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Triumph mostra nova geração da Rocket III em duas versões
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Triumph mostra nova geração da Rocket III em duas versões

Cruiser tem o maior motor de moto em produção, com 2,5 litros, e retorna às ruas na segunda geração nas variantes R e GT

José Antonio Leme

01 de ago, 2019 · 7 minutos de leitura.

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rocket iii
TRIUMPH ROCKET III GT E ROCKET III R
Crédito:TRIUMPH/DIVULGAÇÃO

A Triumph divulgou informações e imagens da nova geração da sua cruiser Rocket III. A primeira geração surgiu em 2004 e a segunda chegará às ruas mantendo sua principal característica. O maior motor de moto produzido em série no mundo. O modelo chega às lojas do Brasil em 2020.

A nova Rocket III vem equipada com um motor três cilindros de 2.458 cm³. Agora ela entrega 11% a mais de potência que a geração anterior, chegando aos 167 cv a 6 mil rpm. O torque de 22,5 mkgf está em 4 mil rpm. A transmissão é de seis marchas.

Outros itens técnicos conferem a Rocket III quase um status de moto esportiva, como os freios. Na frente são dois discos de 320 mm, da Brembo, com pinças monobloco com quatro pistões. Atrás vai um disco simples de 300 mm, também da Brembo e com um pistão. O sistema antitravamento (ABS) é do mais avançado com funcionamento otimizado para curvas. Isso significa que ao frear com a moto inclinada, a moto não vai perder a trajetória.

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Na dianteira, suspensão Showa invertida com bengalas de 47 mm de diâmetro e 120 mm de curso. Atrás, também Showa com reservatório externo - o que garante maior precisão no amortecimento, mesmo com uso extremo - e seletor giratório para o ajuste de pré-carga. O curso é de 107 mm. As duas têm ajustes de compressão, retorno e pré-carga.

Com um projeto completamente novo, a Triumph conseguiu reduzir em 40 kg o peso total da Rocket III em relação a geração anterior. Só no motor a marca conseguiu diminuir 18 kg graças a uma série de melhorias nos materiais utilizados. Seu quadro agora é de alumínio com um projeto novo, o que reduziu o tamanho, a massa, e, segundo a Triumph, o centro de gravidade e a distribuição de peso.

rocket iii

TRIUMPH/DIVULGAÇÃO
Pacote eletrônico de peso

A Triumph Rocket III ganhou uma série de auxílios e itens que já estavam disponíveis em outros modelo da marca. Entre eles, o painel de TFT de 2ª geração, que permite integração ao Google Maps e também ao controle de câmeras GoPro.

Parte essencial da nova eletrônica embarcada é a Unidade de Medição Inercial (IMU) de seis eixos. Isso significa que essa central eletrônica é responsável por ler dados de aceleração, inclinação e velocidade das rodas. Com isso ela controla os freios ABS, o controle de tração e até os modos de condução.

Para receber os modos de condução, a marca adotou também o acelerador eletrônico na Rocket III. São quatro modos: road, rain, sport e rider (configurável). Eles, além de controlarem a resposta do acelerador, alteram também a intervenção do controle de tração. Há ainda auxílio de partida em rampa, partida com chave presencial, controle de velocidade de cruzeiro, manoplas com aquecimento e uma entrada USB sob o banco.


Duas versões GT e R

Pela primeira vez o modelo chega em duas versões. A primeira, R, tem estilo mais esportivo, enquanto a GT apela para um conforto extra para viagens, especialmente para carregar o garupa. Esteticamente, as motos são iguais, inclusive evocando a primeira geração com os faróis duplos, mas agora de LEDs.

A mais, a GT traz um apoio de lombar para o garupa (sissy bar), um guidom mais alto e largo para maior conforto e um pequeno para-brisa sobre os faróis. Na R, o guidom é reto, ao estilo das motos de arrancada, e sobre o farol há apenas um defletor na cor da moto.


O assento, tanto do piloto quanto do garupa, é igual para ambas, mas está fixado em alturas diferentes. Na Rocket III R, o garupa fica a 773 mm, enquanto que na Rocket III GT fica a 750 mm. Na R, as pedaleiras ficam mais recuadas, e podem ser ajustada em até 15 mm de altura para o piloto. Na GT, mais avançadas, ao estilo custom, com três ajustes para avançar ou recuar em até 25 mm.

A Triumph Rocket III R será oferecida nas cores Vermelha Korosi ou Preta Phantom. A Rocket III GT será oferecida na cor prata com faixas vermelha e cinza ou preta Phantom.

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Jornal do Carro
Oficina Mobilidade

Guia de boas práticas para o uso do carro elétrico

Tire suas dúvidas para dirigir com tranquilidade e segurança

12 de abr, 2024 · 2 minutos de leitura.

