Tecnologia

Frenagem autônoma está em menos de 5% dos carros vendidos no Brasil

Sistema de segurança freia o carro sozinho para evitar acidente; carro mais "popular" com o dispositivo é o compacto Hyundai HB20

Redação

24 de set, 2020 · 4 minutos de leitura.

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Frenagem autônoma ganha espaço no mercado, mas tem baixa participação na frota de modelos vendidos
Crédito:Bosch/Divulgação

Apenas 4,8% dos veículos vendidos no Brasil possuem sistema de frenagem autônoma. A afirmação é feita com base em um estudo realizado pela fabricante de autopeças Bosch. A tecnologia, capaz de parar o carro sozinha quando há risco de acidente e ausência de intervenção do motorista, mesmo ainda incomum, já equipa carros “populares”, como o Hyundai HB20. A versão disponível com o sistema do compacto é a Diamond Plus, a R$ 76.590.

O AEB (sigla em inglês para Frenagem Automática de Emergência) é capaz de evitar 72% dos acidentes com colisões traseiras. E é justamente essa eficiência em segurança que vem aumentando a adesão das montadoras. Dos veículos disponíveis no mercado brasileiro em julho de 2020, 1/4 deles tem a tecnologia com item de série. Claro que isso ainda se restringe a parte superior da tabela de preços.



A frenagem autônoma, entretanto, pode ter várias configurações. Há modos que voltam a atenção para veículos parados. Outras, em movimento. E, também há sistemas que atuam junto a usuários vulneráveis, como pedestres e ciclistas.

Geralmente, o sistema funciona com velocidades entre 10 km/h e 80 km/h. Mas os números podem variar conforme especificações da montadora e do veículo. Em todos os casos, o trabalho é feito por meio de radares ou câmeras frontais. Os equipamentos, por sua vez, são instalados no para-brisas ou na grade dianteira dos carros.

Vantagens da frenagem autônoma

A Semana Nacional do Trânsito vai até amanhã (25) e, para conscientizar a população, o Conselho Federal de Medicina relembra que, a cada uma hora, cinco pessoas morrem em acidentes de trânsito no Brasil. De 2009 a 2019, o País registrou mais de 1,6 milhão de vítimas graves.

De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), 90% dos acidentes ocorrem por falha humana. E é aí que entra a importância do dispositivo, que evita ou atenua o impacto dos acidentes, geralmente, causados por falta de atenção ao dirigir. Vale lembrar que, há um ano, apenas 2,1% dos veículos vendidos por aqui continham a tecnologia. Ou seja, estamos caminhando a passos largos.

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