Primeira Classe Rafaela Borges

O SUV ‘sem sal’ que todo mundo ama

Entenda por que o Honda HR-V, mesmo não sendo unanimidade de crítica, é a melhor opção entre os SUVs compactos

Honda HR-V
Honda HR-V Modelo da Honda não é o melhor em nenhum aspecto, mas se dá bem por não deixar a desejar em nada (Foto: Sergio Castro/Estadão)

A crítica não costuma o considerar um carro dos mais empolgantes. Além disso, há muitos consumidores e especialistas que o classificam como caro. Mas, no fim das contas, todo mundo que quer um SUV compacto acaba em lugar comum: Honda HR-V.

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Não é à toa que a chegada de diversos novos SUVs, neste ano, abalou vários carros já consagrados no segmento. Menos o HR-V. Ele continua firme e forte na liderança dos compactos.

Mas o que faz o HR-V, aquele SUV que não tem nada muito empolgante, ser tão especial? Mais que isso: tão desejado e até mesmo amado?

Para mim, o principal trunfo do HR-V é não deixar a desejar em nada, mesmo não sendo o melhor em nenhum aspecto. Não é o mais rápido, nem o mais espaçoso, nem o mais econômico, nem o mais tecnológico, muito menos o mais bem equipado.

No entanto, cumpre bem todos esses quesitos. Em resumo: enquanto todos os concorrentes têm ao menos uma falta grave, o Honda HR-V não tem nenhuma.

Por incrível que pareça, mesmo sendo, de certa forma, caro (de R$ 80.900 até R$ 107.900), o Honda HR-V se tornou uma opção racional. Abaixo, vou listar os pontos fracos de cada um dos carros importantes do segmento, para mostrar por que o HR-V seduz.

 

CRETA

O Hyundai lançado neste ano acaba sendo a principal alternativa ao HR-V pois, entre os compactos, é um dos mais espaçosos da categoria. E a montadora, no decorrer de 2017, foi lançando mais versões, deixando o carro mais interessante e ampliando seu alcance de mercado.

Os dois primeiros problemas do Creta são estéticos. O exterior não é atraente e a cabine lembra muito a do HB20. O HR-V é o mais bonito e bem acabado dos SUVs compactos? Não. Ele é superior ao Creta nesses quesitos? É.

O principal problema do Hyundai, no entanto, é o motor 2.0. Mesmo sendo mais potente que o 1.8 do HR-V, o SUV da sul-coreana anda menos. E gasta mais combustível.

KICKS

O Nissan, além de ser muito mais barato que o Honda (o Kicks custa entre R$ 71.990 e R$ 75.990), traz um belíssimo interior. Esteticamente, também atrai mais (até pelo fato de ser mais novo). O espaço também é equivalente ao do líder dos SUVs compactos.

Qual é o problema do Kicks? O desempenho. O conjunto formado pelo motor 1.6 e o câmbio CVT deixa o carro muito lento. Ele sofre demais para fazer ultrapassagens, por exemplo. Nesse quesito, o HR-V está anos-luz à frente do Nissan.

RENEGADE

Ele tem eficiente versão a diesel, visual de Jeep de verdade e é o único do segmento de compactos a trazer suspensão independente nas quatro rodas.

O principal problema do Renegade é algo fatal para o segmento. Ele não tem espaço interno nem porta-malas para atender às demandas do público alvo da categoria, as famílias.

Além disso, com o motor 1.8 flexível, o Renegade é “gastão” demais. Nesse quesito, só perde para o EcoSport 2.0.

 

VEJA TAMBÉM: OS VACILOS DO HONDA HR-V

 

ECOSPORT

Após mudar de geração e ganhar motor 1.5, o EcoSport começou a se recuperar no ranking. Porém, o principal problema do antigo campeão de vendas da Ford é o mesmo do Renegade: falta espaço.

E, como já explicado acima, com o motor 2.0, ele é “dono” do maior consumo do segmento.

DUSTER/CAPTUR

Os dois carros mais espaçosos da categoria compartilham esse trunfo, e também alguns problemas. Eles têm dirigibilidade ruim, e mecânica que deixa a desejar. Nas versões automática (com motor 2.0) e CVT (com o 1.6), são muito lentos.

O Duster não tem visual atraente, nem interior. Porém, compensa essas falhas com um dos melhores preços da categoria.

O Captur é bonito e tem interior mais caprichado. No entanto, custa mais.

TRACKER

É um dos mais rápido da categoria, com seu moderno 1.4 turbo de até 153 cv. Além disso, está também na lista dos mais econômicos.

O principal problema do Tracker é o espaço interno e o porta-malas. Só são melhores que os do Renegade.

Além disso, durante a maior parte deste ano, o carro não tinha ESP. O item, que passará a ser obrigatório em novos projetos de carros do Brasil a partir do ano que vem, é muito importante no segmento de SUVs.

Agora, o Tracker ganhou uma versão mais cara, que traz a possibilidade de receber ESP – como opcional. As mais em conta continuam “órfãos” do item de segurança.

2008

Não tem câmbio automático nas versões com o motor 1.6 turbo de até 173 cv. Isso é fatal para os clientes da categoria.

E O COMPASS?

O Compass é o novo líder de todo o segmento de SUVs. Porém, com ele a história é outra, pois não é classificado como compacto, e sim como médio.

Enquanto o HR-V faz parte da categoria que é a porta de entrada dos SUVs, o Compass já é algo a mais, garantindo mais status. Seu preço inicial, de mais de R$ 105 mil, é próximo ao valor máximo do Honda.

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