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Como evitar o coronavírus trabalhando sobre duas rodas
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Como evitar o coronavírus trabalhando sobre duas rodas

Moto e bolsa também precisam ser higienizados por quem trabalha com entregas para evitar contaminação por coronavírus

José Antonio Leme

29 de abr, 2020 · 7 minutos de leitura.

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coronavírus
ENTREGADOR USANDO MÁSCARA SOB O CAPACETE
Crédito:TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO

Com o isolamento social, bares e restaurantes ficaram vazios, mas o sistema de entrega continua funcionando à toda força por aí e por isso é preciso que entregadores e motoboys também tenham como se proteger do coronavírus para evitar o contágio ao receber e entregar produtos para clientes.

As regras básicas não fogem do usual que é indicado para quem está em casa isolado e para quem está trabalhando, e que foram estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com base em estudos. Lavar as mãos sempre que possível, por cerca de 20 segundos com água e sabão - e se não for possível fazer uso de álcool 70%, gel ou líquido.

Mas para quem passa o dia em cima da moto vai além disso. Por isso, a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) divulgou uma cartilha para que entregadores, motoboys e ciclistas de aplicativos tenham dicas eficazes para evitar a contaminação.

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coronavírus
TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO

O contato com itens como as luvas, jaqueta, bolsa de entrega, capacete e a própria moto exigem outros cuidados extras de quem está guiando. Tanto é que com foco no cuidado com a saúde desses profissionais aplicativos de entrega mudaram regras, ofereceram álcool gel para uso.

Uma das indicações é utilizar máscara, mesmo durante a pilotagem. Pode ser a descartável ou as laváveis. No segundo caso, a indicação é trocar a máscara a cada duas horas ou quando estiver úmida. A umidade ajuda a derrubar a barreira e facilita a passagem do vírus.




Coronavírus: capacete

Em contato direto com o rosto, o capacete deve ser higienizado com frequência. A indicação é o uso de álcool líquido ou uma solução de água e sabão. Na falta desses itens, a Abramet indica também o uso de água sanitária que atende os requisitos para limpeza.

Ainda que com o isolamento o tráfego esteja mais livre, o que exige menos proximidade entre os veículos, a dica é evitar parar tão próximo de outra moto no semáforo, por exemplo. A associação pede, que se possível, evite também dar caronas. A proximidade entre as pessoas, apesar do uso de capacete pode aumentar o risco.

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NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Coronavírus: higienizar a moto

Guidom, manoplas e manetes têm contato direto com as mãos se o condutor estiver sem luvas de proteção para pilotagem. Essas peças também deve ser limpas, de preferência com uma solução de água e sabão. O álcool pode ressecar e tirar o acabamento das peças plásticas.

No caso das entregas com pagamento por máquina de cartão, o indicado pela Abramet também é higienizar a máquina, se possível usando um pano úmido. Até o equipamento de trabalho deve facilitar a limpeza. A indicação é para o uso de compartimentos de transporte lisos e com material lavável. Elásticos para prender a mercadoria também deve ser higienizados.

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Coronavírus: em casa

Os cuidados não devem ser tomados apenas durante o trabalho, mas também quando chega em casa. O indicado é deixar itens como a bolsa de entrega, capacete, luvas, jaqueta e calçado do lado de fora de casa ou próximo à entrada. Tudo isso deve ser desinfetado logo na chegada. A roupa, se não for possível deixar fora, separar em uma sacola logo na entrada. Chaves e celular também precisam ser limpos com álcool.

“Se os entregadores não estiverem protegidos e adotando as práticas de higienização, eles têm grande chance de se contaminar, uma vez que lidam diariamente com muitas pessoas. Por isso, é primordial que esses profissionais recebam recursos para garantir a sua proteção e orientação de como proceder corretamente para manter a sua saúde e de todos ao redor”, completou o diretor da Abramet, José Montal.

A Honda também usou suas redes sociais para criar um tutorial animado para os entregadores com dicas de cuidado e proteção com base nas indicações da OMS, Ministério da Saúde, Faculdade de Medicina da USP e o Hospital Sírio Libanês.


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Guia de boas práticas para o uso do carro elétrico

Tire suas dúvidas para dirigir com tranquilidade e segurança

12 de abr, 2024 · 2 minutos de leitura.

Os carros elétricos estão cada vez mais presentes nas ruas do Brasil. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), esse mercado emplacou, no País, mais de 49 mil unidades nos oito primeiros meses de 2023, praticamente o total registrado em 2022. Mesmo assim, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o funcionamento desses veículos. Para ajudar você nessa jornada, o Oficina Mobilidade traz algumas dicas. Confira:

1. Como carregar a bateria do carro em casa?

A recarga residencial segue as mesmas recomendações de outros equipamentos elétricos

de alta corrente, como ferro de passar roupa, secador de cabelo e ar-condicionado. Em  comum, eles possuem tomadas de pino grosso, de 20 A. Jamais utilize adaptadores de pino grosso para pino fino, a fim de conectar equipamentos de 20 A em tomadas de 10 A. Isso aumenta o risco de curto-circuito. Os proprietários de veículos elétricos devem ter em casa uma tomada de 220 V e 20 A com cabeamento compatível com a potência a ser consumida, além de sistema de aterramento e proteção.

