O projeto de lei que proíbe a venda de veículos movidos a combustão a partir de 2060 deve virar um marco legal para a eletromobilidade brasileira, defendem representantes do governo e da indústria automobilística em audiência pública ontem, 7, no Senado.
O PLS 454/2017, de autoria do senador Telmário Mota (PTB/RR), prevê mudanças graduais para a venda de carros no Brasil. A partir de 2030, 90% dos veículos vendidos poderiam ter tração automotora por motor a combustão. O percentual passaria para 70% em 2040, 10% em 2050, até a proibição em 2060.
Para o presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (Abve), Ricardo Guggisberg, as metas propostas pelo projeto são modestas se comparadas às de outros países. Guggisberg destacou que o Brasil quintuplicou sua frota de carros elétricos e híbridos desde 2016. Um fator que contribui positivamente para a competitividade dos veículos elétricos é a queda do custo da energia armazenada, que deve se equiparar em breve aos preços de combustíveis.
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Em 2018 entrou em vigor o Rota 2030, que estabelece um conjunto de diretrizes do governo federal para a indústria automobilística na próxima década. O programa inclui metas de eficiência energética para motores movidos a combustíveis fósseis e estímulo à produção de carros híbridos e elétricos.
O diretor técnico da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Henry Joseph Jr., defende que o projeto de lei deve se integrar ao Rota 2030 e fomentar alternativas em vez de apenas restringir. “É mais produtivo ter fatores indutores, o que pode permitir que a gente vá se acomodando adequadamente”, argumenta Joseph Jr.
A necessidade de mudança para modelos de baixo carbono foi ressaltada por José Mauro Coelho, diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
De acordo com Coelho, a mudança será lenta como todas as transições energéticas na história, mas o país precisa se posicionar o quanto antes. A projeção da EPE para o futuro dos veículos leves no País é que, no curto prazo, ocorram melhorias na eficiência energética dos motores a combustão. No médio prazo, o crescimento dos carros flex. E, no longo prazo, o domínio dos biocombustíveis.
1º - Chevrolet Onix
21.044 unidades. Foto: Chevrolet/Divulgação
2º - Chevrolet Prisma
8.946 unidades. Foto: Chevrolet/Divulgação
3º - Renault Kwid
8.826 unidades. Foto: Renault/Divulgação
4º - Ford Ka
7.891 unidades. Foto: Ford/Divulgação
5º - Hyundai HB20
7.145 unidades. Foto: Hyundai/Divulgação
6º - Volkswagen Gol
6.850 unidades. Foto: Volkswagen/Divulgação
7º - Fiat Strada
6.573 unidades. Foto: Fiat/Divulgação
8º - Volkswagen Polo
6.282 unidades. Foto: Volkswagen/Divulgação
9º - Jeep Renegade
6.089 unidades. Foto: Jeep/Divulgação
10º - Fiat Argo
5.730 unidades. Foto: Fiat/Divulgação
11º - Fiat Toro
5.697 unidades. Foto: Fiat/Divulgação
12º - Renault Sandero
5.355 unidades. Foto: Renault/Divulgação
13º - Hyundai Creta
4.713 unidades. Foto: Hyundai/Divulgação
14º - Jeep Compass
4.554 unidades. Foto: Jeep/Divulgação
15º - Nissan Kicks
4.497 unidades. Foto: Marco Antonio Teixeira/Divulgação
16º - Ford Ka
4.450 unidades. Foto: Ford/Divulgação
17º - Fiat Mobi
4.377 unidades. Foto: Fiat/Divulgação
18º - Volkswagen Saveiro
4.247 unidades. Foto: Volkswagen/Divulgação
19º - Toyota Corolla
4.077 unidades. Foto: Felipe Rau/Estadão
20º - Volkswagen Virtus
4.043 unidades. Foto: Volkswagen/Divulgação