10/12/2013 - 6 minutos de leitura.

Carro abandonado é problema

Saiba o que fazer com aquele veículo caindo aos pedaços na sua rua e entenda o que a legislação diz sobre eles

Carro

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720 veículos abandonados foram recolhidos na capital em 2013

A multa de R$ 14 mil por abandono de veículo parece não intimidar – o número de carros recolhidos das ruas pela Prefeitura de São Paulo não para de aumentar. Em 2011, 1.500 veículos “esquecidos” por seus proprietários viraram sucata. No ano seguinte, foram 2.260.

De janeiro até o mês passado, foram retirados das vias da cidade 720 veículos em estado de abandono. O destino deles são os leilões. Dez foram realizados no decorrer de 2013.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que recolhe os veículos que estejam parados em local proibido, realizou outros três leilões neste ano. Foram vendidos 1.741 carros como sucata, gerando arrecadação de R$ 2,1 milhões. O último pregão foi realizado na quinta-feira passada.

Pelo telefone 156 ou no site sac.prefeitura.sp.gov.br, é possível denunciar um carro abandonado. Antes de o veículo ser removido, a Subprefeitura vai ao local e fixa uma notificação à carroceria, informando que o proprietário tem até cinco dias úteis para removê-lo.

Se o responsável não se manifestar, o histórico do carro será checado. Se não houver empecilho, o veículo passa a ser considerado sucata e tem inicio o procedimento de remoção.

Finais felizes

O administrador de empresas Paulo Rogério Adriani se considera um caçador de raridades. Apaixonado pela marca americana Dodge, ele estava a procura de um modelo diferente quando soube que havia um Intrepid em São Paulo.

Após fazer buscas em diversos pátios da Prefeitura, ele descobriu que o sedã estava no pádio de Guarulhos. “Mas, mesmo tendo os dados do carro, não consegui achá-lo, pois ele estava perdido entre mais de 10 mil veículos, esperando liberação para o leilão”, relembra.

Dois anos depois, um amigo de Adriani foi ao mesmo pátio e encontrou o modelo. O administrador foi, então, correndo ver como o carro estava.

Segundo ele, o Dodge, que havia sido tomado de seu antigo dono por falta de pagamento, estava no mesmo local desde 2001. Adriani arrematou o Intrepid em 2006, por R$ 12.750. “O motivo de eu querer resgatar esse carro é que se trata de um modelo raro no Brasil. Sei que existem, no máximo, sete unidades no País.” Ele gastou, com reparos e documentação, mais de R$ 20 mil. Mas agora o carro está tinindo.

Já o empresário Raphael Faccioli diz que quase perdeu as contas do montante investido em uma Toyota Hilux 1995, que encontrou nos fundos de uma fábrica, em 2011. “Fiz uma bela reforma. Da última vez que somei, tinha gasto uns R$ 25 mil nessa picape”, conta.

Quando Faccioli o viu pela primeira vez, o modelo estava com o motor desmontado em cima da caçamba, vidros abertos e coberto por uma capa de poeira. O propulsor havia fervido e, por causa da dificuldade de encontrar peças e do alto custo de mão de obra para o reparo, o antigo proprietário encostou o carro.

“Sou teimoso. Cismei com essa Hilux. Paguei R$ 7 mil para ficar com ela”, diz Faccioli, que levou a picape para casa para dar a primeira geral. O utilitário da Toyota ficou por 11 meses em uma oficina, onde foi feita a retífica do motor. “Se isso valeu a pena financeiramente, não sei ainda. Mas eu curti muito”, diz.

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