José Antonio Leme :

BMW Série 3 completa 45 anos como referência em dirigibilidade

Em julho de 1975, BMW apresentava a primeira geração do Série 3 ao mundo e após sete gerações modelo continua como referência de dirigibilidade

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PRIMEIRA GERAÇÃO DO SÉRIE 3, DE 1975 Crédito: BMW

Em julho de 1975 a BMW apresentava ao mundo um novo modelo, o Série 3. O modelo chegava às ruas na esteira do Série 5, irmão maior e mais luxuoso, lançado três anos antes. O trabalho do Série 3 não era fácil. Ele tinha a obrigação de substituir o “Série 02”, que tinha entre outros modelos de sucesso, o 2002 como maior expoente da família.

Segundo a BMW, a missão do Série 3 era combinar esportividade e o caráter ágil do seu antecessor com novos adjetivos, como design, conforto, segurança e espaço. Como todo carro no final dos anos 70 e início dos anos 80, o projetista-chefe Paul Bracq apostou em linhas retas e angulosas. Obviamente, ele não podia abrir mão da grade com o “duplo-rim” da BMW na dianteira e do Hofmeister Kink, aquela curva que existe em todo BMW na janela lateral traseira.



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A primeira geração chegava às ruas com 4,35 metros de comprimento, 1,61 m de largura e 1,38 m de altura. A bitola dos eixos era de 1,36 m na dianteira e 1,37 m na traseira. É importante lembrar que a primeira geração foi oferecida apenas com carroceria de duas portas, já que quatro portas não era uma prioridade na categoria dele na época. Uma opção conversível foi produzida, fora da BMW, pela empresa Baur, a partir de 1978.

Por dentro, a BMW inicia a proposta de “carro voltado ao condutor”, com o painel com comandos na parte central direcionados para o lado do motorista, facilitando assim o acesso aos comandos. Proposta que se mantém até a geração atual, sétima (G20).

No lançamento, o Série 3 era oferecido com opções de “versão”, que eram associadas à época a sua motorização: 316, 318 e 320i. Naquele período, a nomenclatura fazia sentido em relação a motorização, diferentemente dos dias atuais em que elas só se relacionam a versão.

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Todos eram quatro cilindros, o 316, um 1.6 de 90 cv. O 318 com um 1.8 de 97 cv e o 320, que era o modelo de topo da gama, oferecido em duas versões: 320 carburado (como o 1.6 e o 1.8) de 107 cv e o 320i, com injeção eletrônica, que entregava 125 cv. Para diferenciar os 320 dos 316 e 318, bastava olhar a frente: os primeiros tinham faróis duplos, enquanto os outros faróis simples.

Para quem associa BMWs a propulsores de seis cilindros em linha, apenas em 1977, dois anos após seu lançamento o Série 3 ganharia seu primeiro representante da categoria. O 323i trazia um seis cilindros de 2,3 litros que rendia 143 cv.

A dirigibilidade exemplar que ainda é referência surgiu nesta geração, já com tração traseira e suspensão independente nas quatro rodas. O sistema de direção com cremalheira oferecia resposta direta e também parte do mito que criou o Série 3.

Em 1981, seis anos após o lançamento, a BMW já somava um milhão de unidades vendidas do Série 3, o novo “best seller” da companhia. No mesmo ano a empresa lançava a nova versão de entrada, o 315 com motor 1.6 de 75 cv. Ele tinha uma particularidade. Ao invés de trazer os faróis halógenos das demais versões, usava faróis de filamento. Era uma espécie de Série 3 “Joy/Fire/Trendline”.

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E30

Na segunda geração, lançada em 1982, que a variação de carrocerias surgiu. Conhecida pelo código E30 ganhou as opções de 4 portas, conversível e a perua. Foi nesta plataforma também que surgiu a versão esportiva M3, cultuada até hoje como um dos sedãs esportivos mais divertidos de dirigir e que continua fazendo sucessores nas demais gerações. Aqui também o Série 3 recebia pela primeira vez motores a diesel e tração integral e já superava os 2,3 milhões de unidades.

E36

A terceira geração, E36, chegava em 1990. Além das opções de carroceria da E30, trazia uma extra que fez muito sucesso no Brasil, a “hatch” que era oferecida como Série 3 Compact. O modelo que era mais curto na traseira foi um dos carros que chegou em muitas unidades ao País, em 1994, quando o câmbio do dólar era favorável ao real. Essa foi a geração que deu a plataforma para a criação do esportivo Z3 nas versões coupe e roadster. Aqui também o Série 3 adotava o VANOS, sistema de controle de válvulas variável da BMW.

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E46

Sua quarta geração (E46) seria lançada em 1998. Uma das inovações era o primeiro motor diesel com injeção direta de combustível no 320d. O 318i adotava dois eixos balanceadores pela primeira vez, além da chegada do double VANOS aos motores seis cilindros, ou seja, na admissão e na exaustão. Essa é uma das mais (se não a mais) cultuadas gerações até hoje pelos “Bimmers”, como são chamados os amantes de BMWs.

E90

A quinta geração (E90) surgia em 2005. Os motores a gasolina traziam o sistema de injeção de combustível direta e adotavam turbo, no caso, com fluxo duplo (TwinTurbo). O primeiro foi o 335 no seis cilindros de 3 litros. Nesta geração também, o Série 3 passou a ser oferecido com pneus runflat, que podem rodar mesmo vazios.

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F30

Em 2011, a sexta geração (F30) davas as caras. Além das usuais carrocerias sedãs, cupê, conversível e perua, introduziu a polêmica Gran Turismo. No meio do ciclo de vida, os cupê e conversível saem de linha, em 2013, e retornam em 2014, com reestilização, e um novo nome: Série 4. Foi a primeira vez que toda a gama adotava motores turbo e também havia a adoção de tecnologia híbrida.

G20

A atual e sétima geração (G20), foi apresentada em 2018, durante o Salão de Paris e começou a ser vendido no ano seguinte. O três volumes da BMW já havia vendido até o lançamento dessa geração mais de 15 milhões de unidades. A mais tecnológica de todas traz até funções semiautônomas e inteligência artificial.

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