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Mythos: Mercedes-Benz anuncia detalhes da sua nova marca de luxo
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Mythos: Mercedes-Benz anuncia detalhes da sua nova marca de luxo

Marca de ultra luxo da Mercedes fará sua estreia no próximo ano, com versão mais sofisticada do atual roadster SL; Mythos será acima da Maybach

Rodrigo Tavares, especial para o Jornal do Carro

26 de fev, 2024 · 4 minutos de leitura.

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Mercedes-Benz trará nova marca de luxo acima da já luxuosa Maybach
Crédito:Mercedes-Benz/Divulgação

Em 2022, a Mercedes-Benz anunciou seus planos para uma marca voltada para o mercado de alto luxo, chamada “Mythos”. Entretanto, desde então não havia mais nenhuma novidade. Em um documento sobre o desempenho financeiro da marca no último ano, a montadora aproveitou para dizer que voltará com o projeto, e que um novo modelo chega no próximo ano.

Tudo indica que o novo modelo será uma versão mais veloz do atual Mercedes SL, notório conversível da marca. Atualmente, o SL é vendido apenas como uma versão AMG, mas uma variante trabalhada pela Maybach estaria a caminho. Pela lógica, a futura versão destinada à marca Mythos será ainda mais sofisticada, por exemplo. A informação é do site Autoevolution.



Mercedes-Benz/Divulgação

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Assim, acredita-se que o SL Maybach deverá aparecer primeiro ao público. Em 2022, o designer-chefe da Mercedes, Gorden Wagener, apresentou em seu Instagram uma imagem do Mercedes-Maybach SL conceito, com pintura em duas cores e muitos logotipos da marca espalhados pelo capô. Na imagem, a grade também tem a inscrição “Maybach”.

Por se tratar de um modelo de alto luxo, o preço não é barato. Para se ter uma ideia, o AMG SL 43 "de entrada" nos EUA começa em US$ 109.900 (equivalente a R$ 548.170 em conversão direta), e fica ainda mais caro na versão 55: US$ 141.300 (R$ 704.790). Na versão 63, o preço sobe mais ainda: US$ 183 mil (R$ 912.785). O modelo Maybach será baseado na versão mais cara 63, e passará dos US$ 200 mil, quase R$ 1 milhão de reais. Para a Mythos, mais cara ainda, espera-se um preço próximo dos US$ 300 mil, quase R$ 1.5 milhão.

Mas afinal, onde se encaixa a Mythos na Mercedes?

Mercedes-Benz/Divulgação

Pensada para estar acima da luxuosa Mercedes-Maybach, a Mythos visa entregar "carros colecionáveis altamente exclusivos", segundo a própria Mercedes. Feitos em pequenas quantidades, os veículos estão destinados "aos entusiastas e colecionadores mais dedicados da Mercedes-Benz", por exemplo. 

Assim, pode se esperar uma briga que faça sentido apenas contra marcas com a mesma proposta, como a Rolls-Royce, da BMW. No ano passado, a Maybach aumentou seu faturamento em 19%, o que levou a Mercedes a buscar um público ainda mais seleto e exclusivo. Assim, cobrindo o nicho de ultra-luxo, ainda pouco explorado. Tais modelos devem disputar espaço também contra as marcas de luxo do Grupo VW, como Audi, Porsche, Bentley, Lamborghini e Bugatti.

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Os carros elétricos estão cada vez mais presentes nas ruas do Brasil. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), esse mercado emplacou, no País, mais de 49 mil unidades nos oito primeiros meses de 2023, praticamente o total registrado em 2022. Mesmo assim, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o funcionamento desses veículos. Para ajudar você nessa jornada, o Oficina Mobilidade traz algumas dicas. Confira:

1. Como carregar a bateria do carro em casa?

A recarga residencial segue as mesmas recomendações de outros equipamentos elétricos

de alta corrente, como ferro de passar roupa, secador de cabelo e ar-condicionado. Em  comum, eles possuem tomadas de pino grosso, de 20 A. Jamais utilize adaptadores de pino grosso para pino fino, a fim de conectar equipamentos de 20 A em tomadas de 10 A. Isso aumenta o risco de curto-circuito. Os proprietários de veículos elétricos devem ter em casa uma tomada de 220 V e 20 A com cabeamento compatível com a potência a ser consumida, além de sistema de aterramento e proteção.

