A Toyota vai levar a nova Hilux FCEV, movida a hidrogênio, para exibição durante os Jogos Olímpicos de Paris, que começam no dia 26 de julho. Ao todo, dez exemplares da picape foram construídos nas instalações da empresa em Derby, no Reino Unido. O governo britânico também investiu na produção dos modelos para incentivar a pesquisa.
A montadora usará cinco picapes para provas de durabilidade, desempenho e segurança, enquanto as demais servirão para demonstrações com clientes e imprensa. E duas unidades irão para Paris, onde ficarão em exibição durante as Olimpíadas.
Segundo o diretor administrativo da Toyota do Reino Unido, Richard Kenworthy, a equipe do projeto conseguiu executar um trabalho incrível em pouco tempo, desde a criação do protótipo até a finalização do primeiro carro. Além disso, o financiamento sustentado pelo governo local permitiu investimentos na equipe e melhoramentos nas tecnologias relacionadas ao hidrogênio, por exemplo. Assim, ao todo, o governo britânico aportou mais de 70 milhões de libras esterlinas, o equivalente a mais de R$ 480 milhões na conversão direta.

Como é a Toyota Hilux a hidrogênio
Pensada para o uso em áreas remotas, a Hilux FCEV tem como um de seus pontos fortes a autonomia, com alcance de 580 km, considerado ideal para o seu propósito. Bem como superior ao de concorrentes 100% elétricos, como Tesla Cybertruck e Ford F-150 Lightning.
Para isso, a picape da marca japonesa conta com o mesmo sistema do sedã Mirai, que também estará nas Olimpíadas de Paris 2024 com 500 unidades. O modelo traz um motor elétrico de 182 cv, valendo-se, assim, de características de veículos elétricos, como torque instantâneo, baixo ruído do motor e emissão zero. Com uma pequena diferença: no fim do processo, o veículo libera água.

No caso da Hilux FCEV, há três reservatórios de combustível que somam 7,8 kg de capacidade e ficam dentro do chassi de longarinas. A pilha com 330 células de combustível é montada sobre o eixo traseiro, enquanto a bateria, utilizada para armazenar a eletricidade produzida por essa célula, fica posicionada na caçamba da picape. Dessa forma, evita prejudicar o espaço útil.
O veículo terá as mesmas dimensões da picape a diesel no Brasil: são 5,32 m de comprimento, 1,85 m de largura e 1,81 m de altura. Mas, embora pareça pronta para chegar às ruas, a picape está em fase laboratorial. Ou seja, não há data de lançamento. Até porque há poucos lugares no mundo que oferecem rede de abastecimento de hidrogênio. Portanto, a tecnologia da Toyota é uma aposta para o futuro como alternativa às baterias atuais e como solução mais ecológica e limpa.
Siga o Jornal do Carro no Instagram!