Emily Nery, para o Jornal do Carro

23/12/2020 - 4 minutos de leitura.

FCA e PSA recebem a aprovação antitruste da União Europeia para fusão

Passo mais importante para fusão de FCA e PSA foi aprovado pela UE, com condições para proteção da concorrência de comerciais leves

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FCA e PSA ainda não divulgaram o novo logo que irá representar o Grupo Stellantis, que nasce com a fusão de ambas Crédito: Harold Cunningham e Daniel Roland/AFP
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Os reguladores antitruste da União Europeia aprovaram a fusão dos Grupos PSA e FCA para criação da Stellantis. A união, que envolve nada menos que US$ 38 bilhões, preocupava o bloco por causa da concorrência de comerciais leves.

Como resultado, o holding será o segundo maior grupo automotivo da Europa. Ele tomará o lugar que hoje pertence a Renault, e ficará atrás da gigante Volkswagen. O grande embate, no entanto, está no segmento das vans e veículos comerciais.

Embate dos utilitários comerciais

Para a fusão ocorrer, a entidade estabeleceu que a PSA deverá prorrogar o acordo de cooperação com a Toyota. Além disso, a empresa deverá baratear às taxas de transferência de veículos, peças sobressalentes e acessórios para a fabricante japonesa.

Assim, a UE busca proteger o comércio de vans da concorrência no continente. O órgão teme que a Stellantis domine o segmento de comerciais leves com 34% do mercado. Por último, deverá facilitar o acesso de outras montadoras às redes de manutenção de ambas às empresas. Dessa forma, cabe a Ford e a Renault ficarem com 16% do mercado para cada uma e 12% para Volkswagen.

Em um comunicado à imprensa, a vice-presidente da Comissão Europeia, Margrethe Vestager, afirmou: “Podemos aprovar a fusão da Fiat Chrysler e da Peugeot SA porque seus compromissos facilitarão a entrada e a expansão no mercado de pequenas vans comerciais”

Peugeot Partner
O Grupo PSA domina a venda de vans na Europa Divulgação/Peugeot

Fusão deverá ser concluída no 1º trimestre de 2021

De certo, essa aprovação foi o obstáculo mais difícil para a formação da Stellantis. Agora, os acionistas irão votar sobre a criação da empresa. Então, espera-se que as negociações se concluam até o final do 1º trimestre de 2021.

Com doze marcas, o grupo se tornará o quarto maior fabricante automotivo do mundo. À sua frente, ficarão a Renault-Nissan-Mitsubishi, Grupo Toyota e do Grupo Volkswagen.

Então, montadoras como Fiat, Peugeot, Citroën, Jeep, Ram, Maserati, Dodge e Alfa Romeo estarão unidas em um só conglomerado.



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