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Veja tudo que muda nas regras da CNH
Legislação

Veja tudo que muda nas regras da CNH

Proposta de mudanças entregue pelo presidente Jair Bolsonaro à Câmara Federal deve abrandar multas, alterar regras da CNH e do Código de Trânsito

Redação

17 de jun, 2019 · 4 minutos de leitura.

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Presidente Jair Bolsonaro entregou proposta de mudanças ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Crédito:Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
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O presidente Jair Bolsonaro entregou no início do mês um projeto de lei que faz diversas alterações no Código de Trânsito Brasileiro. Algumas das mudanças geraram polêmica, como a decisão que aumenta de 20 para 40 pontos o limite para a suspensão da CNH por multas. Além disso, a validade da carteira passaria de cinco para dez anos.

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Motoristas com mais de 65 anos também terão mais tempo de habilitação. Atualmente, os idosos precisam renovar a carteira a cada dois anos e meio. A nova proposta aumenta o tempo para cinco anos.

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Motoristas profissionais também deixarão de ter que fazer exame toxicológico. Condutores das categorias C, D e E precisam fazer a testagem a cada dois anos e meio, o que deixará de ser pedido.

Cadeirinha

Outro ponto polêmico da nova proposta foi a abolição da multa pelo não uso da cadeirinha infantil. Segundo o novo texto, o uso dos assentos especiais para crianças continua obrigatório, mas a multa de R$ 293,47 seria trocada por apenas uma advertência.

Até mesmo o uso dos faróis durante o dia nas estradas pode passar por alterações. No Código de Trânsito atual, o uso é obrigatório. Circular com os faróis apagados pode render multa de 195,23 e quatro pontos na carteira. A proposta do presidente acaba com a multa e reduz a contagem para três pontos na CNH do motorista flagrado.


Motos

Quem anda sobre duas rodas também poderá ter mudanças nas regras. O uso de óculos ou viseira de proteção deixará de ser obrigatório para motociclistas. Algumas infrações como transporte de carga fora das especificações também passam a ser infração apenas média e deixam de suspender a carteira.

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O Contran também já publicou uma nova resolução que acaba com a exigência de simuladores digitais para novos candidatos a motorista. A resolução 778 também muda algumas regras para obtenção da Autorização para Conduzir Ciclomotor, a ACC.


Agora, o candidato terá um ano para fazer as provas teórica e prática para ciclomotor sem ter nenhuma aula antes. Também poderá fazer o exame prático já com o próprio ciclomotor. Após o primeiro ano da resolução, as aulas voltarão a ser obrigatórias, mas apenas cinco horas de treinos práticos, ante as 20 horas mandatórias atuais.

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Guia de boas práticas para o uso do carro elétrico

Tire suas dúvidas para dirigir com tranquilidade e segurança

12 de abr, 2024 · 2 minutos de leitura.

Os carros elétricos estão cada vez mais presentes nas ruas do Brasil. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), esse mercado emplacou, no País, mais de 49 mil unidades nos oito primeiros meses de 2023, praticamente o total registrado em 2022. Mesmo assim, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o funcionamento desses veículos. Para ajudar você nessa jornada, o Oficina Mobilidade traz algumas dicas. Confira:

1. Como carregar a bateria do carro em casa?

A recarga residencial segue as mesmas recomendações de outros equipamentos elétricos

de alta corrente, como ferro de passar roupa, secador de cabelo e ar-condicionado. Em  comum, eles possuem tomadas de pino grosso, de 20 A. Jamais utilize adaptadores de pino grosso para pino fino, a fim de conectar equipamentos de 20 A em tomadas de 10 A. Isso aumenta o risco de curto-circuito. Os proprietários de veículos elétricos devem ter em casa uma tomada de 220 V e 20 A com cabeamento compatível com a potência a ser consumida, além de sistema de aterramento e proteção.

2. O que é melhor: carga lenta ou ultrarrápida?

A diferença entre as duas operações se resume ao tempo e à necessidade do usuário. Vale lembrar que a recarga ultrarrápida não se encontra disponível em todos os modelos. Durante o desenvolvimento do veículo, a fabricante deve prever essa atividade em seu projeto da bateria e do carregador de bordo.

