Volkswagen é acusada de fraudar mercado de capitais

Acusação que recai sobre a Volkswagen nos Estados Unidos ainda está relacionada ao escândalo do dieselgate

Martin Winterkorn
Crédito: De acordo com o órgão regulador do mercado de capitais nos EUA, o ex-CEO da Volkswagen, Martin Winterkorn, tinha conhecimento sobre a fraude nas emissões de veículos a diesel, e ocultou as informações de investidores. Foto: Hannibal Hanschke/Reuters

A Volkswagen AG e o executivo Martin Winterkorn (ex-CEO do grupo alemão) foram formalmente acusados de fraude pela Securities and Exchange Comission (SEC). A SEC é um órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos.

De acordo com o órgão, a empresa alemã emitiu mais de US$ 13 bilhões em títulos entre abril de 2014 e maio de 2015. O montante equivale a cerca de R$ 50 bilhões. Nessa época, a SEC alega que os executivos já sabiam a respeito dos problemas relacionados a emissões de diesel. O escândalo envolveu mais de 500 mil veículos da marca.

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O órgão informou que a VW repassou informações enganosas a investidores sobre a qualidade dos veículos e sua adequação aos limites de emissões. Com isso, a empresa teria se beneficiado de centenas de milhões de dólares com a emissão de títulos.

De acordo com a SEC, as empresas devem fornecer informações precisas aos investidores. Isso não teria ocorrido no caso da Volkswagen. Segundo o órgão, ela teria escondido o fato de que seus automóveis a diesel emitiam além do limite legal. Com isso teria vendido títulos a “preços inflados”.

Além da Volkswagen AG e de Winterkorn, estão sendo acusadas também duas subsidiárias do grupo alemão: a Volkswagen Group of America Finance e a Volkswagen Credit.

A Volkswagen reage

A Volkswagen já pagou mais de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 115 bilhões) em multas por causa do escândalo que ficou conhecido como “dieselgate”. Agora, no entanto, a montadora alemã defende-se. Ela afirma que a acusação é infundada tanto do ponto de vista legal como pelos fatos. E que, por isso, irá contestar “vigorosamente” na Justiça.

A empresa reconheceu em setembro de 2015 que havia secretamente instalado um software capaz de burlar os testes de emissão de diesel. O dispositivo equipou mais de 500 mil automóveis nos EUA.


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