Primeira Classe Rafaela Borges

31.10.2019 | 15:32 Atualizado: 02.11.2019 | 15:52

O SUV que pode tirar o Renegade da liderança

Nova versão PCD é a trunfo do T-Cross para atacar o líder

Volkswagen T-Cross PCD
Volkswagen T-Cross Crédito: Rafaela Borges

As vendas diretas têm uma participação muito importante nos emplacamentos do segmento de SUVs. Entre os cinco mais vendidos, Renegade e Kicks, não teriam vendas tão altas sem essa modalidade. No T-Cross e no Creta, a participação é um pouco menor e no HR-V, muito baixa.

É fato que parte dessas vendas diretas são feitas para frotas, especialmente de locadoras. Isso ocorre principalmente com o líder, Jeep Renegade. No entanto, as entregas de versões criadas de olho no consumidor PCD são as que impulsionam o Hyundai Creta e o Nissan Kicks.

 

 

E dá para dizer que também foram cruciais para a liderança do Renegade. Desde que a marca lançou, em 2018, uma versão mais interessante focada no público PCD, o Jeep de entrada passou a ser o líder do segmento.

Em um primeiro momento, a Jeep informou que as vendas das versões PCD do modelo cresceram 40%.

 

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Vendas diretas e o segmento de SUVs compactos

No acumulado de janeiro a setembro de 2019, as vendas diretas representaram 71,9% dos emplacamentos do Renegade. No caso do Kicks, a participação foi de 55% e do Creta, de 39,7%.

 

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Essa modalidade, no entanto, representa apenas 8,2% dos emplacamentos do HR-V. Não é à toa que, nos últimos meses, o Honda vem sendo o quinto mais vendido do segmento de SUVs compactos, atrás de Renegade, Creta, Kicks e T-Cross.

E aí chegamos ao epicentro dessa análise, o T-Cross. A participação de vendas diretas nos emplacamentos do SUV não é tão diferente da registrada pelo Creta. No VW, a modalidade representa 34,7% no acumulado de 2019.

 

 

 

Porém, diferentemente de Renegade, Kicks e Creta, o T-Cross não tinha uma versão específica para PCD. Os preços das versões automáticos partem de R$ 95 mil.

E, para o público PCD ter direito a isenções de IPI e ICMS, o teto de preço é de R$ 70 mil. Além disso, o carro tem de ser automático.

T-Cross PCD para virar o jogo

Para novembro, é esperado o início de vendas do T-Cross Sense. Você também pode chamá-lo, informalmente, de T-Cross PCD.

Essa versão terá foco no cliente PCD, e atenderá o teto de preço para ter direito às duas isenções (IPI e ICMS). O preço final para o público PCD ficará na mesma faixa dos concorrentes, menos de R$ 60 mil. Mais precisamente, deverá ficar em R$ 57.690.

É claro que ele vai perder diversos itens ante a versão automática mais barata, 200 TSI. Porém, virá com o que hoje é o básico no carro brasileiro: ar, direção, vidro, trava e central multimídia.

O motor será o 1.0 turbo e o câmbio, automático de seis marchas.

Novo líder a caminho?

O T-Cross chegou por último, mas chegou muito bem. Em um segmento de carros já tradicionais, nos quais o consumidor aprendeu a confiar, o modelo da Volkswagen não demorou a entrar no grupo dos cinco mais vendidos.

No acumulado do ano, ele ainda está atrás do Captur. Porém, começou a ser vendido apenas em março. No resultado mensal, ele já tem aparecido à frente do HR-V. Houve mês em que deixou até o Kicks para trás.

 

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Com esse bom desempenho, em minha análise, é muito provável que, com a versão PCD, o T-Cross não encontre dificuldades para ultrapassar Creta e Kicks. Talvez até com certa facilidade.

E eu aposto ainda mais alto. O T-Cross PCD coloca o SUV da Volkswagen na condição de principal candidato a tirar do Renegade o número 1 do segmento de SUVs compactos.

Claro que isso vai depender da capacidade de entrega dessa versão pela Volkswagen. E de uma série de outros fatores. Mas as chances são altas.

Por que o T-Cross é favorito

O T-Cross tem duas opções de motor, várias versões de acabamento, uma boa central multimídia e bom consumo. Esses fatores, além da imensa rede de concessionárias Volkswagen (uma das maiores do País, junto com a da Chevrolet), levaram ao sucesso quase instantâneo do modelo.

Em pouco tempo, ele se consolidou no mercado. Mas por que a versão PCD o coloca em favoritismo. Dá para brincar com alguns números.

No caso do Creta, por exemplo, as vendas para PCD são quase a totalidade das diretas do modelo. Chutando baixo, vamos supor que a opção Sense gere um crescimento de 30% nos emplacamentos do T-Cross.

Tomando como base números apurados entre 1º e 27 de outubro, o VW teria, nesse caso, 4.740 emplacamentos (o número real, sem a soma dos 30%, é 3.646).

Esse número o colocaria acima dos 4.430 que o Kicks somou no período, e dos 4.301 do Creta. O Renegade tem 5.494 unidades vendidas.

Ainda seria uma ampla vantagem, não? Sim, mas o T-Cross assumiria a segunda posição com facilidade. E 30%, como eu disse, é uma aposta baixa. O potencial de crescimento é maior e, dependendo da capacidade de produção da Volkswagen, alcançar o modelo da Jeep e assumir a liderança é uma possibilidade real.

Vendas em 2019

Claro que isso não ocorrerá em 2019. O Renegade já tem sua liderança garantida, com 50.113 emplacamentos até setembro. A vantagem ante Creta e Kicks já é de mais de 10 mil unidades vendidas.

O T-Cross está muito distante dessa briga. Como foi lançado no fim do primeiro trimestre, tem 19.113 exemplares comercializados no acumulado deste ano.

Mas é uma briga que promete ser uma das melhores do mercado em 2020. E deve começar já no nascer do ano.

 

 

 

 

 

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