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Peugeot voltará a produzir motos em escala mundial

Em parceria com a Mahindra, modelos de 125 cm³ e 300 cm³ poderão estrear já no próximo ano

Emily Nery, special para o Jornal do Carro

21 de set, 2020 · 5 minutos de leitura.

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PEUGEOT P2X
Crédito:PEUGEOT

Se quando você escuta alguém falar sobre motos, nomes como Yamaha, Honda, Suzuki e até as mais premium como Triumph e Harley-Davidson passam pela sua cabeça, saiba que uma montadora conhecida por aqui já fabricou veículos sobre duas rodas. A Peugeot, que continua com sua produção de scooters na Europa, poderá produzir motos de até 300 cm³.

A fabricação de motos será feita pela indiana Mahindra, que já vendeu picapes e SUVs no Brasil até 2015. No mesmo ano, a montadora comprou 51% da Peugeot Motorcycles (PMTC) e o restante das ações foi adquirido no final de 2019. A multinacional, também dona da marca Jawa pretende lançar sete modelos, entre motos e scooters, em 2021 até 2023.



A estreia será uma versão de produção do conceito P2X da Peugeot exibido em 2019 no Salão de Paris. No evento o conceito apresentou uma versão Roadster de 125 cc outra de 300 cc no estilo ?cafe racer?.

O site italiano Motociclismo conversou com Mario Minella, presidente da distribuidora italiana da Peugeot. Minella confirmou que a Peugeot Motorcycles pretende adotar uma imagem mais ?jovem e agressiva? mundialmente.

Para isso, a fabricante implantou uma nova plataforma para desenvolver motos de 300 cm³. Dela poderiam surgir ainda modelos de 500 cm³ e 125 cm³. Ainda que o foco da produção esteja nos mercados asiáticos, Minella adianta que a nova plataforma será elaborada em escala mundial.

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Peugeot já produziu bicicletas no Brasil

Muito antes de começar a chegar oficialmente ao Brasil, em 1992, a Peugeot já produzia bicicletas com a Almec, desde 1977. A Cycles Peugeot detinha 40% da sociedade com a empresa brasileira. As bicicletas eram montadas na cidade de Montes Claros (MG) e seu primeiro produto, a Peugeot 10, era concorrente direta da Caloi 10.

Porém, a parceria durou pouco tempo. Em 1979, a Cycle resolveu deixar a Almec devido a uma dívida que ultrapassava os 100 milhões de cruzeiros. Dois anos depois, a Almec, que ainda detinha o nome Peugeot, procurou uma empresa nacional para tentar reduzir os custos de produção das bicicletas, já que muitas peças vinham importadas da França.

Parceria indireta com a Fiat já aconteceu antes da fusão do grupo FCA e PSA

O fornecedor foi a FMB, também conhecida como Fiat Metalúrgica Brasil. A FMB fornecia alumínio que era instalado nos veículos de duas rodas nacionais. Contudo, um ano depois a Almec se encontrou em dívidas novamente, em razão do fim da Sudene (benefícios fiscais oferecidos a empresas instaladas fora do eixo Rio-São Paulo), e a fábrica precisou fechar.

Nos anos de 1990 e 2000, alguns scooters da Peugeot vieram ao Brasil, desta vez importados pela Sundown. Como por exemplo o Zenith, de 49 cm³ e a linha Speedfight. Na época, o mercado de scooters ainda não era tão sólido quanto hoje em dia e os preços da fabricante francesa eram mais caros do que suas concorrentes nacionais.peugeot

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