Ford F-150
Ford/Divulgação

Ford reduz produção de F-150 elétrica e prioriza Ranger e Bronco

Desaceleração das vendas de carros elétricos nos EUA motivou Ford a diminuir produção da picape mesmo depois de ampliar capacidade da fábrica

Por Thais Villaça 27 de jan, 2024 · 3m de leitura.

Por conta de uma diminuição na demanda, a Ford vai reduzir a produção da picape elétrica F-150 Lightning nos EUA a partir de 1o de abril. Ao mesmo tempo, a montadora pretende aumentar o volume do SUV Bronco e da Ranger a combustão para equilibrar a balança, a fim de atender pedidos dos consumidores.  

A atitude da empresa não chega a ser surpresa. Isso porque a venda de carros elétricos vem crescendo em ritmo mais lento que o esperado no mercado norte-americano. 

“Estamos tirando vantagem da nossa flexibilidade de manufatura para oferecer escolhas aos clientes, enquanto colocamos na balança nosso crescimento e lucratividade”, disse Jim Farley, CEO da Ford.

Ford Ranger
Ford/Divulgação

Estratégia arriscada da Ford

O anúncio, entretanto, é visto como um retrocesso. A montadora deve diminuir em 50% a produção da F-150 Lightning em sua fábrica no Michigan. Isso mesmo depois de ter ampliado significativamente a capacidade local de produção de veículos elétricos no ano passado. Agora, a picape será montada em apenas um turno em vez de dois. Isso impactará cerca de 1.400 funcionários.

De acordo com a Ford, aproximadamente metade dos trabalhadores afetados serão transferidos para as linhas de Bronco e Ranger. Esses modelos deverão receber um terceiro turno a partir do segundo trimestre deste ano. Outros poderão ir para fábricas próximas ou participar de um “programa especial de incentivo a aposentadorias”, diz a empresa.

Ford/Divulgação

Ainda que a Ford preveja a queda na demanda da F-150 Lightning, as vendas do modelo cresceram 55% no ano passado para mais de 24 mil unidades. Entretanto, o ritmo de emplacamentos vem diminuindo. 


Por outro lado, as vendas de Bronco e Ranger caíram 9,7% e 43,3% em 2023 se comparado a 2022. Mesmo com as justificativas de que os emplacamentos caíram pela greve de seis semanas dos trabalhadores e pela troca de geração da picape, a estratégia da Ford parece arriscada.

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