Com as férias chegando, é preciso, além de tudo, fazer um bom planejamento de viagem, antes de pegar a estrada. Checar itens de manutenção e conferir rotas é importante, para evitar riscos e imprevistos indesejados. Uma das preocupações do motorista é o Pedágio Free Flow, onde é importante saber como proceder.
Como funciona o pedágio Free Flow?

O sistema, que chegou ao Brasil no ano passado, primeiro na Rodovia Rio-Santos (BR-101), elimina as cancelas e praças de pedágios. Além disso, o usuário paga pelo trecho percorrido ou por quilômetro rodado nas estradas e rodovias. Para evitar fraudes, o pedágio Free Flow usa leitura visual automática de placas, feita com câmeras com OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres). Estes equipamentos são similares aos que identificam infratores de rodízio municipal na cidade de São Paulo (SP), por exemplo.
Também é possível identificar carros por meio de RFID (Identificação por Radiofrequência). Por exemplo, o método é o mesmo utilizado nas atuais “tags” de cobrança rápida, como as de empresas como Sem Parar e Veloe. Neste caso, as câmeras e sensores ficam nos corredores das praças de pedágio, que terão pórticos em vez de cabines. Assim, o motorista precisa apenas trafegar em velocidade mais baixa para a identificação, sem ter de parar o veículo.
Índice de não pagamento do pedágio é alto
Motoristas que utilizam tags de pagamento continuam a ser cobrados de maneira automática, como nos pedágios convencionais. Já os veículos sem tag podem quitar a tarifa pelo site ou aplicativo da concessionária, via WhatsApp, com Pix ou cartão de crédito. Porém, apesar das várias alternativas, o índice de evasão evidencia a necessidade de ajustes.
De acordo com Adrualdo Catão, secretário da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a nova resolução da pasta, de 14 de outubro, traz importantes mudanças. Entre elas, o aumento do prazo para pagamento das tarifas, de 15 para 30 dias. Segundo Catão, “o sistema já estava em ‘sandbox regulatório’ e mostrou a existência de alguns problemas na antiga resolução que levavam a uma evasão muito alta. Assim, buscamos priorizar os pontos e dar ao cidadão mais transparência e governança sobre as passagens”, resume.

Sinalização do pedágio Free Flow vai mudar
Outro ponto da resolução Nº 1.013 é padronizar a sinalização para tornar mais claro ao usuário que está adentrando uma área de pedágio eletrônico. Catão afirma que a resolução exige um nível de sinalização mais forte do que o modelo anterior, com a criação de um pictograma específico para o pedágio eletrônico. “Criamos uma sinalização que deixa claro que o cidadão está numa faixa de pedágio não tradicional, onde não é preciso parar ou reduzir a velocidade”, destacou o secretário do Senatran.
Além de padronizar a sinalização e o prazo de pagamento, o Senatran trabalha em uma integração sistemática que deve ocorrer após a divulgação de uma nova portaria, prevista para dezembro. O secretário afirmou ao Jornal do Carro que as novas diretrizes irão estabelecer requisitos técnicos para a implantação de pedágios eletrônicos. Assim como o prazo para que as empresas se adequem à nova resolução. Por fim, todas devem acatar as diretrizes até o 1° semestre de 2025.
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