2. O que é melhor: carga lenta ou ultrarrápida?

A diferença entre as duas operações se resume ao tempo e à necessidade do usuário. Vale lembrar que a recarga ultrarrápida não se encontra disponível em todos os modelos. Durante o desenvolvimento do veículo, a fabricante deve prever essa atividade em seu projeto da bateria e do carregador de bordo.

3. O que devo saber antes de fazer uma viagem?

Planeje a viagem para saber exatamente onde há eletropostos no meio do caminho. Se o percurso for longo, provavelmente a bateria não terá autonomia suficiente até a chegada ao destino. Existem aplicativos que indicam os locais de pontos de recarga. Assim, as paradas podem ser programadas e o passeio vai ocorrer sem a preocupação com falta de carga.

4. Como tirar melhor proveito na cidade e na estrada?

Ao contrário do carro com motor a combustão, o veículo movido a eletricidade é mais econômico na cidade, porque o costumeiro “anda e para” ajuda a recarregar a bateria e, consequentemente, a ampliar a autonomia. Para o uso urbano, se o carro tiver o “one pedal drive” – que praticamente dispensa o pedal de freio –, habilite o recurso para permitir o reaproveitamento cinético de energia. Isso, porém, exige adaptação do motorista nos primeiros quilômetros. Na estrada, se possível, deixe o ar-condicionado desligado, mantenha os pneus bem calibrados e as janelas fechadas para diminuir a resistência do ar, providências que vão poupar energia da bateria.

5. Como aproveitar o recurso de regeneração de energia da bateria?

Mantenha o recurso sempre ativado e na opção de máxima regeneração. Alguns fabricantes deixam a cargo do cliente a decisão sobre o uso e a intensidade da regeneração. Mas há modelos que ainda não oferecem tais ajustes.

6. Que cuidado devo ter com a manutenção do carro elétrico?

A manutenção é diferente da do automóvel a combustão, porque o carro elétrico tem apenas 50 partes móveis, ante 350 do convencional. De toda forma, siga sempre as orientações da fabricante que constam no manual do proprietário em relação aos prazos e ao que observar nas revisões.

7. O que é preciso mexer ou trocar nas revisões?

O carro movido a bateria dispensa itens como velas, correia, filtros de combustível e de óleo, engrenagens de câmbio e virabrequim, tornando as revisões mais simples e baratas. Como existe um trabalho de frenagem automática quando o motorista tira o pé do acelerador, o sistema de freio é bem menos exigido, evitando o desgaste das pastilhas. A revisão inclui inspeção das portas de carregamento e dos rotores e avaliação da bateria. Fechaduras, filtro de ar-condicionado, suspensão, dobradiças e trincos também são vistoriados.

8. Os pneus dos carros elétricos são diferentes?

Os pneus de veículos elétricos apresentam a mesma estrutura básica em termos de componentes (talões, camada estanque e banda de rodagem). No entanto, algumas modificações ocorrem durante o projeto, como materiais utilizados, desenho e capacidade de carga. Eles são mais resistentes e recebem reforços estruturais, uma vez que o carro elétrico, geralmente, é mais pesado por conta da instalação da bateria. Jamais coloque um pneu normal para rodar no carro elétrico, pois sofrerá desgaste prematuro devido ao peso extra. Além disso, tenha em mente que o consumo do pneu pode ser maior por causa do alto torque no caso de dar arrancadas rápidas.

9. Que fatores afetam a autonomia da bateria?

Ligar o ar-condicionado na potência máxima, fazer arrancadas em busca de desempenho superior e não aproveitar da melhor forma a regeneração impactam diretamente a autonomia da bateria.

10. Como lavar o carro elétrico?

A lavagem deve ser realizada como se fosse um carro convencional, já que as vedações seguem os padrões de estanqueidade para os componentes elétricos e eletrônicos do sistema de tração. As baterias são testadas contra inundações e, em caso de acidente, o fluxo de corrente é imediatamente desligado para não haver risco de choque elétrico aos ocupantes.

11. Como rebocar um carro elétrico/híbrido?

Para que o carro elétrico seja rebocado de forma segura, o guincho precisa ser do tipo plataforma. É importante que as rodas do veículo não encostem no chão, pois elas possuem um sistema de regeneração de energia, que ajuda no recarregamento da bateria. Também é necessário que o veículo esteja em marcha neutra.

Lembre-se de que as recomendações podem variar conforme o fabricante e o modelo do carro elétrico. Por isso, é importante consultar o manual do proprietário. Além disso, as infraestruturas de carregamento estão em constante evolução, exigindo que o motorista se atualize sobre as opções disponíveis em sua região.