Como manter os amortecedores em dia

Dirigir com cautela e evitar os buracos deixados pela estação de chuvas é o melhor a se fazer para prolongar a vida dos amortecedores

Buracos "brotam" nas ruas todos os dias em São Paulo, resultado da combinação de excesso de chuvas e falta de manutenção Crédito: Gabriela Biló/Estadão

A temporada de chuvas já foi. Mas, como sempre ocorre nessa época, o que fica como lembrança é a buraqueira no piso, causada pela combinação de excesso de água e escassez de manutenção. Os buracos estão por toda parte, e eles são inimigos ferozes de pneus e suspensões, compostas por um delicado sistema formado por amortecedores, molas e outros componentes.

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Sempre que possível, o motorista deve ficar atento e desviar dos defeitos com antecedência. Manobras bruscas podem ser perigosas. Isso porque, na tentativa de desviar rapidamente, há o risco de atingir outro carro ou moto. Lembre-se que nas cidades carros e motos andam muito próximos uns dos outros.

+ Entenda os sinais que a suspensão dá 

+ Aditivos são necessários?

Para evitar prejuízos, é recomendável prestar muita atenção no caminho, porque o buraco surge sem dar aviso prévio.

Por isso, evite distrações (como dar uma olhadinha no celular, por exemplo). Procure olhar para frente para ter tempo de reagir com segurança, em caso de imprevisto. E evite andar muito próximo do veículo da frente. Sem ver o chão, você pode ser vítima de um buraco.

Se o defeito na pista estiver no meio do caminho, posicione o carro para que ele fique entre as rodas. Caso seja inevitável o desvio, diminua a velocidade e passe por ele bem devagar. Quanto menor o tranco da carroceria sobre a suspensão e pneus, melhor. Dessa forma, ameniza-se o desconforto de quem está no veículo. E lembre-se que esse conjunto suporta mais de uma tonelada o tempo todo. Já é uma tarefa e
tanto sem solavancos muito fortes. Portanto, não há necessidade de forçar ainda mais o trabalho de quem está lá embaixo.

Se você for passar por algum trecho coberto de água, diminua ainda mais a velocidade, mesmo que a camada de água seja fina. Isso porque pode haver algum buraco oculto.

Caí no buraco, e agora?

Mesmo tomando todos os cuidados, é possível que em algum momento você vai cair em um buraco. É questão de probabilidade. Quanto mais defeitos na via, maior a chance de você ser vítima deles. Por isso, se isso acontecer, fique atento a possíveis sinais que o carro dá, após o impacto.

Em condições normais, a suspensão aguenta um ou outro desaforo e supera o ocorrido sem problemas. Por isso, após o incidente, veja se a direção continua alinhada e se não há vibração no volante. Se você precisar esterçar a direção para manter o veículo em linha reta, pode ser sinal de que algum componente da suspensão foi afetado. Nesse caso, é recomendável conferir o alinhamento em uma oficina de confiança.

Se o volante passar a vibrar, pode ser sinal de que a roda amassou por causa do baque. Em alguns casos, se a roda for de ferro, é possível desamassá-la. Se ela for de liga leve, no entanto, a recuperação é mais difícil, e é provável que seja necessário substituí-la.

Atenção também aos pneus. Dependendo da pancada (ou se o buraco tinha uma quina muito “viva”), há o risco de eles sofrerem algum corte ou ruptura na estrutura, o que ocasiona bolhas nas paredes laterais. Se isso ocorrer, é preciso trocá-los.

Quanto à suspensão, um mecânico de confiança pode avaliar o estado dos amortecedores. Possíveis vazamentos de óleo são sinais de que é preciso fazer a troca. E, se isso acontecer, faça sempre a substituição da dupla do mesmo eixo, mesmo que apenas uma peça esteja defeituosa.


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