Corolla Cross
Toyota/Divulgação

Depois da Hilux, Corolla Cross também terá versão movida a hidrogênio

Toyota Corolla Cross H2 Concept tem motor de 1.6 turbo alimentado com hidrogênio ao invés de combustível fóssil; potência supera os 300 cv

Por Vagner Aquino 10 de dez, 2022 · 4m de leitura.

A corrida das montadoras pela sustentabilidade abriu um leque de opções. E parece que a Toyota vai mesmo apostar no hidrogênio. Afinal, na semana passada, a montadora japonesa apresentou a Hilux FCEV (sigla em inglês para Veículo Elétrico de Célula de Combustível). Agora, é a vez do Corolla Cross. O objetivo é mostrar que a tecnologia pode chegar aos modelos mais populares, como é o caso do SUV médio que tem produção em Sorocaba (SP).

Corolla Cross
Toyota/Divulgação

Batizado como Corolla Cross H2 Concept, o protótipo – ao contrário da Hilux – tem um motor de três cilindros turboalimentado de 1,6 litros com injeção direta de hidrogênio. Pelo sistema de escape, tal como o sedã Mirai, solta apenas vapor d’água.


Corolla Cross
Toyota/Divulgação

O SUV desenvolve potência de 304 cv e tem câmbio manual seis marchas. A princípio, trata-se do mesmo conjunto usado nos hatches de competição GR Corolla H2 e GR Yaris H2. Por ora, os testes estão sendo feitos no Japão. O processo é 100% digital. Mas o modelo vai para as vias públicas em breve. A montadora informa que, desde o início do projeto, o alcance foi estendido em 30%. Entretanto, não informou a autonomia do SUV.

Toyota/Divulgação

Assim como o sedã Mirai, o Corolla Cross H2 Concept utiliza um tanque para armazenamento de hidrogênio. Entretanto, não necessita recarregar as baterias, como nos carros elétricos atuais. De acordo com a Toyota, o SUV leva cerca de um minuto e meio para ficar com o tanque cheio. O processo se assemelha ao abastecimento de veículos a combustão.

Nada de bateria

A princípio, o protótipo analisa a possibilidade de aproveitar motores de combustão interna convencionais existentes. Assim, os propulsores podem ter uma segunda vida. O intuito é adaptá-lo a um combustível mais limpo e, dessa forma, descartar baterias maiores.

Além disso, o carro térmico movido a hidrogênio evita os impactos do uso de materiais como lítio e níquel, presentes nas baterias dos veículos elétricos. De acordo com a Toyota, os protótipos a hidrogênio ainda precisam percorrer 60% do caminho até ganharem produção. É necessário realizar testes para entender se esse tipo de carro é viável no dia a dia. Por enquanto, não se fala em estimativa de tempo para atingir tais resultados.


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