a empresa revelou uma prévia do que seria a evolução de todas essas tecnologias: o AutoDrive. Tudo começa no chamado STLA Brain, um computador central robusto capaz de reunir grandes quantidades de informações de veículos e sensores em uma experiência de condução segura e confortável para os usuários.

Assim como em outras marcas, como a BMW e a Rivian, por exemplo, isso resulta em uma redução significativa no número de unidades eletrônicas de controle (ECUs) pelo carro. Isso porque a central de dados do “cérebro” está ligada a um número maior de sistemas, gerando respostas mais rápidas que as normalmente necessárias no veículo. Para isso, a Stellantis vai usar chips da Qualcomm.

Personal Pilot BMW
BMW/Divulgação

Evolução dos rivais

Assim, o AutoDrive – controlado pelo STLA Brain – será o passo seguinte ao Hands-Free Active Driving Assist. Se comparado aos sistemas de rivais como o BlueCruise, da Ford, ou o Super Cruise, da GM, a gigante automotiva diz que sua tecnologia eventualmente vai oferecer o nível 3 de condução semiautônoma em estradas aprovadas, em que o motorista não precisa usar as mãos ou mesmo prestar atenção na via.

Mas por ora, os engenheiros e programadores da Stellantis trabalham em aumentar a quantidade de tempo em que o veículo exige a intervenção do motorista de 10 minutos para 40 minutos durante a condução. Enquanto isso, a BMW poderá usar seu Personal Pilot Level 3 (imagem acima) na Alemanha. Já a Mercedes-Benz recebeu aprovação para utilizar o sistema Drive Pilot (que também é nível 3) nos estados da Califórnia e de Nevada, nos EUA. Por fim, o AutoDrive deve chegar em carros de algumas marcas do grupo Stellantis em 2025.   

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