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Audi RS5 encanta pela esportividade e também pela beleza
Avaliação

Audi RS5 encanta pela esportividade e também pela beleza

Novo Audi RS5 chega por R$ 556.990 com V6 de 450 cv e traz muita diversão em pacote que encanta pela beleza

José Antonio Leme

19 de mai, 2019 · 6 minutos de leitura.

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AUDI RS5
Crédito:AUDI/DIVULGAÇÃO

Em um mundo de SUVs, o cupê talvez seja o último bastião de defesa do estilo em detrimento da função. Não é o tipo de carro mais prático do mundo, mas a maioria se destaca pela beleza. Esse é o caso do Audi RS5, que vem importado da Alemanha por R$ 556.990.

Ante o A5 convencional, a esportiva tem detalhes para chamar ainda mais a atenção. Há para-choques diferentes, entradas de ar e rodas maiores (20 polegadas) e saídas de escapamento ovais duplas com difusor integrado. O logo RS na grade e na tampa do porta-malas também deixam claras as intenções.

De série, há tração nas quatro rodas, painel de instrumentos virtual, sistema de som Bang&Olufsen com 19 alto-falantes, head-up display (que projeta as informações do quadro de instrumentos no para-brisa) e controles de tração, estabilidade e de largada. Por dentro, os detalhes que se sobrepõem são o volante de base achatada e os bancos esportivos, que abraçam bem nas curvas e têm ajuste de lombar lateral para segurar o condutor no lugar.

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AUDI/DIVULGAÇÃO

Há também os detalhes em fibra de carbono no console e no painel. A ergonomia dos comandos é boa e é fácil encontrar a melhor posição de guiar. O senão é banco traseiro do duas-portas: falta espaço e o acesso ao local não é fácil.

Na terceira geração, o RS5 aposentou o 4.2 V8 aspirado e recebeu um 2.9 V6 biturbo, que rende 450 cv e 61,1 mkgf. A potência é a mesma, mas são cerca de 17 mkgf a mais. Isso faz toda a diferença, pois o 0 a 100 km/h foi de 4,5 segundos para 3,9 s. Ajuda também a redução de 60 kg em relação a geração anterior.


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AUDI/DIVULGAÇÃO

O motor, com torque disponível a partir de 1.900 rpm, é mais esperto e ágil nas retomadas e acelerações, além de ter funcionamento mais progressivo na entrega de força. O câmbio automático de oito marchas faz trocas rápidas e imperceptíveis.

Para não dizer que tudo é perfeito, o motor deixa a desejar no ronco que emite, mesmo com as membranas no escape que multiplicam o som para chegar perto do que fazia o V8. Há os modos de condução confortável, dinâmico (esportivo) e automático. Dá também para ajustar individualmente as respostas de direção, câmbio, acelerador e escape.


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AUDI/DIVULGAÇÃO

RS5 melhorou em dirigibilidade

O motor menor e mais leve também ajudou na centralização de massa, o que fica perceptível na condução. A frente está mais equilibrada, e com isso tem menos tendência a escapar nas saídas de curva quando se abusa do pedal do acelerador. O RS5 demora mais para chegar ao limite do que a geração anterior.


A suspensão independente nas quatro rodas tem cinco pontos de fixação e é 7 mm mais baixa que a do A5. Mesmo quando se atacava a zebra da pista em que o carro foi avaliado, ela o manteve estável, mas confortável.

Ele tem ainda três opcionais: o pacote Assistance Tour, que traz itens como controle de velocidade de cruzeiro adaptativo por R$ 14 mil, os freios de cerâmica por R$ 45 mil e o teto de fibra de carbono por R$ 22 mil.

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AUDI/DIVULGAÇÃO

FICHA TÉCNICA

Preço R$ 556.990

Motor 2.9, V6, biturbo, 24V, gas.


Potência (cv) 450 a 5.700 rpm

Torque (mkgf) 61,1 a 1.900 rpm

Câmbio Automático, 8 marchas


PRÓS E CONTRAS

PRÓS - DIRIGIBILIDADE

A sensação ao volante está mais refinada graças ao peso menor e à nova plataforma.


CONTRAS - ACOMODAÇÃO

O espaço interno na parte traseira não é bom, mas quem compra um cupê sabe disso.

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Os carros elétricos estão cada vez mais presentes nas ruas do Brasil. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), esse mercado emplacou, no País, mais de 49 mil unidades nos oito primeiros meses de 2023, praticamente o total registrado em 2022. Mesmo assim, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o funcionamento desses veículos. Para ajudar você nessa jornada, o Oficina Mobilidade traz algumas dicas. Confira:

1. Como carregar a bateria do carro em casa?

A recarga residencial segue as mesmas recomendações de outros equipamentos elétricos

de alta corrente, como ferro de passar roupa, secador de cabelo e ar-condicionado. Em  comum, eles possuem tomadas de pino grosso, de 20 A. Jamais utilize adaptadores de pino grosso para pino fino, a fim de conectar equipamentos de 20 A em tomadas de 10 A. Isso aumenta o risco de curto-circuito. Os proprietários de veículos elétricos devem ter em casa uma tomada de 220 V e 20 A com cabeamento compatível com a potência a ser consumida, além de sistema de aterramento e proteção.

