Ferrari SF90 Stradale chega ao Brasil
Leo Sposito/Divulgação

Ferrari diz que supercarros elétricos da marca não serão silenciosos

CEO da Ferrari declarou que futuros esportivos elétricos vão transmitir a mesma emoção aos clientes que os carros a combustão

Por Thais Villaça 25 de mar, 2024 · 4m de leitura.

Apesar de ainda não termos uma Ferrari elétrica, a montadora deve apresentar um modelo dessa categoria em breve, provavelmente no segundo semestre de 2025. Tanto que a empresa italiana vai abrir uma nova fábrica em Maranello, sua cidade natal, em julho para a fabricação de motores elétricos e baterias.

Um dos maiores questionamentos dos amantes da Ferrari, entretanto, diz respeito ao ronco do motor, já que poucas fabricantes automotivas no mundo têm uma identidade tão forte ligada a esse ruído. Mas em entrevista ao canal CNBC, o CEO da marca, Benedetto Vigna, prometeu que a Ferrari vai continuar a oferecer aos clientes de carros elétricos a mesma experiência única obtida com seus modelos a combustão. 

Ou seja, os futuros superesportivos da marca devem usar barulhos artificiais, chamados de “assinaturas sonoras”, para mexer com as emoções do motorista. O uso de som sintetizado em carros elétricos não é novidade. A Abarth faz isso com o 500e, e o Dodge Charger Daytona, que chega em breve, usará solução semelhante para imitar o som de seu clássico V8. Ainda não está claro, contudo, se a Ferrari vai tentar reproduzir o ruído de seus V8 e V12 ou tentar algo totalmente novo.

Ferrari 296 GTB
Ferrari/Divulgação

Ferrari resiste à eletrificação

Ainda de acordo com Vigna, cerca de 60% das vendas da montadora deverão ser de carros eletrificados (híbridos e elétricos) até 2026. Atualmente, os modelos 296 GTB – que o Jornal do Carro já acelerou -, 296 GTS, SF90 Stradale e SF90 Spider recebem conjunto híbrido. A substituta da LaFerrari, prevista para estrear neste ano, deve aumentar essa participação.

O executivo também declarou que carros elétricos nunca terão 100% de participação de mercado, especialmente no segmento de alto luxo. Ele acredita que modelos elétricos, híbridos e a combustão vão continuar a coexistir ainda por um bom tempo. E essa não é só a opinião da Ferrari, já que sua rival e compatriota Lamborghini também não pretende abrir mão de seus motores V12 tão cedo, desde que a legislação permita. Combustíveis sintéticos podem ajudar a prolongar essa virada para a eletrificação total.

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