O Volkswagen Taos foi lançado no Brasil em 2021. Até o momento, não fez tanto frente aos concorrentes. É tanto que, na categoria, seus 792 emplacamentos de abril ficaram bem atrás de rivais diretos como Jeep Compass e Toyota Corolla Cross, por exemplo, que venderam, respectivamente, 4.898 e 3.946 unidades no período, conforme números da Fenabrave. Para, quem sabe, reverter essa estatística, a VW já prepara a reestilização do SUV. É tanto que suas patentes já foram cadastradas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A atualização de meia vida do Taos, provavelmente, seguirá os passos do modelo chinês. Batizado no país asiático como Tharu, o modelo – que aqui vem importado da Argentina – tem mudanças relevantes por todos os lados da carroceria. Na dianteira, ganha faróis maiores e perde o formato de “X” entre grade e para-choque. Há, portanto, um apêndice no para-lamas, como visto em modelos da marca como o Tiguan, por exemplo.
Salto também no visual traseiro. As formas básicas das lanternas ficam de lado. Assim, entra em cena a barra em tom escuro que caracteriza os irmãos Nivus e T-Cross. Assim, um filete luminoso atravessa a tampa do porta-malas.

Muda por dentro?
Emobra não seja possível saber pelas patentes, o modelo também pode mudar por dentro. Na China, tem linhas diferenciadas no painel, bem como central multimídia com tela flutuante de 12 polegadas. Ademais, a combinação de revestimentos também pode mudar o padrão. Há probabilidade de volante com comandos sensíveis ao toque no novo Taos.
O SUV, todavia, deve manter o motor 1.4 turbo flex de até 150 cv de potência e torque de 25,5 mkgf. A oferta de câmbio automático de seis marchas também deve permanecer intacta.
Há estimativas de que a Volks adote o sistema híbrido-leve (MHEV). Assim, o SUV pode incluir uma unidade de 48 volts para gerar mais economia de combustível. Cabe explicar, contudo, que isso não é caracaterística do modelo chinês, que usa o propulsor 1.5 turbo de 160 cv e 25,5 mkgf.
Em síntese, os registros no INPI não são garantia de mudança para o Taos. Afinal, o registro serve apenas para garantir direitos. Mas levantar a bola de que a mudança está prestes a acontecer não é errado, porque os facelifts são feitos por volta do quarto ano de vida do carro. Resta aguardar.