2. O que é melhor: carga lenta ou ultrarrápida?

A diferença entre as duas operações se resume ao tempo e à necessidade do usuário. Vale lembrar que a recarga ultrarrápida não se encontra disponível em todos os modelos. Durante o desenvolvimento do veículo, a fabricante deve prever essa atividade em seu projeto da bateria e do carregador de bordo.

3. O que devo saber antes de fazer uma viagem?

Planeje a viagem para saber exatamente onde há eletropostos no meio do caminho. Se o percurso for longo, provavelmente a bateria não terá autonomia suficiente até a chegada ao destino. Existem aplicativos que indicam os locais de pontos de recarga. Assim, as paradas podem ser programadas e o passeio vai ocorrer sem a preocupação com falta de carga.

4. Como tirar melhor proveito na cidade e na estrada?

Ao contrário do carro com motor a combustão, o veículo movido a eletricidade é mais econômico na cidade, porque o costumeiro “anda e para” ajuda a recarregar a bateria e, consequentemente, a ampliar a autonomia. Para o uso urbano, se o carro tiver o “one pedal drive” – que praticamente dispensa o pedal de freio –, habilite o recurso para permitir o reaproveitamento cinético de energia. Isso, porém, exige adaptação do motorista nos primeiros quilômetros. Na estrada, se possível, deixe o ar-condicionado desligado, mantenha os pneus bem calibrados e as janelas fechadas para diminuir a resistência do ar, providências que vão poupar energia da bateria.

5. Como aproveitar o recurso de regeneração de energia da bateria?

Mantenha o recurso sempre ativado e na opção de máxima regeneração. Alguns fabricantes deixam a cargo do cliente a decisão sobre o uso e a intensidade da regeneração. Mas há modelos que ainda não oferecem tais ajustes.

6. Que cuidado devo ter com a manutenção do carro elétrico?

A manutenção é diferente da do automóvel a combustão, porque o carro elétrico tem apenas 50 partes móveis, ante 350 do convencional. De toda forma, siga sempre as orientações da fabricante que constam no manual do proprietário em relação aos prazos e ao que observar nas revisões.

7. O que é preciso mexer ou trocar nas revisões?

O carro movido a bateria dispensa itens como velas, correia, filtros de combustível e de óleo, engrenagens de câmbio e virabrequim, tornando as revisões mais simples e baratas. Como existe um trabalho de frenagem automática quando o motorista tira o pé do acelerador, o sistema de freio é bem menos exigido, evitando o desgaste das pastilhas. A revisão inclui inspeção das portas de carregamento e dos rotores e avaliação da bateria. Fechaduras, filtro de ar-condicionado, suspensão, dobradiças e trincos também são vistoriados.

8. Os pneus dos carros elétricos são diferentes?

Os pneus de veículos elétricos apresentam a mesma estrutura básica em termos de componentes (talões, camada estanque e banda de rodagem). No entanto, algumas modificações ocorrem durante o projeto, como materiais utilizados, desenho e capacidade de carga. Eles são mais resistentes e recebem reforços estruturais, uma vez que o carro elétrico, geralmente, é mais pesado por conta da instalação da bateria. Jamais coloque um pneu normal para rodar no carro elétrico, pois sofrerá desgaste prematuro devido ao peso extra. Além disso, tenha em mente que o consumo do pneu pode ser maior por causa do alto torque no caso de dar arrancadas rápidas.

9. Que fatores afetam a autonomia da bateria?

Ligar o ar-condicionado na potência máxima, fazer arrancadas em busca de desempenho superior e não aproveitar da melhor forma a regeneração impactam diretamente a autonomia da bateria.

10. Como lavar o carro elétrico?

A lavagem deve ser realizada como se fosse um carro convencional, já que as vedações seguem os padrões de estanqueidade para os componentes elétricos e eletrônicos do sistema de tração. As baterias são testadas contra inundações e, em caso de acidente, o fluxo de corrente é imediatamente desligado para não haver risco de choque elétrico aos ocupantes.

11. Como rebocar um carro elétrico/híbrido?

Para que o carro elétrico seja rebocado de forma segura, o guincho precisa ser do tipo plataforma. É importante que as rodas do veículo não encostem no chão, pois elas possuem um sistema de regeneração de energia, que ajuda no recarregamento da bateria. Também é necessário que o veículo esteja em marcha neutra.

Lembre-se de que as recomendações podem variar conforme o fabricante e o modelo do carro elétrico. Por isso, é importante consultar o manual do proprietário. Além disso, as infraestruturas de carregamento estão em constante evolução, exigindo que o motorista se atualize sobre as opções disponíveis em sua região.