Os carros elétricos estão cada vez mais presentes nas ruas do Brasil. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), esse mercado emplacou, no País, mais de 49 mil unidades nos oito primeiros meses de 2023, praticamente o total registrado em 2022. Mesmo assim, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o funcionamento desses veículos. Para ajudar você nessa jornada, o Oficina Mobilidade traz algumas dicas. Confira:

1. Como carregar a bateria do carro em casa?

A recarga residencial segue as mesmas recomendações de outros equipamentos elétricos

de alta corrente, como ferro de passar roupa, secador de cabelo e ar-condicionado. Em  comum, eles possuem tomadas de pino grosso, de 20 A. Jamais utilize adaptadores de pino grosso para pino fino, a fim de conectar equipamentos de 20 A em tomadas de 10 A. Isso aumenta o risco de curto-circuito. Os proprietários de veículos elétricos devem ter em casa uma tomada de 220 V e 20 A com cabeamento compatível com a potência a ser consumida, além de sistema de aterramento e proteção.

2. O que é melhor: carga lenta ou ultrarrápida?

A diferença entre as duas operações se resume ao tempo e à necessidade do usuário. Vale lembrar que a recarga ultrarrápida não se encontra disponível em todos os modelos. Durante o desenvolvimento do veículo, a fabricante deve prever essa atividade em seu projeto da bateria e do carregador de bordo.

3. O que devo saber antes de fazer uma viagem?

Planeje a viagem para saber exatamente onde há eletropostos no meio do caminho. Se o percurso for longo, provavelmente a bateria não terá autonomia suficiente até a chegada ao destino. Existem aplicativos que indicam os locais de pontos de recarga. Assim, as paradas podem ser programadas e o passeio vai ocorrer sem a preocupação com falta de carga.

4. Como tirar melhor proveito na cidade e na estrada?

Ao contrário do carro com motor a combustão, o veículo movido a eletricidade é mais econômico na cidade, porque o costumeiro “anda e para” ajuda a recarregar a bateria e, consequentemente, a ampliar a autonomia. Para o uso urbano, se o carro tiver o “one pedal drive” – que praticamente dispensa o pedal de freio –, habilite o recurso para permitir o reaproveitamento cinético de energia. Isso, porém, exige adaptação do motorista nos primeiros quilômetros. Na estrada, se possível, deixe o ar-condicionado desligado, mantenha os pneus bem calibrados e as janelas fechadas para diminuir a resistência do ar, providências que vão poupar energia da bateria.

5. Como aproveitar o recurso de regeneração de energia da bateria?

Mantenha o recurso sempre ativado e na opção de máxima regeneração. Alguns fabricantes deixam a cargo do cliente a decisão sobre o uso e a intensidade da regeneração. Mas há modelos que ainda não oferecem tais ajustes.

6. Que cuidado devo ter com a manutenção do carro elétrico?

A manutenção é diferente da do automóvel a combustão, porque o carro elétrico tem apenas 50 partes móveis, ante 350 do convencional. De toda forma, siga sempre as orientações da fabricante que constam no manual do proprietário em relação aos prazos e ao que observar nas revisões.

7. O que é preciso mexer ou trocar nas revisões?

O carro movido a bateria dispensa itens como velas, correia, filtros de combustível e de óleo, engrenagens de câmbio e virabrequim, tornando as revisões mais simples e baratas. Como existe um trabalho de frenagem automática quando o motorista tira o pé do acelerador, o sistema de freio é bem menos exigido, evitando o desgaste das pastilhas. A revisão inclui inspeção das portas de carregamento e dos rotores e avaliação da bateria. Fechaduras, filtro de ar-condicionado, suspensão, dobradiças e trincos também são vistoriados.

8. Os pneus dos carros elétricos são diferentes?

Os pneus de veículos elétricos apresentam a mesma estrutura básica em termos de componentes (talões, camada estanque e banda de rodagem). No entanto, algumas modificações ocorrem durante o projeto, como materiais utilizados, desenho e capacidade de carga. Eles são mais resistentes e recebem reforços estruturais, uma vez que o carro elétrico, geralmente, é mais pesado por conta da instalação da bateria. Jamais coloque um pneu normal para rodar no carro elétrico, pois sofrerá desgaste prematuro devido ao peso extra. Além disso, tenha em mente que o consumo do pneu pode ser maior por causa do alto torque no caso de dar arrancadas rápidas.

9. Que fatores afetam a autonomia da bateria?

Ligar o ar-condicionado na potência máxima, fazer arrancadas em busca de desempenho superior e não aproveitar da melhor forma a regeneração impactam diretamente a autonomia da bateria.

10. Como lavar o carro elétrico?

A lavagem deve ser realizada como se fosse um carro convencional, já que as vedações seguem os padrões de estanqueidade para os componentes elétricos e eletrônicos do sistema de tração. As baterias são testadas contra inundações e, em caso de acidente, o fluxo de corrente é imediatamente desligado para não haver risco de choque elétrico aos ocupantes.

11. Como rebocar um carro elétrico/híbrido?

Para que o carro elétrico seja rebocado de forma segura, o guincho precisa ser do tipo plataforma. É importante que as rodas do veículo não encostem no chão, pois elas possuem um sistema de regeneração de energia, que ajuda no recarregamento da bateria. Também é necessário que o veículo esteja em marcha neutra.

Lembre-se de que as recomendações podem variar conforme o fabricante e o modelo do carro elétrico. Por isso, é importante consultar o manual do proprietário. Além disso, as infraestruturas de carregamento estão em constante evolução, exigindo que o motorista se atualize sobre as opções disponíveis em sua região.