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Elétricas, no Brasil, só scooters e cubs

Jose Antonio Leme Enquanto no exterior o número de empresas focadas na produção de motocicletas elétricas vem crescendo, no Brasil... leia mais

26 de jun, 2013 · 5 minutos de leitura.

Elétricas, no Brasil, só scooters e cubs
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Jose Antonio Leme

Enquanto no exterior o número de empresas focadas na produção de motocicletas elétricas vem crescendo, no Brasil a aposta para ter modelos “verdes” é a possibilidade de uso de etanol.

Assim como nos carros, os motores dessas motos podem trabalhar com gasolina e/ou etanol em qualquer proporção. Elas não precisam de tanquinho de gasolina para a partida a frio.

Mesmo assim, a oferta é pequena - apenas Honda e Yamaha têm opções à venda. A CG 150 Titan, de 2010, é a primeira moto flexível do País. De lá para cá, o segmento passou a ter apenas mais cinco opções: NXR 150 Bros, Biz 125, CB 300 e XRE 300, da Honda, e Fazer 250 Blueflex, da Yamaha.

ELÉTRICAS
Os modelos elétricos andam sumidos do mercado. Em 2010, apenas 750 das mais de 1,85 milhão de motocicletas vendidas no País não tinham motor a combustão - os dados mais recentes da Abraciclo, associação que reúne as principais fabricantes do setor, são de 2011.

Atualmente, as opções se restringem a scooters e CUBs, ou seja, modelos essencialmente voltados ao uso urbano.
A explicação é simples: a autonomia dos modelos elétricos ainda é reduzida. Cada recarga de bateria permite rodar em torno de 80 km, em média. Isso considerando as melhores condições de uso, como em terrenos planos a até 80 km/h.

ELÉTRICAS PELO MUNDO

As principais fabricantes de motos e scooters elétricos ficam nos EUA, mas é na China que as vendas mais crescem. Os chineses compraram oito de cada dez modelos feitos no planeta em 2012, segundo relatório da Navigant Research.

Por causa dos custos operacionais e preços altos, os maiores compradores são frotistas, como empresas de entrega, forças de segurança e até de táxis. O levantamento, divulgado em março, prevê que as vendas desse tipo de veículo cheguem a 18,6 milhões de unidades por ano no mundo em 2018.

FLEXÍVEIS

A oferta de motocicletas flexíveis no País ainda é incipiente. Mas as opções disponíveis fazem parte dos dois segmentos que, juntos, representam mais de 90% das vendas anuais no mercado brasileiro: com motores de até 150 e 400 cm 3, segundo dados da Abraciclo, que reúne as principais fabricantes.

ELETRIFICADAS LOCAIS

Há apenas três modelos elétricos feitos no Brasil, todos montados pela Kasinski em Manaus: Prima 500, Prima 2000 e Win Elektra (foto), com tabelas entre R$ 2.990 e R$ 4.990. Esse trio utiliza baterias de chumbo, que, embora sejam mais baratas que as de íons de lítio, oferecem autonomia bastante reduzida. A recarga completa requer pelo menos cinco horas. O 500 é o mais simples. Pode rodar apenas 40 km sem reabastecimento e sua velocidade máxima é de 35 km/h.

(Confira a fan page do Jornal do Carro no Facebook: https://www.facebook.com/JornaldoCarro)


Jose Antonio Leme

Enquanto no exterior o número de empresas focadas na produção de motocicletas elétricas vem crescendo, no Brasil a aposta para ter modelos “verdes” é a possibilidade de uso de etanol.

Assim como nos carros, os motores dessas motos podem trabalhar com gasolina e/ou etanol em qualquer proporção. Elas não precisam de tanquinho de gasolina para a partida a frio.

Mesmo assim, a oferta é pequena - apenas Honda e Yamaha têm opções à venda. A CG 150 Titan, de 2010, é a primeira moto flexível do País. De lá para cá, o segmento passou a ter apenas mais cinco opções: NXR 150 Bros, Biz 125, CB 300 e XRE 300, da Honda, e Fazer 250 Blueflex, da Yamaha.

ELÉTRICAS
Os modelos elétricos andam sumidos do mercado. Em 2010, apenas 750 das mais de 1,85 milhão de motocicletas vendidas no País não tinham motor a combustão - os dados mais recentes da Abraciclo, associação que reúne as principais fabricantes do setor, são de 2011.

Atualmente, as opções se restringem a scooters e CUBs, ou seja, modelos essencialmente voltados ao uso urbano.
A explicação é simples: a autonomia dos modelos elétricos ainda é reduzida. Cada recarga de bateria permite rodar em torno de 80 km, em média. Isso considerando as melhores condições de uso, como em terrenos planos a até 80 km/h.

ELÉTRICAS PELO MUNDO

As principais fabricantes de motos e scooters elétricos ficam nos EUA, mas é na China que as vendas mais crescem. Os chineses compraram oito de cada dez modelos feitos no planeta em 2012, segundo relatório da Navigant Research.

Por causa dos custos operacionais e preços altos, os maiores compradores são frotistas, como empresas de entrega, forças de segurança e até de táxis. O levantamento, divulgado em março, prevê que as vendas desse tipo de veículo cheguem a 18,6 milhões de unidades por ano no mundo em 2018.

FLEXÍVEIS

A oferta de motocicletas flexíveis no País ainda é incipiente. Mas as opções disponíveis fazem parte dos dois segmentos que, juntos, representam mais de 90% das vendas anuais no mercado brasileiro: com motores de até 150 e 400 cm 3, segundo dados da Abraciclo, que reúne as principais fabricantes.

ELETRIFICADAS LOCAIS

Há apenas três modelos elétricos feitos no Brasil, todos montados pela Kasinski em Manaus: Prima 500, Prima 2000 e Win Elektra (foto), com tabelas entre R$ 2.990 e R$ 4.990. Esse trio utiliza baterias de chumbo, que, embora sejam mais baratas que as de íons de lítio, oferecem autonomia bastante reduzida. A recarga completa requer pelo menos cinco horas. O 500 é o mais simples. Pode rodar apenas 40 km sem reabastecimento e sua velocidade máxima é de 35 km/h.

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