2. O que é melhor: carga lenta ou ultrarrápida?

A diferença entre as duas operações se resume ao tempo e à necessidade do usuário. Vale lembrar que a recarga ultrarrápida não se encontra disponível em todos os modelos. Durante o desenvolvimento do veículo, a fabricante deve prever essa atividade em seu projeto da bateria e do carregador de bordo.

3. O que devo saber antes de fazer uma viagem?

Planeje a viagem para saber exatamente onde há eletropostos no meio do caminho. Se o percurso for longo, provavelmente a bateria não terá autonomia suficiente até a chegada ao destino. Existem aplicativos que indicam os locais de pontos de recarga. Assim, as paradas podem ser programadas e o passeio vai ocorrer sem a preocupação com falta de carga.

4. Como tirar melhor proveito na cidade e na estrada?

Ao contrário do carro com motor a combustão, o veículo movido a eletricidade é mais econômico na cidade, porque o costumeiro “anda e para” ajuda a recarregar a bateria e, consequentemente, a ampliar a autonomia. Para o uso urbano, se o carro tiver o “one pedal drive” – que praticamente dispensa o pedal de freio –, habilite o recurso para permitir o reaproveitamento cinético de energia. Isso, porém, exige adaptação do motorista nos primeiros quilômetros. Na estrada, se possível, deixe o ar-condicionado desligado, mantenha os pneus bem calibrados e as janelas fechadas para diminuir a resistência do ar, providências que vão poupar energia da bateria.

5. Como aproveitar o recurso de regeneração de energia da bateria?

Mantenha o recurso sempre ativado e na opção de máxima regeneração. Alguns fabricantes deixam a cargo do cliente a decisão sobre o uso e a intensidade da regeneração. Mas há modelos que ainda não oferecem tais ajustes.

6. Que cuidado devo ter com a manutenção do carro elétrico?

A manutenção é diferente da do automóvel a combustão, porque o carro elétrico tem apenas 50 partes móveis, ante 350 do convencional. De toda forma, siga sempre as orientações da fabricante que constam no manual do proprietário em relação aos prazos e ao que observar nas revisões.

7. O que é preciso mexer ou trocar nas revisões?

O carro movido a bateria dispensa itens como velas, correia, filtros de combustível e de óleo, engrenagens de câmbio e virabrequim, tornando as revisões mais simples e baratas. Como existe um trabalho de frenagem automática quando o motorista tira o pé do acelerador, o sistema de freio é bem menos exigido, evitando o desgaste das pastilhas. A revisão inclui inspeção das portas de carregamento e dos rotores e avaliação da bateria. Fechaduras, filtro de ar-condicionado, suspensão, dobradiças e trincos também são vistoriados.

8. Os pneus dos carros elétricos são diferentes?

Os pneus de veículos elétricos apresentam a mesma estrutura básica em termos de componentes (talões, camada estanque e banda de rodagem). No entanto, algumas modificações ocorrem durante o projeto, como materiais utilizados, desenho e capacidade de carga. Eles são mais resistentes e recebem reforços estruturais, uma vez que o carro elétrico, geralmente, é mais pesado por conta da instalação da bateria. Jamais coloque um pneu normal para rodar no carro elétrico, pois sofrerá desgaste prematuro devido ao peso extra. Além disso, tenha em mente que o consumo do pneu pode ser maior por causa do alto torque no caso de dar arrancadas rápidas.

9. Que fatores afetam a autonomia da bateria?

Ligar o ar-condicionado na potência máxima, fazer arrancadas em busca de desempenho superior e não aproveitar da melhor forma a regeneração impactam diretamente a autonomia da bateria.

10. Como lavar o carro elétrico?

A lavagem deve ser realizada como se fosse um carro convencional, já que as vedações seguem os padrões de estanqueidade para os componentes elétricos e eletrônicos do sistema de tração. As baterias são testadas contra inundações e, em caso de acidente, o fluxo de corrente é imediatamente desligado para não haver risco de choque elétrico aos ocupantes.

11. Como rebocar um carro elétrico/híbrido?

Para que o carro elétrico seja rebocado de forma segura, o guincho precisa ser do tipo plataforma. É importante que as rodas do veículo não encostem no chão, pois elas possuem um sistema de regeneração de energia, que ajuda no recarregamento da bateria. Também é necessário que o veículo esteja em marcha neutra.

Lembre-se de que as recomendações podem variar conforme o fabricante e o modelo do carro elétrico. Por isso, é importante consultar o manual do proprietário. Além disso, as infraestruturas de carregamento estão em constante evolução, exigindo que o motorista se atualize sobre as opções disponíveis em sua região.