3. O que devo saber antes de fazer uma viagem?

Planeje a viagem para saber exatamente onde há eletropostos no meio do caminho. Se o percurso for longo, provavelmente a bateria não terá autonomia suficiente até a chegada ao destino. Existem aplicativos que indicam os locais de pontos de recarga. Assim, as paradas podem ser programadas e o passeio vai ocorrer sem a preocupação com falta de carga.

4. Como tirar melhor proveito na cidade e na estrada?

Ao contrário do carro com motor a combustão, o veículo movido a eletricidade é mais econômico na cidade, porque o costumeiro “anda e para” ajuda a recarregar a bateria e, consequentemente, a ampliar a autonomia. Para o uso urbano, se o carro tiver o “one pedal drive” – que praticamente dispensa o pedal de freio –, habilite o recurso para permitir o reaproveitamento cinético de energia. Isso, porém, exige adaptação do motorista nos primeiros quilômetros. Na estrada, se possível, deixe o ar-condicionado desligado, mantenha os pneus bem calibrados e as janelas fechadas para diminuir a resistência do ar, providências que vão poupar energia da bateria.

5. Como aproveitar o recurso de regeneração de energia da bateria?

Mantenha o recurso sempre ativado e na opção de máxima regeneração. Alguns fabricantes deixam a cargo do cliente a decisão sobre o uso e a intensidade da regeneração. Mas há modelos que ainda não oferecem tais ajustes.

6. Que cuidado devo ter com a manutenção do carro elétrico?

A manutenção é diferente da do automóvel a combustão, porque o carro elétrico tem apenas 50 partes móveis, ante 350 do convencional. De toda forma, siga sempre as orientações da fabricante que constam no manual do proprietário em relação aos prazos e ao que observar nas revisões.

7. O que é preciso mexer ou trocar nas revisões?

O carro movido a bateria dispensa itens como velas, correia, filtros de combustível e de óleo, engrenagens de câmbio e virabrequim, tornando as revisões mais simples e baratas. Como existe um trabalho de frenagem automática quando o motorista tira o pé do acelerador, o sistema de freio é bem menos exigido, evitando o desgaste das pastilhas. A revisão inclui inspeção das portas de carregamento e dos rotores e avaliação da bateria. Fechaduras, filtro de ar-condicionado, suspensão, dobradiças e trincos também são vistoriados.

8. Os pneus dos carros elétricos são diferentes?

Os pneus de veículos elétricos apresentam a mesma estrutura básica em termos de componentes (talões, camada estanque e banda de rodagem). No entanto, algumas modificações ocorrem durante o projeto, como materiais utilizados, desenho e capacidade de carga. Eles são mais resistentes e recebem reforços estruturais, uma vez que o carro elétrico, geralmente, é mais pesado por conta da instalação da bateria. Jamais coloque um pneu normal para rodar no carro elétrico, pois sofrerá desgaste prematuro devido ao peso extra. Além disso, tenha em mente que o consumo do pneu pode ser maior por causa do alto torque no caso de dar arrancadas rápidas.

9. Que fatores afetam a autonomia da bateria?

Ligar o ar-condicionado na potência máxima, fazer arrancadas em busca de desempenho superior e não aproveitar da melhor forma a regeneração impactam diretamente a autonomia da bateria.

10. Como lavar o carro elétrico?

A lavagem deve ser realizada como se fosse um carro convencional, já que as vedações seguem os padrões de estanqueidade para os componentes elétricos e eletrônicos do sistema de tração. As baterias são testadas contra inundações e, em caso de acidente, o fluxo de corrente é imediatamente desligado para não haver risco de choque elétrico aos ocupantes.

11. Como rebocar um carro elétrico/híbrido?

Para que o carro elétrico seja rebocado de forma segura, o guincho precisa ser do tipo plataforma. É importante que as rodas do veículo não encostem no chão, pois elas possuem um sistema de regeneração de energia, que ajuda no recarregamento da bateria. Também é necessário que o veículo esteja em marcha neutra.

Lembre-se de que as recomendações podem variar conforme o fabricante e o modelo do carro elétrico. Por isso, é importante consultar o manual do proprietário. Além disso, as infraestruturas de carregamento estão em constante evolução, exigindo que o motorista se atualize sobre as opções disponíveis em sua região.